Plutão  |
| Planeta anão |

Mapa de Plutão gerado por computador a partir de imagens do Telescópio Espacial Hubble. |
| Características orbitais |
| Semieixo maior |
5 906 376 272 km
39,48168677 UA |
| Perélio |
4 436 824 613 km
29,658340679 UA |
| Afélio |
7 375 927 931 km
49,30503287 UA |
| Excentricidade |
0,24880766 |
| Período orbital |
90 613,305 d (248,09 a) |
| Período sinódico |
366,73 d (1 a) |
| Velocidade orbital média |
4,666 km/s |
| Inclinação |
Eclíptica: 17,14175°
Equador solar: 11,88 ° |
| Argumento do periastro |
113,76329° |
| Longitude do nó ascendente |
110,30347° |
| Número de Satélites |
5 |
| Características físicas |
| Diâmetro equatorial |
2 306 ± 20 km |
| Área da superfície |
1,665 × 1075 km² |
| Volume |
6,39 × 109 km³ |
| Massa |
(1,305 ± 0,007) × 1022 kg |
| Densidade média |
2,03 ± 0,06 g/cm³ |
| Gravidade equatorial |
0,658 m/s²
0,067 g |
| Dia sideral |
−6,387230 d
6 d 9 h 17 m 36 s |
| Velocidade de escape |
1,229 km/s |
| Inclinação axial |
119,591 ± 0,014° (em relação à órbita) |
| Albedo |
0,49 a–0,66 (varia em 35%) |
| Temperatura |
média: -229 ºC
-240 ºC min
-218 ºC max |
| Magnitude aparente |
13,65 a 16,3 (média 15,1) |
| Magnitude absoluta |
-0,7 |
| Composição da atmosfera |
| Pressão atmosférica |
0,30 Pa |
| Composição |
Azoto, metano |
Como outros membros do cinturão de Kuiper, Plutão é composto primariamente de
rocha e
gelo e é relativamente pequeno, com aproximadamente um quinto da
massa da
Lua e um terço de seu
volume. Ele tem uma órbita altamente
inclinada e
excêntrica que o leva de 30 a 49
UA do Sol. Isso faz Plutão ficar periodicamente mais perto do Sol do que
Neptuno. Atualmente Plutão está a 32,32 UA do Sol.
Até
2006, Plutão foi considerado o nono planeta do Sistema Solar. No final da
década de 1970, com a descoberta de
2060 Chiron e o reconhecimento da sua pequena massa, sua classificação como um planeta começou a ser questionada. No início do
século XXI, vários outros objetos similares a Plutão foram descobertos no Sistema Solar externo, incluindo
Éris, que é 27% mais massivo do que ele. Em
24 de agosto de
2006, a
União Astronómica Internacional (UAI) criou uma
definição de planeta formal, que fez Plutão deixar de ser planeta e ganhar a nova classificação de
planeta anão, juntamente com Éris e
Ceres. Depois da reclassificação, Plutão foi adicionado à lista de
corpos menores do Sistema Solar e recebeu a identificação 134340.
Porém, há cientistas que afirmam que Plutão não deveria ser considerado
planeta anão, mas voltar a ser classificado como planeta.
Plutão e sua maior
lua,
Caronte, são às vezes considerados um
planeta binário porque o
baricentro de suas órbitas não se encontra em nenhum dos corpos, e sim no espaço livre entre eles.
É possível que a UAI ainda faça uma definição de planeta binário, que
provavelmente classificará Plutão e Caronte como um planeta anão
binário. Plutão também tem quatro outras luas menores,
Nix e
Hidra, descobertas em
2005,
Cérbero, descoberta em julho de
2011, e
Estige, descoberta em julho de 2012.
Descoberta
Em
1840, usando
mecânica newtoniana,
Urbain Le Verrier previu a posição de
Neptuno, que na época não tinha sido descoberto ainda, com base em perturbações na órbita de
Urano. Observações subsequentes de Neptuno no final do
século XIX fizeram astrónomos especularem que a órbita de Urano estava sendo perturbada por outro planeta. Em
1906,
Percival Lowell, fundador do
Observatório Lowell, iniciou um grande projeto de procurar um possível nono planeta, que ele chamou de
Planeta X. Em
1909, Lowell e
William H. Pickering
sugeriram várias possíveis coordenadas celestiais para esse planeta.
Lowell continuou observando o céu à procura do Planeta X até à sua morte,
em
1916, mas não achou nada. Apesar disso, fotografou Plutão duas vezes, mas não o reconheceu.
Depois da morte de Lowell, a busca pelo Planeta X ficou parada até
1929, quando
Vesto Melvin Slipher deu a tarefa de achar o Planeta X a
Clyde Tombaugh, que tinha acabado de chegar ao Observatório Lowell.
A tarefa de Tombaugh foi fotografar o céu noturno e depois de duas
semanas tirar outra foto, e então examinar os pares de fotos para ver se
houve movimento de algum objeto. Em
18 de fevereiro de 1930, depois de cerca de um ano de observações, Tombaugh descobriu um possível objeto em movimento, em fotografias tiradas em
23 de janeiro e em
29 de janeiro daquele ano. Uma imagem de menor qualidade, tirada em
21 de janeiro,
ajudou a confirmar o movimento. Depois de observações feitas para
confirmar o movimento, notícias da descoberta foram telegrafadas para o
Harvard College Observatory a
13 de março de 1930.
(...)
Depois de uma intensa batalha política, foi concedido financiamento para uma outra missão para explorar Plutão, chamada de
New Horizons. A sonda New Horizons foi lançada com sucesso a
19 de janeiro de
2006. O líder da missão,
Alan Stern, confirmou que algumas das cinzas de
Clyde Tombaugh, que morreu em
1997, foram colocadas a bordo dela.
No início de
2007, a sonda usou a
gravidade assistida de
Júpiter. A sua maior aproximação de Plutão ocorreu em
14 de julho de
2015.
Observações científicas começaram cinco meses da aproximação máxima e
continuaram por um mês depois dela. A New Horizons tirou as suas
primeiras fotos de Plutão no final de setembro de 2006, durante um teste
do Long Range Reconnaissance Imager (LORRI).
As imagens, tiradas de uma distância de aproximadamente 4,2 mil milhões de
quilôómetros, confirmaram a habilidade da sonda em seguir objetos
distantes, algo importante para ir em direção a Plutão e outros objetos
do cinturão de Kuiper.
A sonda New Horizons conta com diversos instrumentos científicos,
como instrumentos para criar mapas da superfície, para fazer análises
atmosféricas e espectrómetros.
A energia elétrica usada por esses instrumentos é fornecida por um único
gerador termoelétrico de radioisótopos, que geralmente é usado em missões que não podem utilizar a
energia solar.
As luas Nix e Hidra poderiam gerar desafios imprevistos para a New
Horizons. Detritos de colisões entre os objetos do cinturão de Kuiper e
elas, com as suas
velocidades de escape
relativamente baixas, pode produzir um pequeno anel de poeira. Se a
sonda voar num sistema de anéis assim, havia uma possibilidade de ser
atingida por
micrometeoritos que poderiam desabilitá-la.

Sistema de Plutão, em comparação com a Lua da Terra
| Plutão |
1930 |
2 390
(70% Lua) |
13 050 ×1018
(18% Lua) |
2 040
(0,6% Lua) |
6,3872
(25% Lua) |
| Caronte |
1978 |
1 205
(35% Lua) |
1 520 ×1018
(2% Lua) |
17 530
(5% Lua) |
| Estige |
2012 |
10-25 |
|
~42,000 +/- 2,000 |
|
| Nix |
2005 |
88 |
1 ×1018 |
48 708 |
24,9 |
| Cérbero |
2011 |
13-34 |
|
59 000 |
|
| Hidra |
2005 |
72 |
0,391 ×1018 |
64 749 |
38 |
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