quarta-feira, março 18, 2026

Augusto Abelaira nasceu há um século...

Imagem de Augusto Abelaira, 100 anos

(imagem daqui)

 

Augusto José de Freitas Abelaira (Coimbra, 18 de março de 1926Lisboa, 4 de julho de 2003) foi um professor, romancista, dramaturgo, tradutor e jornalista português.

A sua obra foi influenciada pela estética neorrealista que une os romances histórico-materialistas e os romances psicológicos.

 

Biografia

Originário de Ançã, nasceu em Coimbra, na freguesia da Sé Nova, distrito de Coimbra, em 1926. Mudou-se ainda jovem para a cidade do Porto, tendo-se licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Abelaira participou ativamente na luta contra o regime de Salazar, integrando-se em movimentos estudantis de oposição, participando ativamente na distribuição de panfletos. Após a década de 30 passou a utilizar a ironia como sua principal arma, criando personagens com aversão à política de esquerda e à hipocrisia, empenhados em causas como o Movimento de Unidade Democrática e a contestação ao Plano Marshall.

Na década de 40 colaborou no semanário Mundo Literário (1946-1948).

Estreou-se como autor de romances no fim da década de 50 com o romance A cidade das flores (1959), um retrato das perplexidades da juventude do seu tempo em relação ao totalitarismo de Salazar, deslocando a trama para a Itália, a fim de não ser preso pela PIDE.

Foi colaborador da revista Almanaque (1959-61), publicação com redação coordenada por José Cardoso Pires e grafismo de Sebastião Rodrigues, onde colaboraram, entre outros, Luís de Sttau Monteiro, Alexandre O'Neill e João Abel Manta. e colaborou igualmente no Jornal do Caso República (1975) de Raul Rêgo.

Foi detido em 1965 por ter atribuído, como presidente do júri, o Grande Prémio da Novelística da Sociedade Portuguesa de Escritores ao angolano José Luandino Vieira (também preso no Tarrafal), pelo seu livro de contos, Luuanda.

Trabalhou como tradutor e como jornalista no Diário Popular, no Jornal de Letras e no Século. Entre 1977 e 1978, foi diretor de programas da RTP e das revistas Seara Nova e Vida Mundial.

A 9 de junho de 1997, foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.

 

in Wikipédia 

 

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