O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Renaud Séchan (Paris, 11 de maio de 1952) é um cantautor e atorfrancês. Com 26 álbuns e quase 20 milhões de cópias vendidas, Renaud é um dos
cantores francófonos mais populares, que usa a música para criticar a
sociedade.
Nasceu no 15º arrondissement de Paris
em 1952, e desde jovem comprometeu-se na esquerda radical e anárquica.
Escreveu a sua primeira canção em 1968, enquanto participava da ocupação
da Sorbonne para o Comité Révolutionnaire d’Agitation Culturelle.
O seu primeiro LP é de 1975 pela Polydor, mas foi muito criticado como subversivo e recusado por muitas rádios.
Em 1988 lança a peça Putain de camion (Camião de merda) dedicado ao grande amigo Coluche, falecido num acidente em 1986.
Na década de 90, passou por um momento difícil da vida com uma crise pessoal e artística de sete anos que o fez cair no alcoolismo. Saiu da crise em 2002 com o álbum Boucan d'enfer que vendeu mais de um milhão de cópias.
Era também teclista e clarinetista, sendo um dos mais célebres cantautores italianos, considerando que a sua carreira ultrapassou 50 anos de atividade artística.
Músico cuja formação foi ao som de jazz, reconhecido então como autor de suas canções já numa fase madura, toca como clarinetista e saxofonista, e às vezes como teclista. A sua produção musical atravessou muitas fases, desde a estação beat à experimentação rítmica e musical, até a canção de autor, indo além do limite das letras e canções italianas.
Os seus últimos espetáculos terão lugar nos Coliseus de Lisboa e do Porto, em 1983, numa fase avançada da sua doença. No final desse mesmo ano é-lhe atribuída a Ordem da Liberdade, mas o cantor recusa a distinção.
Joaquín Sabina (Úbeda, 12 de fevereiro de 1949)
é um cantor e compositor espanhol, tendo seu trabalho reconhecido e
apreciado em todo o mundo de língua espanhola, especialmente na Argentina.
Ana Mafalda da Veiga Marques dos Santos, mais conhecida como Mafalda Veiga (Lisboa, 24 de dezembro de 1965) é uma cantautoraportuguesa.
Lançou até ao momento dez álbuns, sete dos quais álbuns de estúdio.
Praia é o seu último álbum. À parte da sua carreira como cantora e
compositora, a artista publicou em 2005 um livro infantil, O Carocho Pirilampo Que Tinha Medo de Voar.
Nació en 1947 en Madrid, aunque a los pocos días de nacido fue llevado al País Vasco,
región de origen de sus padres y tierra con la que desde muy pequeño se
sintió profundamente identificado, dadas las raíces familiares. No
obstante, siendo pequeño fue trasladado a Madrid para realizar los
estudios de primaria. De origen humilde, ello no fue un impedimento para
que siempre se procurase que en su casa hubiese libros, por lo que
desde niño fue un ávido lector. Su padre incluso fue combatiente en las
filas republicanas durante la guerra civil española. Se convirtió en cantautor en los convulsos años 70, colaborando con diversas organizaciones antifranquistas (UPA, FRAP), lo que le obligó a exiliarse en París - donde conoció casualmente a Jacques Brel,
quien lo influyó después en su quehacer artístico - e incluso llegó a
hacerse a la mar como parte de la tripulación de un barco pesquero, con
el que dio la vuelta a medio mundo. Se inició en la música en la década
de los sesenta formando parte de agrupaciones que no trascendieron como
Los Dingos o Los Camperos, las cuales interpretaban lo que hoy se conoce
como temas clásicos del Rock and roll tales como «Popotitos».
El apogeo de su carrera musical abarcó el periodo comprendido
entre 1971 y 1978, durante el cual publicó temas como «Puedo inventar»,
«La casa se queda sola», «Tiempo, tiempo», «Quién sabe si volverá otra
vez a amanecer», «Una dos y tres», «Sonetos 37-73», «Porque me duele la
voz», «Como tú», «Entre tu piel», «Samaritana», «A donde el agua», «La
bohemia», «Estrella de la mar», entre otras. A partir de 1979, fue
adquiriendo un estilo cada vez más personal, lo cual fue alejándolo
paulatinamente de los circuitos comerciales. Se considera que otro
factor importante que afectó su carrera pudo haber sido su breve
matrimonio con la actriz y modelo Amparo Muñoz —considerada la mujer más bella de España en aquella época, elegida Miss Universo en 1974 - con quien coprotagonizó la película La otra alcoba
en 1976, casándose ese mismo año en un santuario navarro. Esto fue
considerado como un gesto un tanto frívolo por parte de Patxi
Andión entre los integrantes de aquellos círculos intelectuales de la
izquierda progresista en los cuales se le admiraba y respetaba como
cantautor y como hombre de convicción izquierdista. Como cantautor se
mantuvo en una línea que lo hizo inconfundible: componer canciones con
temática social y romántica principalmente, pero siempre desde una
perspectiva íntimamente personal, profunda y poética, en amalgama con
aquella voz ronca y deslavazada con la que cantó.
En su periodo madrileño y en una nueva faceta, aprovechó su
condición de sociólogo y periodista y se hizo profesor. Impartió clases
de comunicación audiovisual, producción, realización y operaciones
artísticas y producción audiovisual práctica en la Escuela Universitaria
Politécnica de Cuenca de la Universidad de Castilla-La Mancha. También fue director de la Escuela Española de Caza, de la Federación Española de Caza.
Murió el 18 de diciembre de 2019 a causa de un accidente de tráfico, fue enterrado en el Cementerio de la Almudena de Madrid.
Em março de 2023 foi realizada uma homenagem de Filipe Sambado, Surma e Primeira-Dama a Fausto, na segunda semifinal da 57ª edição do Festival RTP da Canção.
Foram interpretadas as canções "O barco vai de saída", "Como um sonho
acordado", "A guerra é a guerra", "O cortejo dos penitentes" e
"Lembra-me um sonho lindo".
Morreu a 1 de julho de 2024, aos 75 anos, em Lisboa, vítima de doença prolongada.
Como interveniente em concertos ou álbuns editados, como cantautor e/ou
como responsável pelos arranjos musicais, José Mário Branco é autor de
uma obra singular no panorama musical português. Entre música de intervenção, fado e outras, são obras famosas os discos Ser solidário, Margem de Certa Maneira, A noite, e o emblemático FMI,
obra síntese do movimento revolucionário português com seus sonhos e
desencantos. Esta última foi proibida pelo próprio José Mário Branco de
passar em qualquer rádio, TV ou outro tipo de exibição pública. Não obstante este facto, FMI será, provavelmente, a sua obra mais conhecida. O seu álbum mais recente, lançado em 2004, intitula-se Resistir é Vencer, em homenagem ao povo timorense, que resistiu durante décadas à ocupação pelas forças da Indonésia logo após o 25 de Abril. O ideário socialista está expresso em muitas das suas letras.
Em 2006, com 64 anos, José Mário Branco iniciou uma licenciatura em Linguística, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Terminou o 1.º ano com média de 19,1 valores, sendo considerado o
melhor aluno do seu curso. Desvalorizou a Bolsa de Estudo por Mérito que
lhe foi atribuída, dizendo que é «algo normal numa carreira
académica».
Em 2009 voltou às atuações públicas com dois concertos intitulados Três Cantos, juntando «referências não só musicais mas também poéticas do que é cantar em português»: José Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto.
Morreu aos 77 anos, de acidente vascular cerebral, na madrugada do dia 19 de novembro de 2019, em Lisboa.
Como autor, compositor e cantor,
personifica perfeitamente a sua música “O Homem dos Sete
Instrumentos”. Multifacetado, representou já em filmes, séries
televisivas e peças teatrais. A dramaturgia surge com a assinatura de algumas peças de teatro assumindo-se também como realizador.
Biografia
Sérgio Godinho nasceu em 1945, no Porto. Com apenas 18 anos de idade parte para o estrangeiro. Primeiro destino: Suíça, onde estuda Psicologia durante dois anos. Mais tarde muda-se para França. Vive o Maio de 68 na capital francesa. No ano seguinte integra a produção francesa do musical "Hair", onde se mantém por dois anos. Em Paris priva com outros músicos portugueses, como Luís Cília e José Mário Branco. Sérgio Godinho ensaiava então as suas primeiras composições, na altura em francês.
Em 1971 participa no álbum de estreia a solo de José Mário Branco,
"Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades", como músico e como autor de
quatro das letras. Em 1971 faz a sua estreia discográfica com a edição
do EP "Romance de Um Dia na Estrada" e do seu primeiro longa-duração,
"Os Sobreviventes". Três dias após a sua edição é interditado, depois
autorizado, depois novamente interditado. O disco é eleito "Melhor
Disco do Ano" e Godinho recebe o prémio da Imprensa para "Melhor Autor
do Ano".
Em 1972, Sérgio apresenta um novo álbum, "Pré-Histórias", que inclui um dos temas mais emblemáticos da sua carreira: "A Noite Passada". Colabora como letrista no álbum "Margem de Certa Maneira" de José Mário Branco.
Em 1973 muda-se para o Canadá, onde casa com Shila, colega na companhia de teatro The Living Theatre. Integra a companhia de teatro Génesis. Estabelece-se numa comunidade hippie em Vancouver, e é aqui que recebe a notícia da revolução do 25 de abril, que o leva a regressar a Portugal. Já em terras lusitanas, edita o álbum À queima-roupa (1974) um sucesso que o faz correr o país, atuando em manifestações populares, frequentes no pós 25 de abril.
Tendo regressado a Portugal após a revolução democrática do 25 de abril
de 1974, Sérgio Godinho tornou-se autor de algumas das canções mais
unanimemente aclamadas da música portuguesa - "Com Um Brilhozinho Nos Olhos", "O Primeiro Dia", "É Terça-Feira", apenas para citar três.
Em 1975 participa, com José Mário Branco e Fausto, na banda sonora do filme de Luís Galvão Teles, "A Confederação". No ano seguinte escreve a canção-tema do filme de José Fonseca e Costa "Os Demónios de Alcácer Quibir", onde participa como ator. O tema viria a ser incluído no seu novo álbum, "De Pequenino se Torce o Destino" (1976).
Em 1977 colabora em dois temas da banda sonora do filme "Nós Por Cá Todos Bem", realizado por Fernando Lopes. O seu quinto álbum de originais, "Pano-cru",
é editado no ano seguinte. Em 1979 é editado o álbum "Campolide". O
disco viria a ser premiado com o "Prémio da Crítica Música & Som"
para melhor álbum de música portuguesa desse ano.
Em 1980 volta a colaborar com o realizador José Fonseca e Costa, desta vez no clássico do cinema português, "Kilas, o Mau da Fita". O álbum com a banda sonora do filme é editado nesse mesmo ano. "Canto da Boca", novo álbum de originais, é também editado em 80, tendo recebido o prémio de "Melhor Disco Português do Ano", atribuído pela Casa da Imprensa e, ainda, o Sete de Ouro para o "Melhor Cantor Português do Ano".
Em 1983, no seu álbum "Coincidências", incluiu temas compostos em
parceria com alguns dos mais reputados músicos brasileiros - nomes como Chico Buarque, Ivan Lins ou Milton Nascimento - algo até então inédito na produção musical portuguesa.
Nos seis anos que se seguiram, Sérgio Godinho gravou mais três álbuns
de originais - "Salão de Festas", "Na Vida Real" e "Aos Amores". Foi
também editada a coletânea "Era Uma Vez Um Rapaz" (1985) e o álbum para
crianças "Sérgio Godinho Canta com os Amigos do Gaspar" (1988).
Em 1990 apresentou o espetáculo "Sérgio Godinho, Escritor de Canções",
onde revisitou as suas músicas sob uma nova perspetiva - apenas dois
músicos acompanhantes e num auditório mais pequeno, neste caso o
Instituto Franco-Português, onde fez 20 espetáculos de grande êxito.
Desses espetáculos saiu o álbum ao vivo "Escritor de Canções".
Foi autor da série "Luz na Sombra", exibida pela RTP 2 no verão de
1991, onde abordou seis programas sobre algumas das profissões menos
conhecidas do mundo da música: letristas, técnicos de som, produtores,
etc. Em 1992 realizou três filmes de ficção, de meia hora cada, com
argumento e música igualmente seus. Estes filmes, com o título genérico
de "Ultimactos", foram produzidos para a RTP, que os exibiu em 1994.
Escreveu ainda "O Pequeno Livro dos Medos", obra infanto-juvenil, que também ilustrou.
Voltou à música em 1993 com o disco "Tinta Permanente" e o espetáculo
"A Face Visível", ambos merecedores dos maiores elogios da crítica e do
público.
Em novembro de 1995 é editado o disco "Noites Passadas", que foi
gravado ao vivo em três espetáculos realizados no Teatro S. Luiz, em
novembro de 1993, e no Coliseu de Lisboa, em novembro de 1994. Neste ano
de 1995, Sérgio Godinho é convidado por Manuel Faria a participar na compilação de Natal "Espanta Espíritos" com o tema original "Apenas um Irmão" em dueto com PacMan (vocalista da banda Da Weasel).
Em junho de 1997 é editado o disco "Domingo no Mundo",
disco que conta com a participação de músicos e arranjadores de
diferentes áreas musicais: (Pop, Rock, Popular, Erudita e Jazz). O disco
foi apresentado com enorme êxito no teatro Rivoli do Porto e no
Coliseu de Lisboa, nos espetáculos de nome "Godinho no mundo".
Em 1998 foi editado o álbum "Rivolitz", gravado ao vivo nos espetáculos do Teatro Rivoli e no Ritz Clube, em Lisboa.
Em 2000 Sérgio Godinho volta com o disco “Lupa”, com dez canções originais e produção de Hélder Gonçalves e Nuno Rafael.
O disco é apresentado ao vivo, em novembro desse ano, com dois
espetáculos em Lisboa, no Centro Cultural de Belém, e um no Coliseu do
Porto, tendo os três concertos obtido um grande sucesso.
2001 é o ano dos 30 anos de carreira. O aniversário é marcado pelo
lançamento em 2001 de “Biografias do Amor”, uma colectânea de canções de
amor, e de “Afinidades”, uma gravação dos espetáculos em conjunto com
os Clã. Em 2003 é lançado o disco “Irmão do Meio” onde Sérgio Godinho
junta alguns amigos com quem partilha 15 canções. Entre muitos outros
artistas participam neste disco Camané, Da Weasel, Jorge Palma, Teresa Salgueiro, Tito Paris, Xutos e Pontapés e alguns grandes nomes da música popular brasileira.
Ligação Directa foi o álbum de originais que se seguiu. Editado a
23 de outubro de 2006, pôs termo a um interregno de seis anos durante o
qual o cantautor não produziu novos discos de originais. O álbum é
composto por 10 temas, todos da autoria de Sérgio Godinho, com exceção
de "O big-one da verdade", cuja música é de Hélder Gonçalves (dos Clã),
e de "O Ás da Negação", cuja música é de Nuno Rafael, que também foi
responsável pela produção e direcção musical do álbum, que contou ainda
com a participação de Manuela Azevedo, Hélder Gonçalves, Joana Manuel, Tomás Pimentel, Nuno Cunha, Jorge Ribeiro e Jorge Teixeira como músicos convidados.
Junta-se a José Mário Branco e Fausto para os concertos Três Cantos Ao Vivo em 2009.
Doze de setembro de 2011 marcou o seu regresso aos discos de originais, com Mútuo Consentimento.
Com o habitual grupo de músicos que o acompanham há vários anos (Os
Assessores) gravou 12 novas canções, que resultaram do seu método
habitual de composição: "Olhar à volta e ver o que se passa".
Em 2013, gravou o disco Caríssimas Canções que resultou de uma série de crónicas para o jornal Expresso e que também foi editado em livro. 2014 foi o ano de "Liberdade ao Vivo" e do livro de contos "Vidadupla" (Quetzal, 2014).
Juntou-se a Jorge Palma para uma digressão em conjunto que também deu origem a um disco.
"Coração Mais que Perfeito" (Quetzal, 2017) foi o nome do seu primeiro romance.[4]
"Eu o que faço é tentar contar coisas, falar de coisas, fazer
interrogações à minha maneira e saber que há pessoas que são tocadas por
isso", sublinhou o cantautor, aos 66 anos.
Essas interrogações são "contos de um instante", como canta numa das
canções do novo disco, e tanto podem falar de amor
("Intermitentemente"), como da situação do país e das incertezas do
presente ("Acesso Bloqueado").
Em 2018, com 72 anos, regressou com o disco de originais "Nação
Valente". As letras são todas da sua autoria, mas em apenas duas é
também autor da música: as restantes composições resultam de
colaborações com José Mário Branco, Hélder Gonçalves, Nuno Rafael, Pedro da Silva Martins e Filipe Raposo.
É autor de Grão da Mesma Mó, uma das 150 canções, que constam na antologia As Palavras das Canções, organizada por João Calixto, editada com o apoio da Sociedade Portuguesa de Autores.
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