In 1980, a major volcanic eruption occurred at Mount St. Helens, a volcano located in Washington, in the United States. The eruption (which was a VEI 5 event) was the only significant one to occur in the contiguous 48 US states since the 1915 eruption of Lassen Peak in California. The eruption was preceded by a two-month series of earthquakes and steam-venting episodes, caused by an injection of magma at shallow depth below the volcano that created a huge bulge and a fracture system on Mount St. Helens' north slope.
Prior to the eruption, USGS
scientists convinced local authorities to close Mount St. Helens to the
general public and to maintain the closure in spite of pressure to
re-open it; their work saved thousands of lives. An earthquake at
8:32:17 a.m. PDT (UTC−7) on Sunday, May 18, 1980, caused the entire weakened north face to slide away, suddenly exposing the partly molten, gas- and steam-rich rock in the volcano to lower pressure. The rock responded by exploding a hot mix of lava and pulverized older rock toward Spirit Lake so fast that it overtook the avalanching north face.
An eruption column rose 80,000 feet (24,400 m) into the atmosphere and deposited ash in 11 U.S. states. At the same time, snow, ice and several entire glaciers on the volcano melted, forming a series of large lahars (volcanic mudslides) that reached as far as the Columbia River,
nearly 50 miles (80 km) to the southwest. Less severe outbursts
continued into the next day only to be followed by other large but not
as destructive eruptions later in 1980.
Fifty-seven people (including innkeeper Harry R. Truman, photographer Reid Blackburn and geologist David A. Johnston)
perished. Hundreds of square miles were reduced to wasteland causing
over a billion U.S. dollars in damage ($2.74 billion in 2011 dollars),
thousands of game animals killed, and Mount St. Helens was left with a
crater on its north side. At the time of the eruption, the summit of the
volcano was owned by the Burlington Northern Railroad, but afterward the land passed to the United States Forest Service. The area was later preserved, as it was, in the Mount St. Helens National Volcanic Monument.
segunda-feira, maio 18, 2026
O vulcão do Monte Santa Helena teve forte erupção há 46 anos...
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terça-feira, maio 12, 2026
Um terramoto abalou a China, em Sichuan, há dezoito anos...
Cerca de 5.000 toneladas de produtos químicos, dentre os quais ácido sulfúrico e ácido clorídrico, estavam guardados em diferentes locais, a jusante do lago, e tiveram que ser transferidas para lugares seguros. As autoridades também retiraram mais de 150.000 habitantes dessas áreas, pois, segundo Alexander Densmore, sismólogo da Universidade de Durham na Grã-Bretanha, havia grande possibilidade de rutura súbita do reservatório, com inundação de extensas áreas na região. "Esses lagos, formados pelo deslizamento de terras, representam uma ameaça importante em regiões montanhosas e em vales estreitos, onde um pequeno volume de material pode provocar uma obstrução total."
Em Sichuan há um grande número de barragens, o que poderia significar a ocorrência de catástrofes em cadeia, se uma retenção natural transbordasse ou se uma barragem, fragilizada pelo sismo, se rompesse.
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Marcadores: China, sismo, sismo de Sichuan de 2008, Terramoto
segunda-feira, maio 11, 2026
Sismo forte sentido nas ilhas do Grupo Central dos Açores
O Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) informa que às 12.21 (hora local), do dia 10 de maio foi registado um evento com magnitude 4,6 (Richter) e epicentro a cerca de 3 km a NW de Santo Antão, ilha de São Jorge.
De acordo com a informação disponível até ao momento, o sismo foi sentido com intensidade máxima V/VI (Escala de Mercalli Modificada) em Santo Antão e Topo (concelho de Calheta), na ilha de S. Jorge. Ainda nesta ilha, foi sentido com intensidade V nas freguesias de Ribeira Seca, Calheta, Norte Pequeno (concelho de Calheta), Norte Grande, Manadas, Urzelina, Santo Amaro e Velas (concelho de Velas). Na freguesia de Rosais foi sentido com intensidade IV.
Na ilha do Pico, o sismo foi sentido com intensidade IV/V nas freguesias de Piedade, Calheta de Nesquim, Ribeirinha, Ribeiras (concelho de Lajes do Pico) e Santo Amaro (concelho de São Roque do Pico). Na restante ilha do Pico foi sentido com intensidade IV.
Nas restantes ilhas do grupo central, o sismo foi sentido com intensidade IV na ilha Terceira e Graciosa, e intensidade III na ilha do Faial.
O CIVISA continua a acompanhar o evoluir da situação.
in CIVISA
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Marcadores: Açores, CIVISA, Grupo Central, São Jorge, sismo
O Sismo de Lorca, na Espanha, que matou 9 pessoas, foi há quinze anos...
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Marcadores: Espanha, sismo, Sismo de Lorca
sábado, abril 25, 2026
Novidades sobre a subida de magma em São Jorge, em 2022
Irrupção silenciosa de magma elevou ilha açoriana 6,35 cm e parou de súbito sob a superfície

Morro Grande, na ilha de São Jorge, nos Açores
Uma série de sismos na ilha de São Jorge, nos Açores, revelou magma acumulado a apenas 1,6 quilómetros de profundidade. Segundo um novo estudo, falhas subterrâneas impediram a erupção. Tratou-se de uma quase-erupção, que nunca chegou a concretizar-se.
Em março de 2022, a pequena ilha açoriana de São Jorge foi subitamente atingida por uma série de sismos, após quase 60 anos sem atividade sísmica significativa.
Os tremores prolongaram-se durante meses, com micro-sismos a persistirem ao longo de dois anos, mas o que se estava a passar nas profundezas do subsolo da ilha açoriana continuava a ser um mistério.
Num novo estudo, uma equipa internacional de investigadores acredita ter clarificado a cadeia de eventos que na altura teve lugar.
O estudo, publicado na quinta-feira na revista Nature Communications, descreve como o magma irrompeu em direção à superfície em apenas dois dias, num volume equivalente a aproximadamente 32.000 piscinas olímpicas.
Ao analisarem dados sísmicos recolhidos em terra e no fundo do mar, juntamente com imagens de satélite, os investigadores concluíram que o magma subiu a partir de mais de 19 km de profundidade, acabando por estancar a cerca de 1,6 km abaixo da superfície.
Resumindo, tratou-se de uma quase-erupção que nunca chegou a concretizar-se, dizem os autores do estudo.
“Esta foi uma intrusão furtiva”, afirmou Stephen Hicks, investigador da University College London e autor principal do estudo, num comunicado publicado no EurekAlert.
“O magma deslocou-se rapidamente através da crosta, mas grande parte do seu percurso foi silenciosa, o que dificultou a previsão sobre se ocorreria ou não uma erupção”, acrescenta o investigador.
Acumulação subterrânea de magma fez a ilha crescer
Quando o magma empurra para cima através das camadas da crosta terrestre, frequentemente provoca erupções vulcânicas. Mas nem sempre. Por vezes, estanca a diversas profundidades, sem conseguir romper a superfície, explica a Discover Magazine.
Foi exatamente o que aconteceu sob São Jorge. Os Açores situam-se ao longo do Rift da Terceira, onde as placas tectónicas euroasiática e africana se afastam lentamente uma da outra, tornando a atividade sísmica relativamente comum.
A própria ilha, com apenas cerca de 56 km de comprimento e e cerca de 6,4 km de largura, tem um historial de sismos poderosos, incluindo um evento de magnitude 7,5 em 1757, um dos maiores sismos registados nos Açores.
Após o início dos sismos de 2022, os investigadores reconstituíram a atividade subterrânea recorrendo a uma combinação de registos sísmicos, medições por GPS e dados de satélite
Estes instrumentos revelaram que o solo se tinha elevado cerca de 6,35 cm - uma evidência forte de que o magma tinha penetrado na crosta superficial. Em escalas temporais longas, este tipo de soerguimento é, na verdade, uma das formas como as ilhas ganham altitude.
Os autores do estudo descobriram ainda que o magma se deslocou ao longo de um importante sistema de falhas que atravessa a ilha, conhecido como a Zona de Falha do Pico do Carvão.
As falhas podem guiar o magma e reduzir a pressão
As falhas e fraturas na crosta terrestre podem funcionar como vias de passagem para o magma ascendente, embora os cientistas continuem a trabalhar para compreender plenamente esta relação. No caso de São Jorge, o sistema de falhas parece ter desempenhado um papel surpreendentemente complexo.
Estudos anteriores já tinham demonstrado que esta zona de falha era capaz de produzir grandes sismos no passado. Durante a crise sísmica de 2022, em vez de um grande sismo, os investigadores observaram numerosos sismos de menor magnitude, agrupados ao longo da falha, desencadeados pelo movimento do magma em profundidade.
Segundo os investigadores, a falha funcionou como uma espécie de guia, facilitando a irrupção do magma. Ao mesmo tempo, poderá ter permitido que gases e fluidos escapassem lateralmente, reduzindo a pressão no interior do magma e impedindo, em última instância, a erupção.
“A falha funcionou simultaneamente como uma autoestrada e como uma fuga“, explica Pablo González, investigador do Conselho Superior de Investigações Científicas de Espanha e o coautor do estudo, no comunicado. “Ajudou o magma a subir, mas pode também ter impedido uma erupção”.
Compreender como o magma se desloca abaixo da superfície é fundamental para interpretar a agitação vulcânica e prever o que poderá acontecer a seguir.
Os Açores são um raro laboratório natural, onde sistemas magmáticos ativos se cruzam com grandes falhas geradoras de sismos, o que facilita o estudo, por parte dos cientistas, da interação em tempo real entre estruturas tectónicas e rocha fundida.
As observações dos eventos de São Jorge sugerem que irrupções maciças de magma podem desenvolver-se rapidamente e sem aviso prévio, mas revelam também de que forma as falhas geológicas influenciam se esse magma atinge a superfície ou fica retido em profundidade.
Ambas as conclusões são cruciais para tornar a atividade vulcânica mais previsível.
“Este estudo apoiou as autoridades locais na avaliação de uma potencial ameaça vulcânica”, explica Ricardo Ramalho, investigador da Universidade de Cardiff e também coautor do estudo, no comunicado.
“O estudo evidencia o valor de combinar dados geofísicos em terra e no mar para uma deteção e localização precisas de eventos sísmicos e de deformação do solo”, conclui o investigador português.
in ZAP
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Um terramoto afetou o Nepal há onze anos...
| Hipocentro | 15 km |
| Magnitude | 7.8 MW |
| Data | 25 de abril de 2015 |
| Zonas atingidas | Nepal, Índia, Bangladesh, Paquistão e China |
| Vítimas | 8.259 mortos 19.000 feridos |
Um segundo grande terremoto ocorreu a 12 de maio de 2015, com uma magnitude de momento de 7,3. Mw. O epicentro foi perto da fronteira com a China, entre a capital Katmandu e o Monte Everest. Mais de 65 pessoas foram mortas e mais de 1.200 ficaram feridas por conta deste novo tremor de terra.
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Marcadores: alpinistas, Himalaias, Monte Everest, Nepal, sismo, Sismo do Nepal de 2015
quinta-feira, abril 23, 2026
O sismo de Benavente foi há 117 anos...

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sábado, abril 18, 2026
O terramoto de São Francisco foi há cento e vinte anos...
As construções vitorianas e os prédios de tijolos ficaram devastados. O pior da destruição fora o incêndio, causado pelos fios elétricos que se partiram e, com as faíscas, a provocar a combustão do gás que escapou pela cidade toda. Com as canalizações subterrâneas de águas destruídas, os bombeiros não conseguiram responder ao incêndio a tempo e a cidade ficou praticamente inteira destruída. Às 07.00 horas da manhã os soldados do exército de Fort Mason (a base do histórico Presídio de 1776), em São Francisco, apresentaram-se na câmara da cidade e o então presidente E. E. Schmitz pediu o reforço das patrulhas e autorizou que qualquer soldado atirasse a matar se alguém fosse encontrado a saquear lojas e casas. Enquanto isto, bombeiros e militares lutaram num esforço desesperado para controlar o contínuo fogo, até mesmo usando dinamite para explodir quarteirões inteiros, criando, assim, um paredão contra o fogo que se alastrava sem cessar.
Dos 225 mil habitantes que ficaram sem teto, cerca da metade destes refugiou-se do outro lado da baía, em Oakland (Califórnia). Os jornais da época descrevem como o Golden Gate Park, o bairro vizinho do Panhandle e as praias entre Ingleside e North Beach, se encontraram cobertos de tendas.
No dia 20 de abril, refugiados que ficaram emboscados em certas áreas por causa do incêndio tiveram que ser evacuados pela baía no cruzador USS Chicago, da Marinha norte- americana. No dia 23, grande parte do incêndio já se havia apagado e as autoridades iniciaram o trabalho de reconstrução da metrópole devastada. Contou-se na época 478 mortes, mas aparece hoje que este número, publicado pelas autoridades da época, subestimou o impacto real da catástrofe, nomeadamente entre a população chinesa. O balanço desde então aumentou, e o número geralmente aceite é de pelo menos de 3.000 mortes, resultantes do terremoto e do incêndio que alastrou pela cidade toda. Cerca de 28 mil prédios foram destruídos, incluindo a maioria das casas e praticamente todo o centro financeiro.
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Marcadores: Grande Terramoto de São Francisco, São Francisco (cidade), sismo, sismologia, USA
quinta-feira, abril 16, 2026
Um terramoto matou centenas de pessoas no Equador há dez anos...
| Parámetros | ||
|---|---|---|
| Fecha y hora |
16 de abril de 2016, 18:58:36 UTC–5 | |
| Tipo | Falla inversa interplacas (Pacífica, Continental Sudamericana) | |
| Profundidad | 20 km | |
| Coordenadas del epicentro |
| |
| Consecuencias | ||
| Zonas afectadas |
Con mayor intensidad
Con menor intensidad | |
| Mercalli | VIII (Severo) | |
| Réplicas | 3741 | |
| Víctimas |
673 fallecidos (23 extranjeros) 113 rescatados con vida 663 fallecidos 9 desaparecidos 6274 heridos 28.775 personas albergadas | |
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sábado, abril 04, 2026
O Sismo de Baja California foi há dezasseis anos...
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Edifício afetado em Calexico, Califórnia
| Magnitude | 7.2 MW |
| Data | 4 de abril de 2010 |
| Zonas atingidas | |
| Vítimas | 2 mortos e mais de 200 feridos |
O Sismo de Baja California de 2010 ocorreu no estado mexicano de Baja California a 4 de abril de 2010, às 22.40 (UTC). O hipocentro do sismo situou-se a 10 quilómetros de profundidade e o epicentro localizou-se nas coordenadas 32.1° N, 115.3° W, a 60 quilómetros a sudeste da capital do estado, Mexicali, perto da fronteira com os Estados Unidos da América, numa zona onde vivem 900 mil habitantes, e a cerca de 175 quilómetros a leste-sudeste de Tijuana, onde o sismo foi sentido por cerca de 40 segundos, fazendo tremer alguns prédios e provocando o corte de energia elétrica nalgumas áreas da cidade.
Inicialmente o Serviço Geológico dos Estados Unidos indicou a magnitude do sismo como sendo de 6,9, mas posteriormente modificou para 7,2 graus .
Este sismo foi o mais forte registado na região desde 1992, quando outro abalo atingiu uma magnitude de 7,3 na escala de Richter.
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Marcadores: falha de Santo André, Laguna Salada Fault, México, sismo, sismo de Baja California de 2010, USA
terça-feira, março 31, 2026
A capital da Nicarágua, Manágua, foi arrasada por um terramoto há 95 anos...
El terremoto de Managua de 1931, llamado localmente terremoto del 31, fue un sismo de magnitud 6.0 grados en la escala de Richter que destruyó la capital de Nicaragua el Martes Santo 31 de marzo de 1931. Su epicentro se ubicó en la falla del Estadio (llamada así por atravesar el actual Estadio Nacional Dennis Martínez que entonces era la Penitenciaría Nacional). Causó cerca de entre 1.200 y 1.500 muertos, más de 2.000 heridos y 45.000 damnificados, al igual que pérdidas económicas de 35 millones de dólares causadas por el sismo y el consecuente incendio. El desastre sembró las semillas del siguiente terremoto del 23 de diciembre de 1972, pues muchas casas y edificios dañados, hechos de taquezal (armazón de madera con entrepanos de reglas, rellenos con piedras y después revestidos de argamasa mezcla de agua con lodo y hierba) u hormigón, se repararon inapropiadamente con repello dejando las grietas en sus bases y estructuras por lo que se derrumbaron con ese sismo.
La destrucción y los daños
A las 10 y 23 minutos de la mañana del 31 de marzo de 1931, Martes Santo (en plena Semana Santa), la ciudad fue sacudida por un temblor que empezó de una manera lenta y fue aumentando en vitalidad hasta culminar en terremoto que causó la destrucción de Managua.
En los mercados, almacenes y tiendas de comercio que estaban atestadas de gente que se preparaba para la Semana Santa, fue mayor el espanto y la confusión. Los que habían quedado con vida corrían como locos en distintas direcciones.
Por las materias inflamables de las boticas y las cocinas de leña, empezó un feroz incendio que devoró más de veinte manzanas del radio central; incendio que se propagaba libremente sin que nadie pudiera contrarrestarlo, pues no era el momento para dedicarse a esas atenciones. Cada quien buscaba en los escombros a su madre, a su padre, al hermano, al hijo. Managua, convulsa siempre por los pequeños temblores que siguieron después del terremoto, era solo un lamento entre las ruinas, en las calles desoladas y en el ambiente trágico.
Cayeron el Palacio de Comunicaciones, los mercados Central y San Miguel, el teatro Variedades, la Casa del Águila, los templos de Candelaria, San Antonio, San Pedro. También, la Penitenciaría Nacional (ubicada donde hoy es el Estadio Stanley Cayasso), donde murieron centenares de reos y alienados. Los mejores edificios del radio central y el que no se derrumbó en la ciudad, quedó averiado.
Quedaron en pie solamente la armazón de hierro de la Antigua Catedral en construcción (apenas iniciada tres años antes en 1928), la Casa Pellas, el Club Social, el Palacio del Ayuntamiento, el Palacio Nacional (incendiado posteriormente por los marines estadounidenses en un arranque de furia) y la Casa Presidencial de la Loma de Tiscapa, y uno que otro edificio de particulares. Más de mil personas perecieron en esa hora trágica, y otro tanto quedó golpeado o lisiado para el resto de su vida.
En medio de aquel lugar de ruinas y de dolor, surgía impasible la figura evangélica de Monseñor José Antonio Lezcano y Ortega, Arzobispo de Managua, que de un lado para otro se multiplicaba socorriendo a los agonizantes o dando consuelo a los que lloraban la muerte de un deudo. Su figura se agigantaba entre los escombros y entre los cadáveres. Era el pastor estoico y resignado ante la obra de la naturaleza, que veía morir a su pueblo, y que arriesgandose ante el peligro repartía bendiciones. Era Jesús aplacando la tempestad en el mar de Tiberiades y dando muestras de valor a sus apóstoles. 41 años, 8 meses y 22 días después Monseñor Miguel Obando y Bravo, S.D.B. (elevado a Cardenal en 1985) recorrería las calles por 20 horas para auxiliar a los damnificados del terremoto del 23 de diciembre de 1972.
Cuanta diferencia con aquel otro que en la misma hora fulminaba anatemas contra la ciudad mártir. Monseñor Canuto Oviedo y Reyes, obispo de Granada, afirmó en su carta pastoral Digitus Deo Est (El dedo de Dios está aquí) que el desastre era un castigo divino, pues ese mismo día un grupo de muchachas iría a un balneario en el Océano Pacífico, lo que interpretó como blasfemia.
Pasado el primer momento de estupor, empezó la obra de salvamento. Muchas personas estaban ilesas bajo los escombros y pudieron rescatarse, como Francisco Solórzano Lacayo, y otros que no se recuerdan.
Centenares de cadáveres sin identificar se llevaron en camión al cementerio y se echaron a la fosa común; una zanja especial que se hizo prontamente. Más tarde se colocó allí un monumento costeado por los obreros.
El Presidente Moncada y las medidas
El terremoto sorprendió al Presidente de Nicaragua general José María Moncada disfrutando las vacaciones de Semana Santa en su residencia campestre llamada Palacete de Venecia a la orilla de la laguna de Masaya. La noticia del desastre le llegó después que la información recorriera un largo periplo por los sistemas militares de radio de los marines (Nicaragua estaba intervenida por la Infantería de Marina de los Estados Unidos) y la Tropical Radio, también estadounidense, que informaron a Washington D. C., luego a Nueva York, de ahí llegó a San Juan del Sur en el departamento de Rivas por cable y a Masatepe por telégrafo a Masatepe de donde salió un mensajero llevando la fatal noticia a dicho palacete. Moncada llegó el mismo día a Managua por la tarde e instaló una improvisada Casa Presidencial en la residencia de su primo y subsecretario de Relaciones Exteriores Anastasio Somoza García, (futuro Jefe Director de la Guardia Nacional y presidente de la república) frente a la ermita del Perpetuo Socorro, esquina opuesta al Campo de Marte; allí le llegaron las condolencias de diplomáticos y jefes de Estado, de todos los países del mundo incluyendo las del Papa Pío XI, Herbert Hoover (Presidente de los Estados Unidos) y las de Henry L. Stimson. Más tarde el Gobierno del general Moncada se trasladó temporalmente a la ciudad de Masaya, que por algunos días fue la capital.
La ley marcial fue decretada y los marines la aplicaron, se usaron cartuchos de dinamita para demoler los edificios no destruidos y así detener el avance de las llamas. Pero las explosiones causaron más destrucción que el mismo terremoto; esta experiencia evitó el uso en el siguiente terremoto del 23 de diciembre de 1972.
Muertos
Señorita María Hueso, Leticia Abea (vendedora de la tienda de Egon Lenz). José Moreno (tipógrafo), Edda Irías Zamora Br., Gilberto Saballos, Josefa Sandino, Napoleón Ré., Dona Yelba Castillo, Francisco G. Avellán, Aurora Sandino, 2 señoritas de apellido Stadthagen, Blanca Monje. Chepita Oreamuno, Alicia Sandino, Lucita Mora Oreamuno, Graciela Meléndez, Pedro Mora Oreamuno. Juana Mercado, Vicente Mora Oreamuno, Gregoria García, José Antonio Mora Oreamuno, Rosa de Mejía. Pedro Pablo Argüello, Carmela Ruiz, Federico K. Morris (murió el 1 de abril de 1931), Margarita Ramírez, Francisca Montealegre de Solórzano. Leticia Martínez, Paula Morales de Delgado, Petronila Zambrana, señorita Inés Saballos, Inés Martínez. Señorita Chepita Sevilla, Sabina Cajina, Dominguita Cubillo v. de Corea, Matilde Cáceres, Margarita Selva de Robleto Gallo. Luisa Toval, Elsa Anzoátegui de Mejía, Eugenia Torres, señorita María Leticia Abea, Alicia Alemán. Ernestina Hurtado de Ruiz, Virginia Silva M, nietas de Ernestina: Dorita y Soledad. Ana Castillo, Sinforoso Saénz R, Petronila Aguilar, niño Enrique Elizondo, Josefa de Rodríguez. Roque Matamoros, Gertrudis Benavente, Carmen Fonseca Saballos, Armando (hijo de Gertrudis Benavente). Dr. Leopoldo Rosales, Carmen Guillén de Estrada, Alicia Baca de Godoy, Sofía Rivera, señorita Rosa Cifuentes. Ana Rosa García, señorita María Arce, Josefa Bermúdez de Cuadra, niña Telma Leal, Isabel Picado. Adolfo Romero, Isabel (hija pequeña de Isabel Picado), Ramón A. Reyes, Juana Rivera, Sor Conchita (Superiora del Hospital General), Francisca de Castillo. Rosalía Martínez y Juana Guillén.
En la Penitenciaría murieron el mayor del cuerpo de Marinos, Dr. Hugo Baske, el teniente Jaime F. Diekey, 24 soldados y casi todos los reos. En la calle, por el comercio y en sus respectivos automóviles perecieron: la señorita del oficial J. D. Murray Lea Rossich, esposa del teniente Louis Rossich, y su hijo Louis.
En los mercados se identificaron 65 cadáveres de mujeres y 17 de varones, los que recogieron sus dedos. Algunos por el estado lastimoso en que quedaron, sin identificar, se les llevó a la fosa común. Carmen Malespín, María Galo de Ruiz, Jacinta Miranda, Leonor Castillo, Genoveva de Tapia. Teresa Dubón, Virginia Muñoz, Berta López, Rosa Luna de Quintana, Dolores Santamaría de Solórzano. Rosario Robleto, Francisco Meléndez, Rosa Palacios, Juana Méndez, María Fonseca que ya había salido del mercado pero regreso a buscar unos documentos, cuando le cayo una viga. María Helen Peters, Amanda Miranda (nieta de Jacinta), Domingo Castillo (hijo de Leonor Castillo), Alfredo García, Salomón Rivera. Domingo Fonseca, Jesús Estrada, Juan Galeano, José María Baltodano, José Francisco Picado. Clemente Cabezas, Luis Castillo, Jesús García, Mauricia Rodríguez E., Ritana de Morales. Petronila Aguilar, Margarita Baca, Tiburcio Rayo, Adolfo Romero, Manuel Fonseca. Gustavo Munguía, Adán Sandino, Julio Espinosa G., Ana Castillo, Olga Morales A. Herminia de Meléndez, Matilde de Briceño (esposa de Julio Briceño Rivera) junto al niño (6 años) Salomón Briceño Rivera (hijo de Jacinta Rivera y Eugenio Briceño). Matilde y el niño Salomón murieron en el mercado Central; cuando comenzó el terremoto, Matilde corrió con el niño en brazos hacia el fondo del mercado en vez de la parte frontal que estaba más cerca y lamentablemente una de las paredes les atrapó hasta la mitad del cuerpo donde murieron por múltiples fracturas. Mercedes Fitoria y Adrián Zavala, a quien encontraron en unos escombros muchos días después.
Consecuencias
Muchos edificios y casas de taquezal que sobrevivieron al sismo quedaron en pie, pero les repararon las paredes, dejando ocultas las lesiones en sus bases razón por la cual 41 años, 8 meses y 22 días después cayeron en el terremoto de 1972. El Palacio del Ayuntamiento (construido en 1927) y la Casa Presidencial, recientemente inaugurada el 4 de enero, quedaron dañados levemente; en esta última una parte del costado sur cayó en la laguna de Tiscapa. Ambos fueron "reparados" cosméticamente, teniendo sus bases dañadas, por lo que se derrumbaron en 1972.
La ayuda internacional
Las hermanas Repúblicas de Centroamérica inmediatamente después del terremoto enviaron los primeros socorros por la vía aérea, consistentes en alimentos, medicinas y dinero. El primer auxilio que llegó fue el de El Salvador, de cuya comisión era jefe el General Trabantino, caballeroso y noble en tales circunstancias.
Los golpeados y heridos, que llegaron a dos mil, fueron enviados a los hospitales preparados de emergencia en León, Masaya y Granada, porque en Managua era imposible atenderlos. La ciudad destruida era un solo lamento. Hogares enlutados, riquezas destruidas, quemado el Archivo Nacional donde existía toda la documentación histórica de Nicaragua. Dichosamente se salvó la Biblioteca Nacional. El gobierno creó un fondo para damnificados del desastre.
A raíz del terremoto aterrizó en Managua, manejando su propio avión, el millonario norteamericano Will Rogers, quien obsequió cinco mil dólares para los damnificados; este rasgo humanitario del filántropo yankee, causó honda sensación y el gobierno, agradecido, puso su retrato en las estampillas de correo.
A los pocos meses después del terremoto, vinieron discos de México con una canción hondamente sentida, cuya música y letra era del cantante mexicano Guty Cárdenas, quien se inspiró en nuestro propio dolor para externar sus sentimientos por medio de la poesía y del pentagrama. Poco tiempo después el artista Guty Cárdenas murió asesinado en la Ciudad de México. Managua le agradece su recuerdo y deplora su triste fin.
El operador del inalámbrico de la Tropical radio Telegraph Company, Mr. S. M. Craigie, que se encontraba de turno, fue quien de Portezuelo dio aviso al mundo de la desgracia que ocurrió. El Teniente Harold D. Hoke, aviador del cuerpo de marinos de los Estados Unidos, voló hacia Corinto para urgir socorro inmediato de medicinas, de los vapores de guerra surtos en la bahía.
En el Vapor Corinto, el jueves 2 de abril desembarcó en Corinto una parte de la Cruz Roja Salvadoreña y el domingo 5 de ese mismo mes a bordo del vapor Venezuela llegó el resto encabezado por su jefe el general José Tomás Calderón, inspector general del Ejército de su país; Dr. José A. Fernández, Agustín Rivera y Ricardo Moreira, y las enfermeras Olimpia Montes, Hercilia Turner, Rosibel Romero, Cristina y Anita Goens y Carmen Moreno. Esta misión trajo además 150 qq. de azúcar, medicinas, aparatos telefónicos, telegráficos y alambre en gran cantidad para restablecer los servicios de comunicaciones. A la Misión salvadoreña debe Nicaragua que las comunicaciones con Managua no hayan sido interrumpidas por un tiempo indefinido, pues éstas fueron restablecidas con gran rapidez.
El jueves 9 del mismo mes, llegó a Corinto el vapor Kreta con la Cruz Roja de Costa Rica, integrada así: Jefe de la misma, Dr. Warren H. Morry, Dr. Inocente Moreira, nicaragüense; Dr. Onofre Villalobos y Elías Calderón, Francisco Bonilla, Manfredo Pentzke, José Emilio Bolaños, Ernesto Oviedo, Luis Esquivel, Juan M. Morales, Cornelio Vargas, Ernesto Lacayo, Gilberto Tercero y Ramón M. Padilla. esta misión trajo para los damnificados, tiendas de campaña, 5,000 inyecciones antitetánicas y gran cantidad de medicinas, 1,000 camisolas, 1,000 calzoncillos, 1,000 pantalones, y 1,000 pares de calzado. Además de esto también traía el contingente del diario "La Tribuna", de San José, Costa Rica, consistente en maíz, arroz y frijoles.
Por la vía aérea también llegaron a Managua, la Cruz Roja de los Estados Unidos, la Cruz Roja de Panamá, encabezada por la distinguida señorita panameña Enriqueta Morales, y la Cruz Roja de Guatemala, formando parte de esta última el Dr. Rodolfo Espinosa R. que fue Vicepresidente de la República, y por la vía del Tempisque, la Cruz Roja de Honduras.
Todas estas misiones prestaron valiosos servicios tanto en la capital como en otras ciudades donde se encontraban refugiados los damnificados. Fue la Cruz Roja salvadoreña la que más se distinguió.
Un caso curioso y providencial ocurrió en el Barrio de la Penitenciaría. A la hora del terremoto un hombre estaba cavando un pozo, a una profundidad de 30 varas. Creyó el pobre hombre que ya había llegado a su última hora al ver que las paredes del pozo se bambaleaban y gritó desesperadamente; pero en vano, nadie estaba en ánimo de extraerlo de aquella profundidad. El brocal que ya estaba concluido, cayó totalmente; pero hacia afuera, sin caer ni una arena en el agujero donde estaba el hombre. este fue sacado sano y salvo.
Pugna por el traslado de la capital
Detrás de la tenebrosa pastoral de Monseñor Canuto Oviedo y Reyes estaba la intención de despojar a Managua de su estatus de capital de la República (el 5 de febrero de 1852 fue elevada a tal categoría para terminar con las pugnas entre León y Granada por la capitalidad) y trasladarla a Granada. La opinión del pueblo granadino, inspirándose en la pastoral episcopal, opinaba que "la capital no podía estar en un sitio maldito". Inmediatamente después de dicha pastoral, en el seno del Congreso Nacional reunido de emergencia en Masaya, el prestigioso tribuno granadino, Doctor Carlos Cuadra Pasos, abogó por trasladar la capital a otra "ciudad"; el ministro de Hacienda Antonio Barberena, puso a disposición del Presidente Moncada su hermosa mansión en Granada para ser la residencia del Presidente de la República.
Al conocer las pretensiones de Granada, se apresuró otro movimiento similar en León, donde se formó una comisión integrada por el diputado Doctor Leonardo Argüello Barreto (futuro Presidente de Nicaragua, que sería derrocado el 26 de mayo de 1947 en un golpe de Estado que le dio el General Anastasio Somoza García a solo 26 días de su toma de posesión) y el General Francisco Parajón (ambos del oficialista Partido Liberal Nacionalista, PLN), quienes ofrecieron amplias facilidades para instalar al Presidente Moncada y su Gabinete, si trasladaban la Casa Presidencial a León. La pugna por el traslado de la capital se tornó seriamente conflictiva, pero el presidente Moncada dichosamente no era nativo de Granada, Masaya o León, sino de Masatepe y propuso el proyecto de extender la jurisdicción del Distrito Nacional de Managua hasta Masaya, para que en cualquier otra emergencia los Poderes Públicos pudiesen trasladar su residencia a Masaya, sin necesidad de un Decreto del Congreso Nacional; la propuesta implícita y explícitamente supeditaba el Municipio de Masaya al de Managua. Una idea que no agradó del todo a los masayas, pero el asunto se olvidó con el tiempo. Moncada ordenó que cada persona reconstruyera su casa, por lo que 10 años después del sismo no había escombros en la capital. Pero otro terremoto la destruiría nuevamente 41 años, 8 meses y 22 días después el 23 de diciembre de 1972, sin que hasta la fecha se haya reconstruido del todo, porque el centro capitalino fue confiscado por el Estado en 1973, prohibiéndose la reconstrucción.
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