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quinta-feira, maio 21, 2026

Albrecht Durer nasceu há 555 anos

       
Albrecht Dürer (Nuremberga, 21 de maio de 1471 - Nuremberga, 6 de abril de 1528) foi um gravador, pintor, ilustrador, matemático e teórico de arte alemão e, provavelmente, o mais famoso artista do Renascimento nórdico, tendo influenciado artistas do século XVI no seu país e nos Países Baixos. A sua mestria como pintor foi o resultado de um trabalho árduo e, no campo das artes gráficas, não tinha rival. As suas xilogravuras, consideradas revolucionárias, são ainda marcadas pelo estilo gótico. É considerado como o primeiro grande mestre da técnica da aguarela, principalmente no que diz respeito à representação de paisagens. Os seus interesses, no espírito humanista do Renascimento, abrangiam ainda outros campos, como a geografia, a arquitetura, a geometria e a fortificação.
Conseguiu chamar a atenção do imperador Maximiliano I para o seu trabalho, tendo sido por ele nomeado pintor da corte em 1512. Viveu, provavelmente, duas vezes na Itália em adulto. Em 1520, depois da morte do imperador, partiu para os Países Baixos, visitou muitas das cidades do norte e conheceu pintores e homens de letras, como Erasmo de Roterdão. Nos seus últimos anos, em Nuremberga, partindo de estudos de teoria da Arte italianos de autores que o antecederam, ocupou-se principalmente com a elaboração de tratados sobre a medida e proporções humanas, perspetiva e geometria como elementos estruturantes da obra de arte.
Chegou até nós uma quantidade apreciável de documentos pessoais e autobiográficos, como cartas, textos e desenhos acompanhados de anotações minuciosas que permitem uma boa compreensão da sua obra. Esta documentação é ainda enriquecida por diversas fontes que derivam da fama conquistada por Dürer enquanto ainda era jovem.
 
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Damião de Góis em desenho de Albrecht Dürer
      
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/29/Durer_Revelation_Four_Riders.jpg
Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse, 1498
         

domingo, maio 17, 2026

Morreu João Abel Manta...

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João Abel Carneiro de Moura Abrantes Manta (Lisboa, 29 de janeiro de 1928 – Lisboa, 15 de maio de 2026) foi um arquiteto, pintor, ilustrador e cartoonista português.

Autor de uma obra multifacetada, centrada sobretudo na arquitetura, desenho e pintura, João Abel Manta afirmou-se no panorama cultural português a partir do final da década de 40. Nos anos que se seguiram teve importante atividade no domínio da arquitetura, que abandonaria progressivamente em favor das artes, destacando-se como um dos maiores cartoonistas portugueses das décadas de 60 e 70. Nos anos anteriores e posteriores ao 25 de Abril publicou regularmente, em jornais de grande tiragem, trabalhos emblemáticos da situação político-social portuguesa nesse período de transição (queda da ditadura e implantação de um regime democrático). Na década de 80 redirecionou uma vez mais a sua obra, centrando-se prioritariamente na pintura.

 

Biografia

João Abel Manta era filho dos pintores Abel Manta e Maria Clementina Carneiro de Moura Manta. Foi casado com Maria Alice Ribeiro, de quem teve uma filha, Isabel Ribeiro Manta. Vivia e trabalhava em Lisboa.

"Filho único, [...] cresce numa casa de Santo Amaro de Oeiras [...] convivendo com alguns dos intelectuais mais importantes da época que se tornam amigos de seus pais", como Manuel Mendes ou Aquilino Ribeiro; viaja longamente com os pais, conhece Espanha, Inglaterra, Holanda, mas serão sobretudos as viagens a Paris e Itália que o irão marcar.

Inscreve-se no curso de arquitetura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, que termina em 1951 e onde faz amizade com Sá Nogueira e José Dias Coelho, entre outros; integra-se desde muito cedo na intelectualidade lisboeta ligada aos movimentos de esquerda que se opunham à ditadura fascista de Salazar e Marcelo Caetano; participa no MUD Juvenil. Terminado o curso, trabalha em associação com Alberto Pessoa, mas abandona progressivamente a arquitetura ao longo dos anos de 1960, expandindo a atividade por uma multiplicidade de áreas, das artes plásticas à cenografia, destacando-se em particular como cartoonista na década seguinte.

Obteve vários prémios nacionais e estrangeiros; participou em inúmeras exposições coletivas, em Portugal e no estrangeiro; realizou múltiplas mostras individuais, entre as quais: Galeria Interior, Lisboa, 1971; Institute of Contemporary Arts (ICA), Londres, 1976; Museu Rafael Bordalo Pinheiro, Lisboa, 1992; Palácio Galveias, Lisboa, 2009.

Morreu a 15 de maio de 2026, em Lisboa, aos 98 anos.

 

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O Ornitóptero, circa 1960 

 

Obra 

Foi responsável, com Alberto Pessoa e Hernâni Gandra, pelos projetos do Conjunto Habitacional na Avenida Infante Santo, Lisboa (com o qual ganhou o Prémio Municipal de Arquitetura em 1957), e da Associação Académica de Coimbra (1955-59).

Como artista plástico, tem obras nas áreas da pintura, desenho (ilustração, cartoon), artes gráficas, cerâmica, tapeçaria e mosaico. Fez selos e cartazes, ilustrou livros, entre os quais A cartilha do marialva, de José Cardoso Pires. Foi o autor das tapeçarias do Salão Nobre da sede da Fundação Calouste Gunbenkian (circa 1969). Fez os cenários para A Relíquia, de Eça de Queiroz (1970; encenação de Artur Ramos) e O Processo, de Kafka (1970). No contexto da arte pública destacam-se o pavimento na Praça dos Restauradores, Lisboa, e o painel de azulejos na Avenida Calouste Gulbenkian, Lisboa (concebido em 1970 e aplicado em 1982).

João Abel Manta destaca-se em particular nas artes plásticas, sobretudo no desenho, onde se afirmou bastante cedo, com trabalhos de relevo datados da década de 1940. Em 1961 venceu o Prémio de Desenho na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian com O Ornitóptero. Dedicou-se à pintura, realizou um vasto conjunto de colagens, expôs em mostras coletivas e individuais. Mas a área em que se distinguiu de forma mais assinalável foi a do cartoon, sendo considerado por muitos como "o caso mais extraordinário do cartoonismo luso do nosso século [século XX], só equiparável [ao] próprio Bordalo Pinheiro".

A sua atividade como cartoonista estende-se por um período alargado, desde aproximadamente 1954 até 1991, intensificando-se entre 1969 e 1976. Durante cerca de sete anos os seus trabalhos foram publicados com regularidade em jornais como o Diário de Lisboa, Diário de Notícias e O Jornal, abordando de forma crítica e profundamente irónica a realidade portuguesa; em 1981 publica novos trabalhos no Jornal de Letras, mas a partir daí a sua atividade como cartoonista torna-se esporádica.

Com um grafismo único, meticuloso, os seus cartoons (veja-se por exemplo Turistas, da série Reportagem Fotográfica, 1972) marcaram a época anterior ao 25 de Abril: "Nenhum pintor daqui e de agora resumiu com tantas subtilezas a temperatura social e política do fascismo agonizante". Nesse "inventário doméstico" cabe praticamente tudo: "estão em causa os desastres e os grotescos duma burguesia, a nossa, com os seus emblemas e heróis". João Abel "aponta à História, ao monumento e em particular à procissão provinciana da nossa burguesia intelectual".

A sua intervenção pública intensifica-se em 1974 e 1975, logo após a queda da ditadura, lançando-se "à batalha com redobrado ardor, multiplicando-se em caricaturas, posters e cartazes de orientação vincadamente revolucionária", e tornando-se no "artista máximo, talvez o único afinal, que a revolução de Abril suscitou". É o que vemos em desenhos como "Um problema difícil", de 1975, onde um grupo de notáveis – de Marx e Lenin a Gandhi e Sartre –, se interrogam perante um pequeno mapa de Portugal. João Abel Manta "ficará associado dum modo muito particular ao melhor e ao pior que em Portugal vivemos nesses dois anos".

A partir de 1976 "o artista alistado João Abel eclipsa-se: os ventos são outros, o MFA (Movimento das Forças Armadas) dissolveu-se", e só em 1978 "emerge do silêncio e lança ao público um […] novo álbum: Caricaturas dos Anos de Salazar", onde "narra uma história – a nossa história […] onde se encaixam, se alternam ou se encadeiam […] o ridículo e a tragédia da colonização e da guerra colonial, o miguelismo e o liberalismo […] a submissão popular e a sua revolta […] o folclore musical e o artesanato, o teatro, o cinema ou a pintura".

A 3 de setembro de 1979 foi feito Comendador da Ordem de Sant'Iago da Espada.

A partir de 1981 dedica-se quase exclusivamente à pintura, num trabalho intimista que contrasta com o carácter de intervenção político-social dos seus cartoons. Em 2009 expõe no Palácio Galveias: "Nestas obras pratico uma inocente pintura a óleo sobre tela, […] para explicar a quem interesse o que penso do mundo e das coisas do passado e do presente".

"A minha atração […] por alguns artistas do chamado impressionismo, deriva do modo notável como utilizam a técnica da pintura e talvez também pela tranquilidade dos temas, tranquilidade curiosa numa época agitada e revolucionária: intimidade da vida burguesa, paisagens repousantes, gente feliz, bailarinas". Mas a sua aparente proximidade formal com o impressionismo é enganadora, e nas suas pinturas das décadas de 80 a 2000 deparamos frequentemente com um universo sombrio de onde emergem "figuras inomináveis e terríveis, produtos da alucinação". A visão perturbante de João Abel Manta funde o "quotidiano e o fantástico, em paisagens lisboetas invadidas de seres estranhos",  a par de uma recorrente presença de auto-figurações que remetem para um território autorreferencial até aí desconhecido na sua obra.

A 25 de abril de 2004, foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem da Liberdade.

 

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Pavimento em calçada portuguesa, Praça dos Restauradores, Lisboa 

 

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Um problema difícil, 1975

 

Painel em pedra gravada, Associação Académica de Coimbra

Painel em pedra gravada, Associação Académica de Coimbra

Painéis em pedra gravada, Associação Académica de Coimbra

     

Associação Académica de Coimbra

Associação Académica de Coimbra 

 

in Wikipédia

Botticelli morreu há 516 anos...

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Provável autorretrato de Botticelli, na Adoração dos Magos (Uffizi, Florença)
    
Alessandro di Mariano di Vanni Filipepi, ou Sandro Botticelli (Florença, 1 de março de 144517 de maio de 1510), estudou na Escola Florentina do Renascimento. Igualmente recetivo às aquisições do introduzidas por Masaccio na pintura do Quatrocento e às tendências do Gótico tardio, seguiu os preceitos da perspetiva central e estudou as esculturas da Antiguidade, evoluindo posteriormente para a acentuação das formas decorativas e da atenção dispensada à harmonia linear do traçado e ao vigor e pureza do colorido. As suas obras tardias revelariam ainda um expressionismo trágico, de agitação visionária, fruto certamente da pregação de Savonarola.
Protegido dos Médici, para os quais executou preciosos registos da pintura de cunho mitológico, era bem relacionado no círculo florentino, trabalhando também para o Vaticano, produzindo afrescos para a Capela Sistina. Foi ainda destacado retratista, e o seu talento, excecional de transpor para a linguagem formal as conceções de seus clientes, tornou-o um dos pintores mais disputados de seu tempo. A sua reputação, alvo de um curto reavivar de interesse no século XVI, logo esvaiu-se, e somente com o reaparecimento de uma crescente curiosidade pelo Renascimento, registada no século XIX, e, em particular, pela interpretação filosófica de suas obras, é que a sua arte voltou a adquirir o êxito e a fama que mantém até hoje.
    

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Retrato de Dante Alighieri
Retrato de Dante Alighieri
        

sexta-feira, maio 15, 2026

Viktor Vasnetsov nasceu há 178 anos

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Autorretrato - 1873

Viktor Mikhailovich Vasnetsov (Kirov, 15 de maio de 1848/3 de maio de 1848 no calendário juliano – Moscovo, 23 de julho de 1926) foi um artista russo que se especializou na temática da mitologia e em temas históricos. É atualmente considerado uma das figuras chave do movimento revivalista na arte russa.
Viktor Vasnetsóvnasceu na remota aldeia de Viatka em 1848. O seu pai, Mikhail Vasilievich Vasnetsov, era o padre (pope) local. Sendo um homem de intelecto filosófico e com educação superior, era conhecido o seu interesse pelas ciências naturais, astronomia e pintura. O seu avô tinha sido um pintor de ícones religiosos e dois dos seus três filhos, Viktor e Apollinary, tornaram-se pintores reconhecidos, tendo o terceiro tornado-se professor. Numa carta, onde recorda a sua infância, enviada a Vladimir Stasov, Vasnetsóv recorda como "tinha vivido com crianças camponesas e sempre gostara delas como amigas e não como narodnik".  

Tendo estudado num seminário em Viatka desde os dez anos de idade, durante a época do verão Viktor e a sua família deslocavam-se para a cidade mercantil de Riabovo. Durante os seus anos de seminário Viktor teria trabalhado para um criador local de ícones e também auxiliado um artista exilado da Polonia, Michał Elwiro Andriolli, a executar afrescos para a catedral de Alexander Nevski em Viatka.

Após ter terminado o seminário, Viktor decidiu mudar-se para São Petersburgo para estudar arte, tendo vendido os seus quadros "Mulher na Colheita" e "Entregadora de Leite (ambos de 1867) de modo a poder juntar dinheiro para a viagem em direção à capital russa.

Esta sepultado no Cemitério Vvedenskoye.



Batismo do Príncipe Vladimir (1890)
   
The Flying Carpet (1880) 
O tapete Voador (1880)

quinta-feira, maio 14, 2026

Thomas Gainsborough nasceu há 299 anos..

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Autorretrato
     
Thomas Gainsborough (Suffolk, 14 de maio de 1727 - Londres, 2 de agosto de 1788) foi um dos mais célebres artistas do arcadismo.
Gainsborough estudou em França, no atelier de Hubert François Gravelot, e no estúdio de um pintor em voga na corte, de nome Francis Hayman. Cedo tomou contacto com a pintura da Europa Central pela qual se apaixonou de imediato. Deu especial atenção à pintura popular alemã do século XVII e aos ícones russos.
Decidido a tornar-se um pintor influente entra a corte inglesa vai, em 1759, para Bath, uma cidade preferida cada vez mais pelos cortesãos e altos burgueses. Prontamente tornou-se um pintor de preferência entre a nobreza e a emergente burguesia, passando até o seu rival de longa data Joshua Reynolds.
Gainsborough conheceu o sucesso devido aos seus retratos. Contudo, na sua obra também é frequente encontrar paisagens. Também é conhecido como um dos mais célebres fundadores da Real Academia, onde exibiu muitas obras de 1769 até 1772.
Já a morar em Londres, Thomas recebeu várias comendas da aristocracia, que quase o «santificava». Nas suas pinturas, até o mais pobre padeiro, se assemelhava a uma figura divina, perante a qual nos temos que curvar. Gainsborough concedia, aos seus modelos, uma altivez e sobriedade curiosas e particular carácter, geralmente forte.
Geralmente - e em consequência dos anos que passou em Bath - é na sua obra frequente encontrar o estilo de Anthony van Dyck, que era igualmente um pintor de excelência entre a aristocracia inglesa e flamenga. Talvez por isso, muitos dos patronos de Gainsborough o tenham escolhido como seu retratista.
A sua paleta de cores pouco variou ao longo da sua trajetória. Nela estavam bem compactos os tons leves e mais brilhantes subjugados a fluidas cores escuras, como o castanho. Entre as suas obras mais importantes estão "Retrato de Mrs. Philip Thickness" e "O menino azul".
O túmulo de Gainsborough está no cemitério da igreja de Kew, no seu lado sul.
 
The Artist's Daughters (c. 1759)
The Artist's Daughters (circa 1759)
       
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The Blue Boy (1770) - The Huntington, California
    

quarta-feira, maio 13, 2026

Sarah Affonso nasceu há 127 anos

Família, 1937

 

Sarah Affonso, nome artístico de Sara Sancha Afonso (Beato, Lisboa, 13 de maio de 1899 - Campo Grande, Lisboa, 15 de dezembro de 1983) foi uma pintora portuguesa.

 

(...)   

   

Em 1934 casa-se com Almada Negreiros, tentando a partir daí conciliar a vida de mãe de família e de pintora. Nos primeiros anos de casamento desenvolve o que será a parte mais importante da sua obra pictórica. "Dos retratos de meninas e mulheres e das paisagens urbanas passa para composições que incorporam motivos antes utilizados nos bordados, oriundos da cultura e imaginário populares. Evoca, a partir da memória da infância passada no Minho, costumes (procissões, festas, alminhas) e mitologias populares".

Celebraria também a sua vida pessoal em pinturas como Família, 1937, um dos seus trabalhos mais emblemáticos, onde se figura com o marido e o primeiro filho. Neste auto-retrato alargado à sua família e que funciona também como metáfora para a lenda do "menino-deus", Sarah Afonso faz uma síntese de vários aspetos da sua obra: "a qualidade do traço, o cromatismo, o desenho implícito na composição narrativa – como se tratasse de um sonho acordado – elementos tradicionais da cultura popular, como os bordados, os brinquedos e as lendas. É comum verificarmos esta associação lírica sobre a realidade, em que o tema se funde com a vivência dos retratados".

Foram várias as razões que a levaram a abandonar a pintura em finais dos anos 40. "Às razões pessoais juntavam-se a insegurança profissional e a falta de condições de trabalho. Continuou, no entanto, com um trabalho menos visível nas artes decorativas e de apoio a Almada Negreiros [...]. Em finais dos anos 50, retomou algumas das direções interrompidas, como a ilustração infantil (entre outros de A Menina do Mar, 1958, de Sophia de Mello Breyner Andresen) e o desenho".

Expôs individualmente em 1932 e 1939. Participou na Exposição do Mundo Português, 1940. Em 1944 recebeu o Prémio Sousa Cardoso na 8ª Exposição de Arte Moderna organizada pelo SPN. Em 1953 participou na Bienal de S. Paulo, Brasil.

Encontra-se colaboração sua na revista Sudoeste (1935).

Foram realizadas mostras retrospetivas da sua obra em 1953 e 1962 (Galeria de Março, Lisboa, e Academia Dominguez Alvarez, Porto respetivamente).

Sarah Afonso está sepultada nos Cemitério dos Prazeres, junto do marido. 

 

Procissão, 1934, óleo sobre tela

    

terça-feira, maio 12, 2026

Dante Gabriel Rossetti, da Irmandade Pré-Rafaelita, nasceu há 198 anos...

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Autoretrato, 1847

Dante Gabriel Rossetti (Londres, 12 de maio de 1828 - Birchington-on-Sea, 10 de abril de 1882), originalmente Gabriel Charles Dante Rossetti, foi um poeta, ilustrador e pintor inglês de origem italiana. Devido à sua preferência pela poesia medieval e em especial pela obra de Dante, Rossetti muda a ordem dos seus nomes e passa a usar Dante em primeiro lugar.
Fundou, juntamente com John Everett Millais e William Holman Hunt, em 1848, a Irmandade Pré-Rafaelita, um grupo artístico entre o espírito revivalista do romantismo e as novas vanguardas do século XX.
Rossetti também escrevia poemas para os seus quadros, como "Astarte Syraica". Como designer, trabalhou com William Morris para produzir imagens para vitrais e decorações.
Como ilustrador, Rossetti produziu poucas trabalhos, mas que tiveram influência duradoura sobre ilustradores do século XIX e XX. Fez ilustrações para Moxon Tennyson, Allingham e para os livros de poesia da sua irmã, Christina Rossetti.
   
Lady Lilith (1868), Delaware Art Museum (Fanny Cornforth, overpainted at Kelsmcott 1872–73 with the face of Alexa Wilding)[70]

Lady Lilith (1868), Delaware Art Museum

 
Pia de' Tolomei (1868–1880), Spencer Museum of Art, University of Kansas, Lawrence (model: Jane Morris)
  

João Cristino da Silva morreu há 149 anos...

Auto-retrato do pintor (circa 1855)
  
João Cristino da Silva (Lisboa, 24 de julho de 1829 - Lisboa, 12 de maio de 1877), foi um pintor português da época romântica.

Nasceu em Lisboa, filho de António Paulino da Silva e de Maria do Carmo Silva, burgueses de Alfama. O pai, proprietário e mestre de uma fábrica de fitas, assiste com orgulho ao despontar da vocação do seu filho para a pintura, que com as sobras das tintas realiza as suas primeiras experiências, e inscreve-o na Academia das Belas Artes de Lisboa. Iniciou os seus estudos em 1841 na Academia de Belas Artes de Lisboa, onde mais tarde viria a ser professor, mas não terminou o curso, por discordar dos métodos de ensino. No período de 1847 a 1849 estudou cinzelagem na oficina de lavrantes do Arsenal do Exército. Em 1849 voltou a dedicar-se à pintura.
No entanto, continuou a pintar e a expor, quer em Portugal, quer no estrangeiro, nomeadamente em Paris e Madrid. Artista ligado ao Romantismo, ficou sobretudo conhecido como um pintor de pintura da paisagem, sendo companheiro de Tomás da Anunciação, que considerava como um Mestre.
Na Exposição Universal de Paris de 1855 expôs a sua obra Cinco Artistas em Sintra.
Em Madrid expôs algumas das sua obras, tendo sido condecorado pelo rei Amadeu I.
Em 1860 tornou-se professor substituto da Academia, mas devido ao seu temperamento irreverente acabou por abandonar o cargo, nove anos depois.
Casou em 23 de julho de 1864 na Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa, com Maria Joana de Mesquita e Melo Silva, com quem teve quatro filhos. Teve ainda um filho, fora do casamento, que educou e que seguiu o percurso do pai na Academia de Belas Artes.
A partir de 1867 Cristino, passou a receber um subsídio oficial, o que lhe permitiu viajar por França e Suíça, dando-lhe a possibilidade de contactar com a pintura desses países. Esse contacto reforçou a aproximação da sua pintura do naturalismo.
O artista pintou, ao longo dos seus 47 anos de vida, mais de trezentos quadros.
Encontra-se colaboração artística da sua autoria no semanário Arquivo Pitoresco (1857-1868).
O pintor acabou os seus dias no hospício de Rilhafoles, em virtude de ter enlouquecido. Foi sepultado no Cemitério do Alto de São João.
  
 
Serra de Sintra e Palácio da Pena (1855-1857)

H. R. Giger morreu há doze anos...

   
Hans Ruedi Giger (Chur, Graubünden, Switzerland, 5 February 1940 – Zürich, Switzerland, 12 May 2014) was a Swiss painter, whose style was adapted for many forms of media, including record albums, furniture and tattoos.
The Zurich-based artist was best known for airbrush images of humans and machines linked together in a cold 'biomechanical' relationship. Later he abandoned airbrush work for pastels, markers, and ink. He was part of the special effects team that won an Academy Award for design work on the film Alien. In Switzerland there are two theme bars that reflect his interior designs, and his work is on permanent display at the H.R. Giger Museum at Gruyères.
   
Early life
Giger was born in 1940 in Chur, capital city of Graubünden, the largest and easternmost Swiss canton. His father, a pharmacist, viewed art as a "breadless profession" and strongly encouraged him to enter pharmacy, Giger recalled. He moved to Zürich in 1962, where he studied architecture and industrial design at the School of Applied Arts until 1970.
  
Career
Giger's first success was when H. H. Kunz, co-owner of Switzerland's first poster publishing company, printed and distributed Giger's first posters, beginning in 1969.
Giger's style and thematic execution were influential. He was part of the special effects team that won an Academy Award for Best Achievement in Visual Effects for their design work on the film Alien. His design for the Alien was inspired by his painting Necronom IV and earned him an Oscar in 1980. His books of paintings, particularly Necronomicon and Necronomicon II (1985) and the frequent appearance of his art in Omni magazine continued his rise to international prominence. Giger was admitted to the Science Fiction and Fantasy Hall of Fame in 2013. He is also well known for artwork on several music recording albums including Danzig III: How The Gods Kill by Danzig, Brain Salad Surgery by Emerson, Lake & Palmer and Deborah Harry's KooKoo.
In 1998, Giger acquired the Château St. Germain in Gruyères, Switzerland, and it now houses the H.R. Giger Museum, a permanent repository of his work.
  
Personal life
Giger had a relationship with Swiss actress Li Tobler until she committed suicide in 1975. Li's image appears in many of his paintings. He married Mia Bonzanigo in 1979; they divorced a year and a half later.
The artist lived and worked in Zürich with his second wife, Carmen Maria Scheifele Giger, who is the Director of the H.R. Giger Museum.
  
Death 
On 12 May 2014, Giger died in a hospital in Zürich after having suffered injuries in a fall.
    
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Birth Machine sculpture in Gruyères 
   
Style
Giger started with small ink drawings before progressing to oil paintings. For most of his career, Giger had worked predominantly in airbrush, creating monochromatic canvasses depicting surreal, nightmarish dreamscapes. However, he then largely abandoned large airbrush works in favor of works with pastels, markers or ink.
Giger's most distinctive stylistic innovation was that of a representation of human bodies and machines in a cold, interconnected relationship, he described as "biomechanical". His main influences were painters Dado, Ernst Fuchs and Salvador Dalí. He met Salvador Dalí, to whom he was introduced by painter Robert Venosa. Giger was also influenced by the work of the sculptor Stanislas Szukalski, and by the painters Austin Osman Spare and Mati Klarwein. He was also a personal friend of Timothy Leary. Giger studied interior and industrial design at the School of Commercial Art in Zurich (from 1962 to 1965) and made his first paintings as a means of art therapy. 
  
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Ibanez H. R. Giger signature bass and guitars
   
Other works
Giger directed a number of films, including Swiss Made (1968), Tagtraum (1973), Giger's Necronomicon (1975) and Giger's Alien (1979). Giger created furniture designs, particularly the Harkonnen Capo Chair for a film of the novel Dune that was to be directed by Alejandro Jodorowsky. Many years later, David Lynch directed the film, using only rough concepts by Giger. Giger had wished to work with Lynch, as he stated in one of his books that Lynch's film Eraserhead was closer than even Giger's own films to realizing his vision. Giger applied his biomechanical style to interior design. One "Giger Bar" appeared in Tokyo, but the realization of his designs was a great disappointment to him, since the Japanese organization behind the venture did not wait for his final designs, and instead used Giger's rough preliminary sketches. For that reason Giger disowned the Tokyo bar. The two Giger Bars in his native Switzerland, in Gruyères and Chur, were built under Giger's close supervision and they accurately reflect his original concepts. At The Limelight in Manhattan, Giger's artwork was licensed to decorate the VIP room, the uppermost chapel of the landmarked church, but it was never intended to be a permanent installation and bore no similarity to the bars in Switzerland. The arrangement was terminated after two years when the Limelight closed. As of 2009 only the two authentic Swiss Giger Bars remain. Giger's art has greatly influenced tattooists and fetishists worldwide. Under a licensing deal Ibanez guitars released an H. R. Giger signature series: the Ibanez ICHRG2, an Ibanez Iceman, features "NY City VI", the Ibanez RGTHRG1 has "NY City XI" printed on it, the S Series SHRG1Z has a metal-coated engraving of "Biomechanical Matrix" on it, and a 4-string SRX bass, SRXHRG1, has "N.Y. City X" on it. Giger is often referred to in popular culture, especially in science fiction and cyberpunk. William Gibson (who wrote an early script for Alien 3) seems particularly fascinated: A minor character in Virtual Light, Lowell, is described as having New York XXIV tattooed across his back, and in Idoru a secondary character, Yamazaki, describes the buildings of nanotech Japan as Giger-esque. 
      
Films
  • Dune (designs for unproduced Alejandro Jodorowsky adaptation of the Frank Herbert novel; the movie Dune was later made in an adaptation by David Lynch)
  • Alien (designed, among other things, the Alien creature, "The Derelict" and the "Space Jockey")
  • Aliens (credited for the creation of the creature only)
  • Alien 3 (designed the dog-like Alien bodyshape, plus a number of unused concepts, many mentioned on the special features disc of Alien 3, despite not being credited in the movie theater version)
  • Alien Resurrection (credited for the creation of the creature only)
  • Poltergeist II: The Other Side
  • Killer Condom (creative consultant, set design)
  • Species (designed Sil, and the Ghost Train in a dream sequence)
  • Batman Forever (designed radically different envisioning of the Batmobile; design was not used in the film)
  • Future-Kill (designed artwork for the movie poster)
  • Tokyo: The Last Megalopolis (creature designs)
  • Prometheus (the film includes "The Derelict" spacecraft and the "Space Jockey" designs from the first Alien film, as well as a "Temple" design from the failed Jodorowsky Dune project and original extraterrestrial murals created exclusively for Prometheus, based in conceptual art from Alien. Unlike Alien Resurrection, the Prometheus film credited H. R. Giger with the original designs).
   

segunda-feira, maio 11, 2026

Jean-Baptiste Carpeaux nasceu há 199 anos

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Jean-Baptiste Carpeaux, né le , à Valenciennes et mort le , à Courbevoie, est un sculpteur, peintre et dessinateur français



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Autoportrait, dit aussi Dernier autoportrait (1874), huile sur toile, Paris, musée d'Orsay.

Salvador Dalí nasceu há cento e vinte e dois anos...

   
Biografia
Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí i Domènech nasceu às 08.45 horas de 11 de maio de 1904, no número vinte da carrer (rua) Monturiol da vila de Figueres, na Catalunha, em Espanha. O seu irmão mais velho, também chamado Salvador (nascido a 12 de outubro de 1901), morreu de gastroenterite, nove meses antes, em 1 de agosto de 1903. O seu pai, Salvador Dalí i Cusí, era um advogado de classe-média, figura popular da cidade e senhor de um caráter irascível e dominador; a sua mãe, Felipa Domenech Ferrés, sempre incentivou os esforços artísticos do filho. Dalí também teve uma irmã, Ana Maria, que era três anos mais nova. Em 1949, ela publicou um livro sobre o seu irmão, "Dalí visto pela sua irmã".
Dalí frequentou a Escola de Desenho Federal, onde iniciou a sua educação artística formal. Em 1916, durante umas férias de verão em Cadaquès, passadas com a família de Ramón Pichot, descobriu a pintura impressionista. Pichot era um artista local que fazia viagens frequentes a Paris. No ano seguinte, o pai de Dalí organizou uma exposição dos desenhos a carvão do filho na sua casa de família. A sua primeira exposição pública ocorreu no Teatro Municipal em Figueres em 1919.
Em fevereiro de 1921 a sua mãe morreu, de cancro da mama. Dalí, então com dezasseis anos de idade, disse depois da morte da sua mãe: "foi o maior golpe que eu havia experimentado em minha vida. Eu adorava-a… eu não podia resignar-me a perda de um ser com quem eu contei para tornar invisíveis as inevitáveis manchas da minha alma". Após a morte de Felipa Domenech Ferrés, o pai de Dalí casou-se com a irmã da falecida esposa. Dalí não se ressentiu com este casamento, como alguns pensaram, pois tinha um grande amor e respeito pela sua tia. 
     
Aprendizagem - Madrid e Paris
Em outubro de 1921, Dalí foi viver para Madrid, onde estudou na Academia de Artes de San Fernando. Já então Dalí chamava a atenção nas ruas com um excêntrico cabelo comprido, um grande laço ao pescoço, calças até ao joelho, meias altas e casacos compridos. O que lhe granjeou maior atenção por parte dos colegas foram os quadros onde fez experiências com o cubismo (embora na época destes primeiros trabalhos ele provavelmente não compreendesse por completo o movimento cubista, dado que tudo o que sabia dessa arte provinha de alguns artigos de revistas e de um catálogo que Ramon Pichot lhe oferecera, visto não haver artistas cubistas, neste tempo, em Madrid).
Fez também experiências com o Dadaísmo, que provavelmente influenciou todo o seu trabalho. Nesta altura, tornou-se amigo íntimo do poeta Federico García Lorca e de Luis Buñuel. Dalí foi expulso da Academia em 1926, pouco tempo depois dos exames finais, em que declarou que ninguém na Academia era suficientemente competente para o avaliar. O seu domínio de competências na pintura está bem documentado, nesse tempo, na sua impecável e realista pintura "Cesto de Pão", de 1926.
Em 1924 o ainda desconhecido Salvador Dalí ilustrava pela primeira vez um livro, o poema"Les bruixes de Llers" ( "As bruxas de Llers") de seu amigo, o poeta e jornalista catalão Carles Fages de Climent.
Nesse mesmo ano fez a sua primeira viagem a Paris, onde se encontrou com Pablo Picasso, que era admirado pelo jovem Dalí. ("Vim vê-lo antes de ir ao Louvre", disse-lhe Dalí. "Fez você muito bem", respondeu-lhe Picasso.) Picasso já tinha ouvido falar bem de Dalí através de Juan Miró. Nos anos seguintes, Dali realizou uma série de trabalhos fortemente influenciados por Picasso e Miró, enquanto ia desenvolvendo o seu estilo próprio. Algumas tendências no trabalho de Dalí que iriam permanecer ao longo de toda a sua carreira já eram evidentes na década de 20, principalmente por Raphael, Bronzino, Francisco de Zurbarán, Vermeer, e Velázquez. As exposições dos seus trabalhos em Barcelona despertaram grande atenção e uma mistura de elogios e debates e causando por parte dos críticos. Nesta época, Dalí deixou crescer o bigode, que se tornou emblemático nele, estilo baseado no pintor do século XVII espanhol Diego Velázquez.
Em 1929, colaborou com o cineasta espanhol Luis Buñuel no curta-metragem Un Chien Andalou, e conheceu, em agosto, a sua musa e futura mulher, Gala Éluard (cujo nome verdadeiro é Elena Ivanovna Diakonova, nascida a 7 de setembro de 1894, em Kazan, Tartária, Rússia), uma imigrante russa dez anos mais velha que Dalí, casada na época com o poeta surrealista Paul Éluard. Juntou-se oficialmente ao grupo surrealista no bairro parisiense de Montparnasse (embora o seu trabalho já estivesse a ser influenciado há dois anos pelo surrealismo). Em 1934 Dalí e Gala, que já viviam juntos desde 1929, casaram-se numa cerimónia civil (cerimónia religiosa em 1958).
      
Política e personalidade
A política desempenhou um papel significativo na sua emergência como um artista. Ele foi por vezes retratado como um apoiante do autoritário Francisco Franco. André Breton, líder do movimento surrealista, fez um grande esforço para dissociar o seu nome do surrealismo. A realidade é provavelmente um pouco mais complexa. Em qualquer caso, ele não era um anti-semita, pois era inclusive amigo do famoso arquiteto e designer Paulo László, que era judeu. Ele também tinha grande admiração por Freud (a quem ele conheceu), e Einstein, ambos judeus.
Em sua juventude, Dalí abraçou por um tempo tanto o anarquismo como o comunismo. Em seu livro, Dalí, em 1970, declara-se um anarquista e monárquico. Enquanto na cidade de Nova Iorque em 1942, denunciou o seu colega, o cineasta surrealista Luis Buñuel como ateu e comunista, o que levou Buñuel a ser despedido da sua posição no Museu de Arte Moderna e, posteriormente, constar na lista negra da indústria cinematográfica dos Estados Unidos.
Com a eclosão da Guerra Civil Espanhola, Dalí fugiu e recusou-se a alinhar com qualquer grupo. Após o seu regresso à Catalunha, após a Segunda Guerra Mundial, Dalí tornou-se mais próximo do regime de Francisco Franco. Alguns declararam que Dalí apoiou o regime de Franco, felicitando-o por suas ações, em "limpar a Espanha de forças destrutivas". Dizem que enviou uma mensagem a Franco, "elogiando-lhe por assinar a sentença de morte de presos políticos." Dalí encontro Franco uma vez mas nem sequer se reuniu pessoalmente com ele para pintar um retrato da sua neta. É impossível determinar se as suas homenagens a Franco foram sinceras ou caprichosas, uma vez que ele também enviou um telegrama louvando o romeno Nicolae Ceauşescu, líder comunista. O jornal diário romeno "Scînteia" publicou-o, sem suspeitar do seu aspecto de troça.
Em 1960, Dalí começou a trabalhar no Teatro-Museum Salvador Dalí, na sua terra natal, em Figueres. Foi o projeto de maior vulto de toda a sua carreira e o principal foco de suas energias até 1974, embora continuasse a fazer acrescentos até meados dos de 1980.
Gala morreu em Port Lligat, na madrugada de 10 de junho de 1982. Desde então, Dalí ficou profundamente deprimido e desorientado, perdendo toda a vontade de viver. Recusava-se a comer, ficando desidratado, teve de ser alimentado por uma sonda nasal. Em 1980, um conjunto de medicamentos não prescritos danificou o seu sistema nervoso, provocando assim um inoportuno fim à sua capacidade artística. Aos 76 anos, Dalí começa a sofrer tremores terríveis ao seu lado direito, causado pela doença de Parkinson.
Mudou-se de Figueres para o castelo em Pubol, que comprara para Gala. Em 1984, deflagrou um incêndio no seu quarto em circunstâncias pouco claras - talvez tenha sido uma tentativa de suicídio de Dalí, talvez tenha sido uma tentativa de homicídio de um empregado, ou talvez simples negligência do seu pessoal - mas Dalí foi salvo e levado para Figueres, onde um grupo de amigos, patronos e artistas se assegurou de que o pintor vivesse confortavelmente os seus últimos anos no teatro-museu.
Em novembro de 1988 Dalí foi levado ao hospital com insuficiência cardíaca e em 5 de dezembro de 1988 foi visitado pelo Rei Juan Carlos da Espanha, que confessou ter sido sempre um devoto de Dalí. Em 23 de janeiro de 1989, morreu, de insuficiência cardíaca, em Figueres, com a idade de 84, sendo sepultado na cripta do seu Teatro-Museu Dalí, em Figueres, do outro lado da rua, na Igreja de Sant Pere, onde ocorreram o seu funeral, primeira comunhão e batismo, a três quarteirões da casa onde nasceu.
    

Brasão do Marquês de Dalí de Púbol
            

            

Crucificação (Corpus Hypercubus)

 

Cristo de São João da Cruz (1951)

 

A Persistência da Memória