O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Motivos da rebelião e intervenção da Polícia Militar
A rebelião teve início com uma disputa violenta de presos no Pavilhão 9 da Casa de Detenção. A intervenção da Polícia Militar, liderada pelo coronel Ubiratan Guimarães,
tinha como justificativa acalmar a rebelião no local. A promotoria do
julgamento do coronel Ubiratan classificou a intervenção como sendo
"desastrosa e mal-preparada".
A intervenção da polícia foi autorizada pelo então secretário de Segurança Pública de São Paulo, Pedro Franco de Campos, que deixaria o governo menos de um mês depois. No entanto, ele negou ter consultado o governador Luiz Antônio Fleury Filho
sobre a ação. Fleury, anos depois, afirmou que não deu a ordem, mas que
se estivesse em seu gabinete teria autorizado a invasão.
Michel Temer
assumiu a Secretaria de Segurança no lugar de Pedro Franco de Campos.
Ao tomar posse, ele anunciou como reação ao massacre que recomendaria
repouso e meditação para os policiais envolvidos.
Julgamento
Um
tribunal brasileiro condenou, em abril de 2013, 23 dos polícias
militares a 156 anos de prisão cada um pelo seu envolvimento na morte de
12 presos durante o massacre. A sentença foi anunciada pelo juiz José
Augusto Nardy Marzagão e corresponde apenas à primeira parte do
julgamento que está dividido em quatro etapas. Outros três policiais
julgados nesta primeira fase foram absolvidos a pedido do próprio
Ministério Público.
Em 3 de agosto de 2013, por volta das 4 horas da manhã, o juiz
Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo leu a sentença de 624 anos de prisão a
25 réus polícias
militares que foram acusados de participação no
massacre, especificamente na participação direta na morte de 52 presos instalados no terceiro pavimento do pavilhão 9.
Em
junho de 2001, o coronel Ubiratan Guimarães foi, inicialmente, condenado a
632 anos de prisão por 102 das 111 mortes do massacre (seis anos por
cada homicídio e vinte anos por cinco tentativas de homicídio). No ano seguinte foi eleito deputado estadual
por São Paulo, após a sentença condenatória, durante o trâmite do
recurso da sentença de 2001. Por este motivo, o julgamento do recurso
foi realizado pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça, ou seja, pelos 25 desembargadores mais antigos do estado de São Paulo, em 15 de fevereiro de 2006.
O tribunal reconheceu, por vinte votos ontra dois, que a sentença
condenatória, proferida em julgamento pelo Tribunal do Júri, continha um
equívoco. Essa revisão acabou absolvendo o réu. A absolvição do réu
causou indignação em vários grupos de direitos humanos, que acusaram o
facto de ser um "passo para trás" da justiça brasileira.
No dia 10 de setembro de 2006, o coronel Ubiratan foi assassinado com um tiro na região do abdómen. No muro do prédio onde morava foi desenhada a frase "aqui se faz, aqui se paga", em referência ao massacre do Carandiru.
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