O
acidente radiológico de Goiânia, amplamente conhecido como
acidente com o césio-137, foi um grave episódio de contaminação por
radioatividade ocorrido no
Brasil. A contaminação teve início a
13 de setembro de
1987, quando um aparelho utilizado em
radioterapias foi encontrado dentro de uma clínica abandonada, no centro de
Goiânia, em
Goiás. Foi classificado de nível 5 (acidentes com consequências de longo alcance) na
Escala Internacional de Acidentes Nucleares,
que vai de zero a sete, em que o menor valor corresponde a um desvio,
sem significado em questões de segurança, enquanto no outro extremo
estão localizados os acidentes graves.
O instrumento foi encontrado por sucateiros de um ferro-velho local, que entenderam tratar-se de
sucata.
Foi desmontado e dadas amostras a terceiros, gerando um rastro de
contaminação, o qual afetou seriamente a saúde de centenas de pessoas. O
acidente com
césio-137 foi o maior
acidente radioativo do Brasil e o maior do mundo ocorrido fora de
centrais nucleares.
(...)
A
Associação das Vítimas do Césio 137 afirma que, até ao ano de
2012, quando o acidente completou 25 anos, cerca de 104 pessoas morreram
de contaminação, decorrente de cancro e outros problemas, e que cerca
de 1.600 tenham sido afetadas diretamente.
Lixo contaminado
A limpeza produziu 13.500
quilogramas de
lixo atómico,
que necessitou ser acondicionado em 14 contentores que foram
totalmente lacrados. Dentro destes estão 1.200 caixas e 2.900 tambores,
que permanecerão perigosos para o meio ambiente durante 180 anos. Para armazenar esse lixo atómico e atendendo às recomendações do
IBAMA, da
CNEN e da CEMAM, o
Parque Estadual Telma Ortegal foi criado em Goiânia, hoje pertencente ao município de
Abadia de Goiás,
onde se encontra uma "montanha" artificial onde foram colocados, ao
nível do solo, revestida de uma parede de aproximadamente 1 (um) metro
de espessura de concreto e chumbo.
Sem comentários:
Enviar um comentário