Conhecido por sua atenção a
literatura infantil e, principalmente, pela participação
cívica, era
republicano e
nacionalista; também era defensor do serviço militar obrigatório.
[1] Bilac escreveu a letra do
Hino à Bandeira e fez oposição ao governo de
Floriano Peixoto. Foi membro-fundador da
Academia Brasileira de Letras, em
1896. Em
1907, foi eleito "príncipe dos poetas brasileiros", pela revista
Fon-Fon. Bilac, autor de alguns dos mais populares poemas brasileiros, é considerado o mais importante de poetas
parnasianos do Brasil. No entanto, para o crítico João Adolfo Hansen, "o mestre do passado, do livro de poesia escrito longe do estéril turbilhão da rua, não será o mesmo mestre do presente, do jornal, a cronicar assuntos quotidianos do Rio, prontinho para intervenções de Agache e a erradicação da plebe rude, expulsa do centro para os morros".
Um beijo
Foste o beijo melhor da minha vida,
ou talvez o pior...Glória e tormento,
contigo à luz subi do firmamento,
contigo fui pela infernal descida!
Morreste, e o meu desejo não te olvida:
queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,
e do teu gosto amargo me alimento,
e rolo-te na boca malferida.
Beijo extremo, meu prémio e meu castigo,
batismo e extrema-unção, naquele instante
por que, feliz, eu não morri contigo?
Sinto-me o ardor, e o crepitar te escuto,
beijo divino! e anseio delirante,
na perpétua saudade de um minuto...
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