Dona
Maria Pia de Saboia (
Turim,
16 de outubro de
1847 -
5 de julho de
1911) foi uma princesa da
Itália e
rainha consorte de
Portugal, durante o reinado de seu marido, D.
Luís I.
Maria Pia ficou conhecida como
O Anjo da Caridade e
A Mãe dos Pobres
por sua compaixão e causas sociais; entretanto, proferiu uma famosa
frase em resposta à crítica de um dos seus ministros devido ao preço das
suas extravagâncias: "Quem quer rainhas paga-as!".
Família
Brasão da Rainha Dª Maria Pia - Palácio Nacional de Sintra
Casamento e vida como Rainha
Mulher de temperamento meridional, ela foi mãe extremosa dos seus
filhos e mulher atenta aos mais necessitados, tendo-se destacado por sua
solidariedade para com os parentes das vítimas do
incêndio do
Teatro Baquet, em
1888. Habituada aos luxos da corte de
Turim, D. Maria Pia era amante da
alta costura e de festas, como
bailes de
máscaras.
Manteve-se alheia aos assuntos políticos, excepto quando o
Marechal Saldanha, que cercou o
Palácio da Ajuda em
1870, obrigou o rei a nomeá-lo presidente do Conselho de Ministros. Reza a lenda que D. Maria Pia teria exclamado ao Marechal:
Se eu fosse o Rei, mandava-o fuzilar!
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Assistiu, de forma excepcional, o seu marido durante a sua terrível
agonia.
Reinado do filho e do neto
Após a subida ao trono português de seu filho, o rei D.
Carlos I, D. Maria Pia cedeu o protagonismo à sua nora, a princesa
Amélia de Orleães, continuando a residir oficialmente no
Palácio da Ajuda (cuja
decoração se deve ao seu gosto), utilizando como residências de recreio o
Palácio da vila de
Sintra e um
chalé que adquiriu no
Estoril. Serviu diversas vezes como
regente do Reino durante as visitas oficiais do seu filho e da nora ao estrangeiro.
Na sequência do
Regicídio de 1908, em que seu filho, D. Carlos I, e seu neto, o herdeiro ao trono D.
Luís Filipe, Duque de Bragança,
foram assassinados, D. Maria Pia foi abatida pelo desgosto, começando a
dar sinais de demência mental. Durante o breve reinado de seu outro
neto, D.
Manuel II, a rainha manteve-se praticamente retirada do público e quase sempre estava acompanhada do segundo filho,
D. Afonso, Duque do Porto.
Exílio e morte
Com a proclamação da República, em
5 de outubro de
1910, D. Maria Pia seguiu então para o
exílio, mas não junto aos restantes membros da família real; partiu para o seu
Piemonte natal, onde viria a falecer no ano seguinte, a
5 de Julho de
1911. Foi sepultada no Panteão Real dos Saboia na
Basílica de Superga,
na Itália. Momentos antes de expirar, ela pediu que a voltassem no
leito na direção de Portugal, país onde permaneceu durante quarenta e
oito anos.
Espera ainda hoje que seja cumprido o seu último desejo, o
regresso a Portugal, onde possa descansar em paz junto de sua família.
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