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A brevidade de seu pontificado e as contradições, erros e imprecisões na versão do Vaticano sobre esta suscitam até hoje especulações a respeito de que teria sido vítima de uma conspiração. Sua saída repentina do cenário daria espaço a sectores da Igreja ligados à Cúria Romana, mais empenhados em combater as tendências socialistas então emergentes no clero em vários países. Alguns especuladores reforçaram a tese com a eleição de João Paulo II, um pontífice conservador em relação a diversas questões, como contracepção e política. De fato, o ainda bispo Luciani desejara ao menos uma revisão das posições tradicionais da Igreja Católica sobre estes temas, consultando-se com especialistas em reprodução humana e com filósofos e pensadores de distintas religiões.
Se Paulo VI teve um relatório médico extremamente preciso quando de sua morte (até mesmo os horários das complicações médicas foram anotados), o mesmo não ocorreu ao Papa Sorriso; seu corpo foi embalsamado imediatamente após o falecimento, e as verdadeiras causas do óbito nunca chegaram ao público. Aqui dá para abrir um parênteses nesta teoria conspiratória: segundo o ritual de oficialização da morte do papa, após a constatação do óbito, o cadáver é embalsamado (suas vísceras são retiradas e depositadas em urnas que ficam na cripta subterrânea de Igreja de São Vicente, em Roma) e vestido com um traje composto de bata branca e mitra episcopal. Quando o corpo deixa o quarto, são retirados todos os pertences pessoais do pontífice. As portas são seladas com lacre de cera, que será violado apenas pelo novo Papa.


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