No seu fervor religioso, o Rei D. Sebastião planeara uma
cruzada,
após Mulay Mohammed ter solicitado a sua ajuda para recuperar o trono,
que o seu tio Abu Marwan Abd al-Malik I Saadi havia tomado. A batalha
resultou na derrota portuguesa, com o desaparecimento em combate de
El-Rei D. Sebastião e da nata da nobreza portuguesa. Além do rei
português, morreram na batalha os dois sultões rivais, originando o
nome "Batalha dos Três Reis", com que ficou conhecida entre os
marroquinos.
A derrota na batalha de Alcácer-Quibir levou à
crise dinástica de 1580 e ao nascimento do mito do
sebastianismo. O reino foi gravemente empobrecido pelos resgates que foi preciso pagar para reaver os cativos.

D. Sebastião, Rei de Portugal
Louco, sim, louco, porque quis grandeza
Qual a Sorte a não dá.
Não coube em mim minha certeza;
Por isso onde o areal está
Ficou meu ser que houve, não o que há.
Minha loucura, outros que me a tomem
Com o que nela ia.
Sem a loucura que é o homem
Mais que a besta sadia,
Cadáver adiado que procria?
in Mensagem (1934) - Fernando Pessoa
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