Peter Husty, curador da exposição "Silent Night 200 - The Story. The
Message. The Present" ("Noite Feliz 200 - A História. A Mensagem. O
Presente", em tradução livre), no Museu de Salzburgo,
"Stille Nacht" transcende a religião. "
Ela conta a história do nascimento de Jesus Cristo. Então é um cântico religioso ao mesmo tempo em que é para a paz no mundo".
História
A história da canção é controversa. O que se sabe é que, na vila de
Oberndorf, o
padre Joseph Mohr saiu atrás de seu amigo músico
Franz Xaver Gruber para que transformasse em
melodia um
poema
que ele havia escrito, a fim de que fosse tocada na missa de Natal que
aconteceria horas depois. Algumas fontes dizem que Mohr havia criado a
letra dois anos antes, em 1816; outras dizem que o padre escreveu-a no
caminho até Gruber, pois, em verdade, Mohr não estava atrás do músico,
mas atrás de um
instrumento para ser tocado na
Missa do Galo de
1818, já que o
órgão de sua
paróquia teria tido os
foles roídos por
ratos. Nessa versão, Mohr teria ficado deveras preocupado com a falta de um instrumento e teria inspirado a sua letra no humilde
Natal de Jesus em
Belém.
A
canção foi originalmente composta para
viola e
flauta. Um
arranjo
vocal por Mohr surgiu em 1820. Novos arranjos por Gruber vieram pouco
antes de sua morte (1863). Em 1845, o primeiro arranjo para
orquestra aparece, e em 1855, um novo arranjo para órgão aparece. Em 1900, a música já era mundialmente conhecida.
A igreja de São Nicolau já não existe. Foi demolida no começo do século
XX por sofrer com constantes alagamentos, estando perto do
rio Salzach.
Em seu lugar, foi construída, por volta de 1920-1930, num lugar 800
metros mais alto que o anterior, a Capela Memorial da Noite Silenciosa (
Stille-Nacht-Gedächtniskapelle),
que, apesar de acolher só 20 pessoas, recebe no fim do ano cerca de 7
mil peregrinos para a missa de Natal, e outros quase 2 mil turistas.
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