Mikhail Sergueievitch Gorbachev (
Stavropol,
2 de março de
1931) é um político e estadista
russo, mais conhecido por ter sido o último líder da
União Soviética, entre
1985 e
1991. Durante seu governo, as suas tentativas de reforma, tanto no campo político, representadas pelo projeto
Glasnost, como no campo económico, através da
perestroika, conduziram ao término da
Guerra Fria e, ainda que não tivessem esse objectivo, deram fim ao poderio do
Partido Comunista no país, levando à dissolução da União Soviética.
Entre as principais medidas tomadas por Gorbachev, estão a campanha contra o
alcoolismo, a
retirada das tropas soviéticas do Afeganistão, após quase uma década de guerra, a anulação da condição da
União Soviética como
Estado socialista e a conivência com as reformas políticas
neoliberais nos países do
Pacto de Varsóvia, a chamada
Doutrina Sinatra, que culminou com a
queda do muro de Berlim, em
1989.
(...)
Com a morte de
Konstantin Chernenko, Mikhail Gorbachev é eleito o novo líder da
União Soviética, a
11 de março de
1985.
No posto, inaugura diversas reformas e campanhas, que a longo prazo conduziriam o país a uma
economia de mercado, ao fim do monopólio do poder central do
PCUS e, posteriormente, à desintegração da
União Soviética.
Uma de suas primeiras atividades políticas foi a contraditória campanha contra o
alcoolismo, inaugurada em
1985, que levou a um aumento de 45% nos preços das bebidas alcoólicas, e consequentemente a uma redução na produção de álcool e vinhos e à escassez de açúcar nos mercados, por causa da produção clandestina de bebidas alcoólicas. Por outro lado, a sociedade teve um aumento na expetativa de vida e uma considerável redução no número de crimes cometido sob efeito do álcool.
Em
1986, Gorbachev teria de lidar com o
acidente nuclear de Chernobil, após a explosão do reator da central da cidade, localizada na
Ucrânia, que provocou uma onda de radiação por toda a Europa.
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