Nascido na
província de Ragusa, a sua família foi, em 1908, para
Messina, no dia seguinte ao grande
terremoto de 1908, cuja destruição e mortes lhe causaram uma permanente impressão. Foi em Messina que concluiu os estudos secundários e, já na
década de 1920, foi para
Roma iniciar o estudo do
grego e do
latim, dedicando-se aos clássicos, que mais tarde seriam a sua maior inspiração.
Em 1926, por motivos de trabalho, estabelece-se em
Reggio Calabria, onde retoma a atividade poética. Em 1929, vai a
Florença com a sua irmã, casada com
Elio Vittorini. Graças a estas relações, entra em contacto com
Eugenio Montale e com o ambiente da revista literária
Solaria. A partir de 1931, e durnte dez anos, foi funcionário do departamento de obras de vários municípios italianos.
Chega a
Milão em 1934, onde entra num rico ambiente cultural, estabelecendo relações de amizade com
pintores e
escritores. Dois anos depois, deixa sua profissão para se dedicar integralmente à
literatura e à
poesia.
A sua sepultura está localizada no
Cemitério Monumental de Milão.
NO SENTIMENTO DE MORTE
Cerúleas árvores
onde se escuta o som mais suave
e onde nasce o prazer com as chuvas novas.
Numa rama, dócil
a luz oscila
em bodas com o vento;
no sentimento de morte,
eis-me, assustado de amor.
in Poesias (1999) - Salvatore Quasimodo (tradução de Geraldo Holanda Cavalcanti)
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