Após uma
série de debates em 1858 que se repercutiu em todo o país, mostrando a sua oposição à escravidão, Lincoln perdeu uma disputa para o Senado para o seu arquirrival
Stephen A. Douglas. Lincoln, um moderado de um
swing state (estado decisivo), garantiu a nomeação para a candidatura presidencial de 1860 pelo
Partido Republicano. Com quase nenhum apoio do
Sul do País, ele percorreu o
Norte e foi
eleito presidente. A sua eleição fez com que sete estados esclavagistas do sul declarassem a saída da União e formassem os
Estados Confederados da América. A ruptura com os sulistas fez com que o partido de Lincoln obtivesse amplo controle do Congresso, mas nenhuma ação ou reconciliação foi feita. No seu segundo discurso de posse, ele explicou que "ambas as partes depreciaram a guerra, mas um deles faria guerra ao invés de permitir a sobrevivência da Nação, e o outro aceitaria a guerra ao invés de deixar esta perecer, e veio a guerra."
Quando o Norte com entusiasmo optou pela União nacional, após o ataque confederado ao
Forte Sumter, em 12 de abril de 1861, Lincoln concentrou os esforços militares e políticos na guerra. O seu objetivo nesse momento era unir a nação. Como o Sul estava em rebelião, Lincoln exerceu a sua autoridade para suspender os
habeas corpus, prender e deter temporariamente milhares de separatistas suspeitos sem julgamento. Lincoln evitou o reconhecimento do Reino Unido para com os Confederados, tendo habilmente lidado com o conflito diplomático do incidente
Trent Affair, no final de 1861. Os seus esforços para a abolição da escravatura incluiu a assinatura da lei de
Proclamação de Emancipação em 1863, encorajando os estados esclavagistas de fronteira (
border states) a tornarem a escravidão ilegal, e dando impulso ao Congresso para a aprovação da
Décima Terceira Emenda à Constituição dos Estados Unidos, que finalmente pôs fim a escravatura em dezembro de 1865. Lincoln supervisionou ostensivamente os esforços de guerra, especialmente na escolha de generais importantes, incluindo o comandante geral
Ulysses S. Grant. Lincoln reuniu os líderes das maiores facções do seu partido no seu governo e pressionou-os a cooperarem. Sob a liderança de Lincoln, a União criou um bloqueio naval que fechou o comércio normal com o Sul, assumiu o controle dos
border states no início da guerra, ganhou o controle das comunicações com
canhoneiras nos sistemas fluviais do Sul, e tentou repetidamente capturar a capital confederada de
Richmond (
Virgínia). Cada general que não obteve sucesso, Lincoln substituiu-o até que, finalmente, Grant obteve êxito em 1865.
Um político excepcionalmente astuto e profundamente envolvido com questões de poder em cada estado, Lincoln apoiou os
War Democrats e conseguiu a sua
reeleição em 1864. Como líder de um facção moderada do Partido Republicano, Lincoln notou que as suas políticas e personalidade haviam "explodido para todos os lados": os "Republicanos Radicais" exigiam um severo tratamento com o Sul, os
War Democrats desejavam um maior comprometimento (os "Copperheads", democratas pacifistas, desprezavam os membros do seu partido que defendiam o conflito), e os secessionistas irreconciliáveis tramavam o seu assasinato. Politicamente, Lincoln reagiu, colocando os seus oponentes uns contra os outros, e apelando ao povo americano, com o seu poder de oratória. O seu
Discurso de Gettysburg, de 1863, tornou-se um dos discursos mais citados na história desta Nação, e foi um ícone de demonstração dos princípios de
nacionalismo,
republicanismo,
igualdade,
liberdade e
democracia. No fim da guerra, Lincoln teve uma visão moderada sobre a
reconstrução, buscando reunir a nação rapidamente através de uma política de reconciliação generosa em face da persistente e amarga divisão. Seis dias depois de o general
Robert E. Lee das forças confederadas se render, Lincoln
foi assassinado pelo ator e simpatizante confederado
John Wilkes Booth, sendo o primeiro presidente dos Estados Unidos a ser assassinado e fazendo o país entrar em luto. Lincoln tem sido consistentemente considerado por estudiosos e pelo povo como um dos três maiores presidentes dos Estados Unidos (em conjunto com
George Washington e
Franklin D. Roosevelt na opinião de estudiosos, e
Ronald Reagan e
Bill Clinton pela avaliação popular).
Assassinato
John Wilkes Booth, um
ator e notório
espião confederado de
Maryland, formulara originalmente um plano de
sequestrar Lincoln, para ser trocado por prisioneiros confederados. Após presenciar um discurso a
11 de abril de 1865, no qual Lincoln promovia o
direito de voto aos
negros, John Wilkes, enfurecidamente mudou de ideia, determinado a assassinar o presidente. A
14 de abril de
1865, ao ficar sabendo que o presidente, a
primeira-dama e o comandante geral
Ulysses S. Grant assistiriam a uma peça no
Teatro Ford, ele deu continuidade aos seus planos, combinando com cúmplices o assassinato simultâneo do
vice-presidente Andrew Johnson e do
secretário de Estado William Henry Seward. Sem o seu
guarda-costas principal, Ward Hill Lamon, Lincoln deixou a
Casa Branca para assistir à encenação da peça
Our American Cousin no Teatro Ford, acompanhado no seu
camarote pelo
major Henry Rathbone e a sua noiva, Clara Harris. Grant, juntamente com sua esposa, escolheu viajar à última da hora para a Filadélfia, em vez de assistir à peça.
O guarda-costas presidencial John Parker saiu do Teatro Ford durante o intervalo para, juntamente com o cocheiro, tomar uma bebida num bar próximo. O presidente, desprotegido, estava no seu camarote quando John Wilkes viu a oportunidade e por volta das 22.13 horas, tendo como vista a parte de trás da cabeça de Lincoln, disparou-lhe um tiro que o feriu mortalmente. O major Henry Rathbone momentaneamente lutou com John Wilkes, mas foi esfaqueado e o criminoso fugiu.
Após dez dias de procura, John Wilkes foi localizado em uma fazenda na Virgínia, a aproximadamente 110 quilómetros (70 milhas) a sul de Washington DC; tentando resistir à captura, o criminoso terminou morto pelo sargento Boston Corbett, em 26 de abril.
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