- Danças De Portugal
- Jardins Suspensos (1937)
- Segredo (1939)
- A Poesia Na Dança E Nos Cantares Do Povo Português (1941)
- Pecado (1943)
- Príncipe Perfeito (1944)
- Bodas Vermelhas (1947)
- Miserere (1948)
- Os Amigos Infelizes (1952)
- Grande, Grande Era A Cidade (1955)
- Poemas Escolhidos (1957)
- Ecce Homo (1974)
- Poesias Escolhidas (1987)
- E ninguém me conhecia, Lisboa, Campo da Comunicação, 2004 (seleção de poemas por Manuel Alegre e Paulo Sucena)
- Poesias Escolhidas, Lisboa, Asa, 2004 (seleção e prefácio de Vasco da Graça Moura)
- Eu, Poeta e tu, cidade, Quasi Edições, 2007
Embora vivendo num regime que dizia que não havia homossexuais, várias fontes identificam Homem de Melo como homossexual assumido. Ainda assim, Pedro Homem de Melo casou com Maria Helena de Sá Passos Rangel Pamplona, filha de José César de Araújo Rangel (24 de janeiro de 1871 - 1 de junho de 1942) e de sua mulher Alda Luísa de Sá Passos (Lisboa, 6 de novembro de 1887 - 25 de junho de 1935), e teve dois filhos: Maria Benedita Pamplona Homem de Melo (3 de fevereiro de 1934), que faleceu ainda criança, e Salvador José Pamplona Homem de Melo (Porto, Cedofeita, 30 de julho de 1936), já falecido, que casou a 6 de setembro de 1969 com Maria Helena Moreira Teles da Silva (10 de janeiro de 1944), neta paterna da 12.ª Condessa de Tarouca, de quem teve uma filha, Mariana Teles da Silva Homem de Melo (Porto, 3 de novembro de 1974), e depois com Maria José de Barros Teixeira Coelho (Braga, São José de São Lázaro, 9 de janeiro de 1943), de quem teve uma filha, Rita Teixeira Coelho Homem de Melo (Porto, Santo Ildefonso, 10 de julho de 1983). Foi tio-avô de Cristina Homem de Melo.
Canção à Ausente
Para te amar ensaiei os meus lábios...
Deixei de pronunciar palavras duras.
Para te amar ensaiei os meus lábios!
Para tocar-te ensaiei os meus dedos...
Banhei-os na água límpida das fontes.
Para tocar-te ensaiei os meus dedos!
Para te ouvir ensaiei meus ouvidos!
Pus-me a escutar as vozes do silêncio...
Para te ouvir ensaiei meus ouvidos!
E a vida foi passando, foi passando...
E, à força de esperar a tua vinda,
De cada braço fiz mudo cipreste.
A vida foi passando, foi passando...
E nunca mais vieste!
in Segredo (1939) - Pedro Homem de Mello


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