Filha de um bem sucedido advogado, Lee Eastman, e de Louise Linder (dona da fortuna das lojas
Linder), Linda cresceu na cidade de Scarsdale (estado de Nova Iorque) e se tornou uma das melhores fotógrafas do mundo. Se formou em Artes na
Universidade do Arizona, e foi durante estes anos que se apaixonou por fotografia. Mas, foi só depois que ela retornou a
Nova Iorque que começou a demonstrar o seu talento com as máquinas fotográficas.
Começou sua carreira de fotógrafa na editora
Town and Country magazine, e foi quando fotografava a banda
The Rolling Stones num
iate que percebeu que este segmento de seu trabalho estaria em grande demanda. Imortalizou-se fotografando ícones do rock como
The Who,
Jimi Hendrix,
The Doors,
Traffic,
Simon and Garfunkel,
Bob Dylan,
Otis Redding e, subsequentemente,
The Beatles, quando então acabou conhecendo seu futuro marido, Paul.
O sucesso de Linda na música foi - no conjunto total de seu trabalho - por conta de seu marido, o ex-Beatle
Paul McCartney. Linda nunca foi uma intérprete, ou compositora, antes de conhecer Paul, mas mesmo assim ela cativou o público mundialmente também com sua constante presença no teclado durante as apresentações ao vivo e com seus doces acompanhamentos vocais junto a Paul. Nota-se em particular, canções de grande sucesso como "Another Day", em que Paul toca todos os instrumentos e Linda preenche a melodia suavemente junto ao marido com vocais de fundo. Este preenchimento vocal ("
duuuhs") é quase que uma marca registada de Paul, que se destacou mais ainda durante os anos que lançava seus discos da carreira solo, ou com o grupo
Wings em que, talvez por falta de seus originais ex-parceiros de rock ou por uma grande conveniência, usava constantemente sua esposa nas gravações. A combinação nova funcionou e juntos se tornaram os músicos pop mais ricos da história da música.
- "My Love",
- "Let' em in",
- "Silly Love Songs",
- "With a Little Luck",
- "London Town",
- "Band on the Run",
- "Tug of War",
- "Pipes of Peace",
- "Give my Regards to Broadstreet", etc.
O sucesso junto ao marido lhe abriu as portas e Linda gravou o seu próprio projeto, que inclui uma faixa que ela compôs e canta a voz principal. A canção principal de sua autoria, "Seaside Woman" (1977) foi remisturada para um filme curto homónimo, premiado no
Festival de Cannes em 1980. A única coletânea de suas canções, com lançamento póstumo, chama-se
Wide Prairie (1998), com canções interpretadas por vários artistas. Outras canções que ela canta
a solo principal incluem:
- "The White Coated Man"
- "New Orleans"
- "B Side to Seaside"
e, em "I Am Your Singer", do álbum Wild Life (1972), Linda canta os vocais com Paul revezando com ele os versos solo.
Linda se manifestava frequentemente contra o abuso aos animais, e era uma
ambientalista, trabalhando com organizações como a
PETA,
Lynx e
Friends of the Earth. Com esta atitude em mente ela comercializou vários pratos vegetarianos pré-preparados para o seu segmento no mercado com sua própria marca registrada e ficou milionária por conta própria, mesmo se não estivesse casada com o magnata do rock. Linda também publicou um livro de receitas vegetarianas que é bem popular com sua geração de fãs, comercializado nos anos da
década de 1990 ("
Linda McCartney’s Home Cooking" em português, "Comida Caseira da Linda McCartney").
Paul adoptou legalmente, de um casamento prévio de Linda, a filha (Heather McCartney - agora, com o sobrenome de casada Potter; nasceu em 1963) e, juntos Linda e Paul tiveram: Mary (fotógrafa; nasceu em 1969);
Stella McCartney (destacada
designer de roupas; nasceu em 1971); e James Louis (músico; nasceu em 1977).
Linda faleceu de cancro em
Tucson,
Arizona, e foi cremada na Inglaterra. Paul tem agora vários netos.
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