Após 25 anos do massacre foi realizada nos
Estados Unidos
uma solenidade em homenagem aos mortos. Estavam presentes dois filhos
de Jim Jones no cemitério onde foram enterradas 400 pessoas.
O Templo do Povo
James Warren Jones nasceu em 13 de maio de 1931 em Ubduaba (Neui-Oeste),
filho de um membro Ku Klux Klan. Na idade adulta ficou conhecido por
suas ideias de direita, mas declarava-se "socialista" liberal e
afirmava ser a reencarnação de Jesus Cristo e Lenine.
Em 1965, criou o Templo do Povo na localidade californiana de Ukiah.
Pouco depois, a imprensa denunciou as mortes de sete pessoas que
quiseram abandonar sua "igreja" e acusações de sequestro, espancamentos e
abusos sexuais.
Fugindo do caso ele mudou-se para São Francisco, onde fez amizade com a
militante esquerdista Angela Davis e personalidades do mundo político.
Posteriormente, Jim Jones decidiu fundar a sua utopia multirracial
agrícola em Jonestown, na Guiana. Com a aprovação do então presidente da
Guiana, Forbes Burham, líder histórico do único país de fala inglesa da
América do Sul, o reverendo Jones criou sua própria sociedade
auto-suficiente na selva da Guiana.
A história do massacre
A história do Templo do Povo acabou tragicamente no dia 18 de novembro
de 1978, quando 913 pessoas, entre elas mais de 270 crianças, segundo
estimativas oficiais, foram obrigadas a beber cianeto ou foram
executadas, em um dos mais terríveis casos de suicídio-assassinato
coletivo da história recente. O chamado "Dia do Julgamento Final"
começou quando colaboradores de Jones mataram a tiros o congressista
americano Leo Ryan, três jornalistas e um desertor.
Ryan e seus acompanhantes tinham chegado a Jonestown para comprovar
denúncias de que vários membros da colónia, na sua maioria negros
americanos, estavam proibidos de deixá-la. A senadora Jackie Speier, estava na Guiana quando ocorreu o
massacre. Ela, que era assessora judicial de Ryan e só se salvou por
milagre, conta que eles foram recebidos a tiros e que Ryan e seus
acompanhantes morreram ainda no aeroporto. Speier se jogou na pista e
assim permaneceu por 22 horas, sangrando e coberta de formigas,
convencida de que havia morrido. Ele é uma das únicas sobreviventes do
massacre que se seguiu.
Depois destes assassinatos, os seguidores de Jones se dirigiram para a
área do Templo do Povo. Lá, o suicídio-assassinato acontecia na utópica
colónia de Jones na selva. Alguns seguidores do reverendo que se
recusaram a beber a poção mortal de cianeto foram executados com um
tiro ou com injeções letais.
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