Seu trabalho foi traduzido e publicado extensamente no
Estados Unidos e
Europa. Borges era fluente em várias línguas. Morreu em
Genebra, na Suíça, em 1986.
Sua obra abrange o "caos que governa o mundo e o carácter de irrealidade em toda a literatura". Seus livros mais famosos,
Ficciones (1944) e
O Aleph (1949), são colectâneas de histórias curtas interligadas por temas comuns:
sonhos,
labirintos,
bibliotecas,
escritores fictícios e
livros fictícios,
religião,
Deus. Seus trabalhos têm contribuído significativamente para o género da
literatura fantástica. Estudiosos notaram que a progressiva
cegueira de Borges ajudou-o a criar novos símbolos literários através da imaginação, já que "os poetas, como os cegos, podem ver no escuro". Os poemas de seu último período dialogam com vultos culturais como
Spinoza,
Luís de Camões e
Virgílio.
A LUIS DE CAMÕENS
Sin lástima y sin ira el tiempo mella
las heroicas espadas. Pobre y triste
a tu patria nostálgica volviste,
oh capitán, para morir en ella
y con ella. En el mágico desierto
la flor de Portugal se había perdido
y el áspero español, antes vencido,
amenazaba su costado abierto.
Quiero saber si aquende la ribera
última comprendiste humildemente
que todo lo perdido, el Occidente
y el Oriente, el acero y la bandera,
perduraría (ajeno a toda humana
mutación) en tu Eneida lusitana.
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