sábado, agosto 24, 2024

Saudades da poesia de Luís Amaro...

 

(imagem daqui)

 

Bairro


Em teu corpo enfim repousarei
Das pedras ásperas
Que mal sei pisar?

Das guerras, dos cilícios,
Dos ecos a doerem nos ouvidos
Como pedradas.
E dos tédios que sangram?

Ah, finalmente
Ao desfolhar teu corpo desfolhado
— Mas inda fresco e belo —
A vida será minha?

 

Luís Amaro

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