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quarta-feira, abril 24, 2024

A coisas estranhas que a Evolução faz...

Os nossos ombros evoluíram do maxilar de peixes que reinavam nas águas da pré-história

 

 

Placodermo

 

Das mandíbulas de um peixe com 407 milhões de anos, investigadores descobriram informações críticas sobre a evolução da cintura escapular, composta pelas sete peças ósseas a que chamamos ombros.

Um estudo inovador publicado na revista científica Nature forneceu novas perspetivas sobre as origens evolutivas do ombro humano.

A estrutura anatómica, fundamental para o movimento dos braços, tem sido um ponto de intenso debate entre os biólogos evolucionistas devido à sua evolução complexa - de criaturas aquáticas para seres terrestres.

Durante anos, a hipótese dos “arcos branquiais” sugeriu que os ombros dos animais terrestres evoluíram das estruturas que suportam as brânquias dos peixes. Esta teoria, embora antiga, enfrentou escrutínio pela falta de evidência fóssil.

Uma alternativa, a hipótese “fin-fold”, postulou que as barbatanas pareadas e ombros evoluíram a partir de linhas musculares ao longo dos lados dos peixes, denota o Earth. No entanto, não explicava totalmente a evolução da cintura escapular.

Um esforço colaborativo entre a Faculdade Imperial de Londres e o Museu de História Natural lançou alguma luz sobre este enigma evolutivo.

Ao examinar os fósseis de um peixe placodermo com 407 milhões de anos chamado Kolymaspis sibirica, os investigadores descobriram informações críticas sobre a evolução da cintura escapular.

 

 

Predominantes nos oceanos do Paleozoico, há cerca de 420 a 360 milhões de anos, especialmente no período Devónico, os placodermos caracterizavam-se principalmente pela presença de partes do corpo fortemente blindadas, sendo alguns dos primeiros vertebrados a desenvolver mandíbulas verdadeiras.  A sua extinção misteriosa no final do período Devónico deixou muitas questões sem resposta.

O seu estudo tem-se mostrado essencial para compreender a evolução dos vertebrados, especialmente o desenvolvimento de características anatómicas fundamentais, como as mandíbulas e os dentes e agora… os ombros.

 

As origens do nosso ombro

O estudo encontrou semelhanças entre a articulação cabeça-ombro do placodermo e os arcos branquiais de peixes ancestrais sem mandíbula, sugerindo que os arcos branquiais foram um componente fundamental no desenvolvimento do ombro. Curiosamente, a pesquisa propõe que um sexto arco branquial, agora extinto, serviu como um elemento crucial na demarcação da cabeça do corpo, levando à formação dos ombros.

Mesmo com a transformação dos ossos, os músculos podem manter as suas funções, segundo o estudo, que também sugere uma potencial convergência das hipóteses dos arcos branquiais e “fin-fold”.

O estudo sublinha a importância da pesquisa interdisciplinar em biologia evolutiva. Integrando registos fósseis com biologia do desenvolvimento e anatomia comparativa, os cientistas estão a montar as origens da nossa estrutura do ombro.

 

in ZAP

sexta-feira, abril 12, 2024

Novidade sobre o ancestral de todos os tetrápodes...

O mítico Tiktaalik revelou mais um segredo: em terra, as costelas são essenciais

 

 

Tiktaalik rosae, o mítico peixe de quatro patas que um dia, há 375 milhões de anos, decidiu dar um um passeio em terra

 

A análise do fóssil do famoso Tiktaalik, encontrado há 20 anos, revelou novos pormenores que podem explicar como os vertebrados evoluíram para andar em terra, há cerca de 400 milhões de anos.

O mítico Tiktaalik roseae, o peixe de quatro patas que deu o primeiro passo em direção a terra, foi descoberto há 20 anos, no Canadá.

Popularizado na Internet graças aos memes do peixe que chega a terra e volta para trás, o  Tiktaalik é um “fishapod” — um elo perdido entre os peixes e os primeiros tetrápodes de quatro patas que andaram na Terra.

Os cientistas acreditam que todos os animais terrestres com espinha dorsal, desde os dinossauros, sapos e aves até aos seres humanos, bem como os que evoluíram para se tornarem novamente habitantes da água, como as baleias, remontam a peixes pioneiros como o Tiktaalik.

Uma nova análise da estrutura do esqueleto do Tiktaalik, publicada a semana passada na Proceedings of the National Academy of Sciences, revelou agora novos pormenores que podem explicar como os vertebrados evoluíram para andar em terra, há cerca de 400 milhões de anos.

“O Tiktaalik foi descoberto em 2004, mas partes importantes do seu esqueleto eram desconhecidas”, afirma Tom Stewart,  investigador da Universidade Estatal da Pensilvânia e primeiro autor do artigo, citado pela Cosmos.

“Novos exames de micro-CT de alta resolução mostram-nos as vértebras e as costelas do Tiktaalik e permitem-nos fazer uma reconstrução completa do seu esqueleto, o que é vital para compreender como se deslocava pelo mundo“, diz Stewart.

A reconstrução mostra que as costelas do Tiktaalik estavam provavelmente ligadas à sua pélvis. Esta configuração, consideram os autores do estudo, ajudou o peixe a suportar o seu corpo em terra, o que teria sido crucial para a eventual evolução da marcha.

 

Esqueleto do Tiktaalik

 

A maioria dos peixes tem vértebras e costelas com o mesmo comprimento ao longo da coluna vertebral. Mas os vertebrados com membros têm costelas de tamanhos muito diferentes.

Este facto permitiu funções especializadas em diferentes partes do tronco, incluindo uma ligação mecânica entre as costelas e a pélvis e os membros posteriores que suportam o corpo.

As barbatanas pélvicas dos peixes estão evolutivamente relacionadas com os membros posteriores dos tetrápodes. Os autores do estudo descobriram que a marcha se desenvolveu com a ajuda de uma pélvis maior, que fazia parte da coluna vertebral, para apoiar o corpo das novas forças resultantes da marcha em terra.

“O Tiktaalik é notável porque nos dá um vislumbre desta grande transição evolutiva”, explica Stewart. “Em todo o seu esqueleto, vemos uma combinação de traços típicos dos peixes e da vida na água, bem como traços que são vistos em animais terrestres”.

“A partir de estudos anteriores, sabíamos que a pélvis era grande e tínhamos a sensação de que as barbatanas posteriores também eram grandes, mas até agora não podíamos dizer se ou como a pélvis interagia com o esqueleto axial”, acrescenta Stewart.

“Esta reconstrução mostra, pela primeira vez, como tudo se encaixa - e dá-nos pistas sobre como o andar pode ter evoluído”, conclui o investigador.

Andamos então cá todos graças ao Tiktaalik - que, ao contrário do seu primo que espreitou terra firme e decidiu mesmo voltar para trás, se atreveu a dar os primeiros passos fora de água. Graças às suas boas costelas.

 

 

in ZAP

sábado, fevereiro 17, 2024

Publicidade enganosa (ainda há peixes que respiram ar...)

Há 380 milhões de anos, um peixe australiano respirava ar

  

Harajicadectes zhumini

 

Os restos fósseis de uma nova espécie de peixe com grandes aberturas na parte superior do crânio, descobertos na Austrália, revelaram que o animal era capaz de respirar ar à superfície.

O rio Finke, considerado uma das bacias hidrográficas mais antigas do mundo, já foi a casa de espécies muito estranhadas.

Nelas inclui-se este peixe predador com barbatanas divididas em lóbulos, enormes presas e escamas ósseas.

O animal, que viveu há 380 milhões de anos, foi denominado Harajicadectes zhumini por uma equipa internacional de cientistas liderada pelo paleontólogo da Universidade Flinders, Brian Choo.

Segundo o Europa Press, o fóssil pertence à antiga linhagem dos tetrapodomorfos, que se tornaram ancestrais dos tetrápodes com membros e, mais tarde, dos humanos.

O Harajicadectes distingue-se pelas suas grandes aberturas no topo do crânio que lhe permitiam respirar ar à superfície.

“Acredita-se que essas estruturas espiraculares facilitavam a respiração do ar à superfície”, salientou o investigador Brian Choo, destacando que o animal cresceu até atingir 40 centímetros de comprimento.

John Long, professor da Flinders e especialista em peixes fósseis, referiu que o surgimento sincronizado desta adaptação à respiração aérea pode ter coincidido com um período de declínio do oxigénio atmosférico durante o período Devónico.

“A capacidade de complementar a respiração branquial com oxigénio transportado pelo ar proporcionou uma vantagem adaptativa”, sublinha o investigador.

Entre 1973 e 1991, foram encontrados vários fragmentos de ossos da espécie, mas nada e relevante que ajudasse a descrever o animal.

No entanto, desta vez, foi descoberto o crânio completo e grande parte das áreas adjacentes ao pescoço intactas no norte da Austrália, no Harajica Sandstone Member.

O artigo científico com as descobertas foi publicado no Journal of Vertebrate Paleontology.

 

 

in ZAP

 

sábado, dezembro 23, 2023

O Celacanto desextinguiu-se e passou a ser um fóssil vivo há 85 anos...!

 
Os celacantos são uma classe de peixes sarcopterígios aparentados com os peixes dipnóicos e com várias espécies extintas no período Devónico, como os Osteolepiformes, Porolepiformes, Rhizodontiformes e Panderichthys.

Acreditava-se que os celacantos se teriam extinguido no Cretácico Superior, porém, foram redescobertos em 1938 no litoral da África do Sul. Latimeria chalumnae e Latimeria menadoensis são as duas únicas espécies vivas do celacanto, encontradas ao longo da costa do Oceano Índico. Foi apelidado de "fóssil vivo", porque os fósseis destas espécies haviam sido encontrados muito antes da descoberta de um espécime vivo. Acredita-se que o celacanto tenha evoluído para o seu estado atual há aproximadamente 400 milhões de anos.

A sua característica mais importante é a presença de barbatanas pares (peitorais e pélvicas) cujas bases são pedúnculos musculados que se assemelham aos membros dos vertebrados terrestres e se movem da mesma maneira. São os únicos representantes vivos da ordem Coelacanthiformes.

Quando o primeiro espécime vivo foi encontrado, em 23 de dezembro de 1938, já se conheciam cerca de 120 espécies de celacantiformes (Coelacanthiformes) que eram considerados fósseis indicadores, ou seja, indicando a idade da rocha onde tinham sido encontrados. Todos esses peixes encontravam-se extintos desde o período Cretáceo.

São conhecidas populações destes peixes na costa oriental da África do Sul, ilhas Comores (no Canal de Moçambique, também no Oceano Índico ocidental) e na Indonésia e decorre um programa de investigação internacional com o objetivo de aumentar o conhecimento sobre os celacantos, o South African Coelacanth Conservation and Genome Resource Programme (Programa Sul-Africano para a Conservação e Conhecimento do Genoma do Celacanto).

Antes da descoberta de um exemplar vivo, acreditava-se que o celacanto era um parente próximo do primeiro vertebrado a sair das águas, dando origem a um novo grupo de vertebrados conhecidos como tetrápodes, que inclui os humanos.

Novas descobertas apontam que o genoma do Celacanto possui informações que podem ajudar a entender melhor a evolução dos tetrápodes.
 
 
 
  
On December 23, 1938, Hendrik Goosen, the captain of the trawler Nerine, returned to the harbour at East London, South Africa, after a trawl between the Chalumna and Ncera Rivers. As he frequently did, he telephoned his friend, Marjorie Courtenay-Latimer, curator at East London's small museum, to see if she wanted to look over the contents of the catch for anything interesting, and told her of the strange fish he has set aside for her.

Correspondence in the archives of the South African Institute for Aquatic Biodiversity (SAIAB, formerly the JLB Smith Institute of Ichthyology) show that Goosen went to great lengths to avoid any damage to this fish and ordered his crew to set it aside for the East London Museum. Goosen later told how the fish was steely blue when first seen, but by the time the 'Nerine' entered East London harbour many hours later, the fish had become dark grey.

Failing to find a description of the creature in any of her books, she attempted to contact her friend, Professor James Leonard Brierley Smith, but he was away for Christmas. Unable to preserve the fish, she reluctantly sent it to a taxidermist. When Smith returned, he immediately recognized it as a type of coelacanth, a group of fish previously known only from fossils. Smith named the new coelacanth Latimeria chalumnae in honor of Marjorie Courtenay-Latimer and the waters in which it was found. The two discoverers received immediate recognition, and the fish became known as a "living fossil". The 1938 coelacanth is still on display in the East London, South Africa, museum.

   

sexta-feira, dezembro 23, 2022

O Celacanto passou a ser um fóssil vivo há 84 anos

 
Os celacantos são uma classe de peixes sarcopterígios aparentados com os peixes dipnóicos e com várias espécies extintas no período Devónico, como os Osteolepiformes, Porolepiformes, Rhizodontiformes e Panderichthys.

Acreditava-se que os celacantos se teriam extinguido no Cretácico Superior, porém, foram redescobertos em 1938 no litoral da África do Sul. Latimeria chalumnae e Latimeria menadoensis são as duas únicas espécies vivas do celacanto, encontradas ao longo da costa do Oceano Índico. Foi apelidado de "fóssil vivo", porque os fósseis destas espécies haviam sido encontrados muito antes da descoberta de um espécime vivo. Acredita-se que o celacanto tenha evoluído para o seu estado atual há aproximadamente 400 milhões de anos.

A sua característica mais importante é a presença de barbatanas pares (peitorais e pélvicas) cujas bases são pedúnculos musculados que se assemelham aos membros dos vertebrados terrestres e se movem da mesma maneira. São os únicos representantes vivos da ordem Coelacanthiformes.

Quando o primeiro espécime vivo foi encontrado, em 23 de dezembro de 1938, já se conheciam cerca de 120 espécies de celacantiformes (Coelacanthiformes) que eram considerados fósseis indicadores, ou seja, indicando a idade da rocha onde tinham sido encontrados. Todos esses peixes encontravam-se extintos desde o período Cretáceo.

São conhecidas populações destes peixes na costa oriental da África do Sul, ilhas Comores (no Canal de Moçambique, também no Oceano Índico ocidental) e na Indonésia e decorre um programa de investigação internacional com o objectivo de aumentar o conhecimento sobre os celacantos, o South African Coelacanth Conservation and Genome Resource Programme (Programa Sul-Africano para a Conservação e Conhecimento do Genoma do Celacanto).

Antes da descoberta de um exemplar vivo, acreditava-se que o celacanto era um parente próximo do primeiro vertebrado a sair das águas, dando origem a um novo grupo de vertebrados conhecidos como tetrápodes, que inclui os humanos.

Novas descobertas apontam que o genoma do Celacanto possui informações que podem ajudar a entender melhor a evolução dos tetrápodes.
 
 
 
  
On December 23, 1938, Hendrik Goosen, the captain of the trawler Nerine, returned to the harbour at East London, South Africa, after a trawl between the Chalumna and Ncera Rivers. As he frequently did, he telephoned his friend, Marjorie Courtenay-Latimer, curator at East London's small museum, to see if she wanted to look over the contents of the catch for anything interesting, and told her of the strange fish he has set aside for her.

Correspondence in the archives of the South African Institute for Aquatic Biodiversity (SAIAB, formerly the JLB Smith Institute of Ichthyology) show that Goosen went to great lengths to avoid any damage to this fish and ordered his crew to set it aside for the East London Museum. Goosen later told how the fish was steely blue when first seen, but by the time the 'Nerine' entered East London harbour many hours later, the fish had become dark grey.

Failing to find a description of the creature in any of her books, she attempted to contact her friend, Professor James Leonard Brierley Smith, but he was away for Christmas. Unable to preserve the fish, she reluctantly sent it to a taxidermist. When Smith returned, he immediately recognized it as a type of coelacanth, a group of fish previously known only from fossils. Smith named the new coelacanth Latimeria chalumnae in honor of Marjorie Courtenay-Latimer and the waters in which it was found. The two discoverers received immediate recognition, and the fish became known as a "living fossil". The 1938 coelacanth is still on display in the East London, South Africa, museum.

   

quinta-feira, dezembro 23, 2021

O Celacanto foi (re)descoberto há 83 anos

 
Os celacantos são uma classe de peixes sarcopterígios aparentados com os peixes dipnóicos e com várias espécies extintas no período Devónico, como os Osteolepiformes, Porolepiformes, Rhizodontiformes e Panderichthys.

Acreditava-se que os celacantos se teriam extinguido no Cretácico Superior, porém, foram redescobertos em 1938 no litoral da África do Sul. Latimeria chalumnae e Latimeria menadoensis são as duas únicas espécies vivas do celacanto, encontradas ao longo da costa do Oceano Índico. Foi apelidado de "fóssil vivo", porque os fósseis destas espécies haviam sido encontrados muito antes da descoberta de um espécime vivo. Acredita-se que o celacanto tenha evoluído para o seu estado atual há aproximadamente 400 milhões de anos.

A sua característica mais importante é a presença de barbatanas pares (peitorais e pélvicas) cujas bases são pedúnculos musculados que se assemelham aos membros dos vertebrados terrestres e se movem da mesma maneira. São os únicos representantes vivos da ordem Coelacanthiformes.

Quando o primeiro espécime vivo foi encontrado, em 23 de dezembro de 1938, já se conheciam cerca de 120 espécies de celacantiformes (Coelacanthiformes) que eram considerados fósseis indicadores, ou seja, indicando a idade da rocha onde tinham sido encontrados. Todos esses peixes encontravam-se extintos desde o período Cretáceo.

São conhecidas populações destes peixes na costa oriental da África do Sul, ilhas Comores (no Canal de Moçambique, também no Oceano Índico ocidental) e na Indonésia e decorre um programa de investigação internacional com o objectivo de aumentar o conhecimento sobre os celacantos, o South African Coelacanth Conservation and Genome Resource Programme (Programa Sul-Africano para a Conservação e Conhecimento do Genoma do Celacanto).

Antes da descoberta de um exemplar vivo, acreditava-se que o celacanto era um parente próximo do primeiro vertebrado a sair das águas, dando origem a um novo grupo de vertebrados conhecidos como tetrápodes, que inclui os humanos.

Novas descobertas apontam que o genoma do Celacanto possui informações que podem ajudar a entender melhor a evolução dos tetrápodes.
 
 
 
  
On December 23, 1938, Hendrik Goosen, the captain of the trawler Nerine, returned to the harbour at East London, South Africa, after a trawl between the Chalumna and Ncera Rivers. As he frequently did, he telephoned his friend, Marjorie Courtenay-Latimer, curator at East London's small museum, to see if she wanted to look over the contents of the catch for anything interesting, and told her of the strange fish he has set aside for her.

Correspondence in the archives of the South African Institute for Aquatic Biodiversity (SAIAB, formerly the JLB Smith Institute of Ichthyology) show that Goosen went to great lengths to avoid any damage to this fish and ordered his crew to set it aside for the East London Museum. Goosen later told how the fish was steely blue when first seen, but by the time the 'Nerine' entered East London harbour many hours later, the fish had become dark grey.

Failing to find a description of the creature in any of her books, she attempted to contact her friend, Professor James Leonard Brierley Smith, but he was away for Christmas. Unable to preserve the fish, she reluctantly sent it to a taxidermist. When Smith returned, he immediately recognized it as a type of coelacanth, a group of fish previously known only from fossils. Smith named the new coelacanth Latimeria chalumnae in honor of Marjorie Courtenay-Latimer and the waters in which it was found. The two discoverers received immediate recognition, and the fish became known as a "living fossil". The 1938 coelacanth is still on display in the East London, South Africa, museum.

   

quarta-feira, dezembro 23, 2020

O Celacanto foi (re)descoberto há 82 anos

 
Os celacantos são uma classe de peixes sarcopterígios aparentados com os peixes dipnóicos e com várias espécies extintas no período Devónico, como os Osteolepiformes, Porolepiformes, Rhizodontiformes e Panderichthys.

Acreditava-se que os celacantos se teriam extinguido no Cretácico Superior, porém, foram redescobertos em 1938 no litoral da África do Sul. Latimeria chalumnae e Latimeria menadoensis são as duas únicas espécies vivas do celacanto, encontradas ao longo da costa do Oceano Índico. Foi apelidado de "fóssil vivo", porque os fósseis destas espécies haviam sido encontrados muito antes da descoberta de um espécime vivo. Acredita-se que o celacanto tenha evoluído para o seu estado atual há aproximadamente 400 milhões de anos.

A sua característica mais importante é a presença de barbatanas pares (peitorais e pélvicas) cujas bases são pedúnculos musculados que se assemelham aos membros dos vertebrados terrestres e se movem da mesma maneira. São os únicos representantes vivos da ordem Coelacanthiformes.

Quando o primeiro espécime vivo foi encontrado, em 23 de dezembro de 1938, já se conheciam cerca de 120 espécies de celacantiformes (Coelacanthiformes) que eram considerados fósseis indicadores, ou seja, indicando a idade da rocha onde tinham sido encontrados. Todos esses peixes encontravam-se extintos desde o período Cretáceo.

São conhecidas populações destes peixes na costa oriental da África do Sul, ilhas Comores (no Canal de Moçambique, também no Oceano Índico ocidental) e na Indonésia e decorre um programa de investigação internacional com o objectivo de aumentar o conhecimento sobre os celacantos, o South African Coelacanth Conservation and Genome Resource Programme (Programa Sul-Africano para a Conservação e Conhecimento do Genoma do Celacanto).

Antes da descoberta de um exemplar vivo, acreditava-se que o celacanto era um parente próximo do primeiro vertebrado a sair das águas, dando origem a um novo grupo de vertebrados conhecidos como tetrápodes, que inclui os humanos.

Novas descobertas apontam que o genoma do Celacanto possui informações que podem ajudar a entender melhor a evolução dos tetrápodes.
 
 
 

  
On December 23, 1938, Hendrik Goosen, the captain of the trawler Nerine, returned to the harbour at East London, South Africa, after a trawl between the Chalumna and Ncera Rivers. As he frequently did, he telephoned his friend, Marjorie Courtenay-Latimer, curator at East London's small museum, to see if she wanted to look over the contents of the catch for anything interesting, and told her of the strange fish he has set aside for her.

Correspondence in the archives of the South African Institute for Aquatic Biodiversity (SAIAB, formerly the JLB Smith Institute of Ichthyology) show that Goosen went to great lengths to avoid any damage to this fish and ordered his crew to set it aside for the East London Museum. Goosen later told how the fish was steely blue when first seen, but by the time the 'Nerine' entered East London harbour many hours later, the fish had become dark grey.

Failing to find a description of the creature in any of her books, she attempted to contact her friend, Professor James Leonard Brierley Smith, but he was away for Christmas. Unable to preserve the fish, she reluctantly sent it to a taxidermist. When Smith returned, he immediately recognized it as a type of coelacanth, a group of fish previously known only from fossils. Smith named the new coelacanth Latimeria chalumnae in honor of Marjorie Courtenay-Latimer and the waters in which it was found. The two discoverers received immediate recognition, and the fish became known as a "living fossil". The 1938 coelacanth is still on display in the East London, South Africa, museum.

   

quinta-feira, outubro 31, 2019

Notícia sobre a evolução dos tetrápodes...

Descoberto o “antepassado perdido” do primeiro animal que caminhou na Terra
 
  
Investigadores identificaram uma nova espécie, chamada Parmastega aelidae, que é o tetrápode mais antigo encontrado. 
  
O estudo, publicado este mês na revista especializada Nature, revela que esta descoberta é essencial para reconstruir a passagem da vida nos oceanos para a vida na Terra.
Os tetrápodes são criaturas, de quatro membros, que viviam no oceano e que se aventuraram a andar e rastejar na superfície da Terra há pelo menos 390 milhões de anos, quando a Terra estava a passar pelo período devoniano. Além disso, são ancestrais de anfíbios, répteis, pássaros e mamíferos.
Parmastega permite ver um tetrápode muito antigo”, disse à ABC Per Erik Ahlberg, primeiro autor do estudo e investigador da Universidade de Uppsala, na Suécia. “Até agora, os únicos tetrápodes dos devonianos – os géneros Ichthyostega, Acanthostega e Ventastega – são do fim devoniano”, continuou.
Os fósseis de Parmastega permitem “reconstruir toda a cabeça e a cintura escapular – a parte do membro superior mais próxima do corpo”, disse o autor. Portanto, a espécie “ilumina uma fase na evolução dos tetrápodes sobre a qual sabíamos muito pouco até agora”.
Os vestígios mais antigos de um tetrápode na Terra têm 390 milhões de anos. Os tetrápodes mais conhecidos têm cerca de 360 milhões de anos e os mais fragmentados têm até 373 milhões de anos. O novo tetrápode tem 372 milhões de anos e está muito completo.
Os fósseis desta espécie foram encontrados na formação de Sosnogorsk, algumas pedras calcárias originárias de uma antiga lagoa costeira tropical e que hoje fazem parte da margem do rio Izhma, perto da cidade de Ukhta, no noroeste da Rússia. Naquela época, os Urais ainda não se tinham formado e o oeste da Rússia e da Sibéria eram continentes separados por um oceano.
Parmastega aelidae vivia numa lagoa salobra, separada do mar por uma barreira de corais antigos. Acredita-se que este lago fosse habitado por uma rica fauna de peixes com lobos e placodermas (peixes primitivos blindados).
As características do Parmastega são muito semelhantes às dos peixes, o que indica que são animais muito primitivos, ou seja, mais adaptados para viver no oceano do que se aventurar em terra.
O formato da cabeça do Parmastega era semelhante à de um jacaré, “indicando que passava muito tempo a flutuar na superfície com os olhos na água”. A sua dentadura, equipada com fortes presas superiores e dentes finos, mostram que era um predador.
Porém, ao contrário dos répteis, o esqueleto era composto quase inteiramente de cartilagem, um tecido de suporte muito mais elástico e macio do que o osso. “Isso significa que não poderia ser um animal terrestre”, segundo Ahlberg.
Além disso, os cientistas descobriram traços de canais que formam a linha lateral, um órgão que, no peixe, capta vibrações e movimentos na água para detetar correntes ou presas.
De facto, a criatura não morava no continente: é um tetrápode primitivo que passou a maior parte da sua vida na água – foram os seus parentes mais recentes, que se aventuraram a deixá-la para trás. Naquela época, havia grandes artrópodes na superfície da Terra, como centopeias ou escorpiões marinhos.
  

terça-feira, dezembro 25, 2018

Há oitenta anos foi descoberto um fóssil vivo fantástico...!

Os celacantos (agrupados no clado Actinistia) são um grupo de peixes sarcopterígios, aparentados com os dipnóicos e com várias espécies extintas no período devónico, como os Osteolepiformes, Porolepiformes, Rhizodontiformes e Panderichthys.
Acreditava-se que os celacantos teriam sido extintos no Cretáceo Superior, porém, foram redescobertos em 1938 no litoral da África do Sul. Latimeria chalumnae e Latimeria menadoensis são as duas únicas espécies vivas do celacanto, encontradas ao longo da costa do Oceano Índico. Foi apelidado de "fóssil vivo", porque os fósseis destas espécies haviam sido encontrados muito antes da descoberta de um espécime vivo. Acredita-se que o celacanto tenha evoluído ao seu estado atual há aproximadamente 400 milhões de anos.
A sua característica mais importante é a presença de barbatanas pares (peitorais e pélvicas) cujas bases são pedúnculos musculados que se assemelham aos membros dos vertebrados terrestres e se movem da mesma maneira. São os únicos representantes vivos da ordem Coelacanthiformes.
Quando o primeiro espécime vivo foi encontrado, em 25 de dezembro de 1938, já se conheciam cerca de 120 espécies de celacantiformes (Coelacanthiformes) que eram considerados fósseis indicadores, ou seja, indicando a idade da rocha onde tinham sido encontrados. Todos esses peixes encontravam-se extintos desde o período Cretáceo.
São conhecidas populações destes peixes na costa oriental da África do Sul, ilhas Comores (no Canal de Moçambique, também no Oceano Índico ocidental) e na Indonésia e decorre um programa de investigação internacional com o objectivo de aumentar o conhecimento sobre os celacantos, o South African Coelacanth Conservation and Genome Resource Programme (Programa Sul-Africano para a Conservação e Conhecimento do Genoma do Celacanto.
Antes da descoberta de um exemplar vivo, acreditava-se que o celacanto era um parente próximo do primeiro vertebrado a sair das águas, dando origem a um novo grupo de vertebrados conhecidos como tetrápodes, que inclui os humanos. Novas descobertas apontam que o genoma do Celacanto possui informações que podem ajudar a entender melhor a evolução dos tetrápodes.
Descrição geral
Os celacantos, que estão relacionados com os peixes pulmonados (os peixes mais antigos de água doce) e tetrápodes, tinham sido considerados extintos desde o fim do período Cretáceo. Mais estreitamente relacionados com os tetrápodes que mesmo com os peixes actinopterígeos, os celacantos foram considerados o "elo perdido" entre os peixes e os tetrápodes, até que um Latimeria foi encontrado na costa leste da África do Sul, ao largo do Rio Chalumna (agora Tyalomnqa) em 1938.
A descoberta de uma espécie sobrevivente, quando se acreditava ter se extinguido há 65 milhões de anos atrás, faz do celacanto o exemplo mais conhecido de um "Táxon Lazarus", uma espécie que parecia ter ficado apenas no registo fóssil, para reaparecer mais tarde. Desde 1938, Latimeria chalumnae foram encontrados nas Comores, Quénia, Tanzânia, Moçambique, Madagascar, e em iSimangaliso Wetland Park, Kwazulu-Natal na África do Sul.
A segunda espécie existente, L. menadoensis, foi descrita a partir de Manado, Sulawesi Norte, Indonésia, em 1999, por Pouyaud et al., com base em um espécime descoberto por Erdmann em 1998 e depositados no Instituto Indonésio de Ciências (LIPI). Apenas uma fotografia do primeiro exemplar da espécie foi feita em um mercado local por Arnaz e Mark Erdmann antes de ter sido comprado por um cliente.
O celacanto não tem nenhum valor comercial real, além de ser cobiçado por museus e colecionadores particulares. A capacidade de sobrevivência continuada do celacanto pode estar ameaçada pela pesca comercial de arrasto do mar profundo.
Descrição geral
Os celacantos são uma parte do clado Sarcopterygii, ou seja, os peixes de nadadeiras lobadas. Externamente, há várias características que distinguem o celacanto de outros peixes de nadadeiras lobadas. Possuem uma nadadeira caudal de três lóbulos, também chamado de nadadeira trilobada e uma cauda secundária que estende-se para além da cauda primária. As escamas agem como armadura espessa que protege o exterior do celacanto. Existem também várias características internas que ajudam a diferenciar os celacantos de quaisquer peixes de nadadeiras lobadas. Na parte de trás do crânio, o celacanto possui uma articulação que lhe permite abrir a boca amplamente. O celacanto possui também uma espinha dorsal oca. O coração do celacanto tem forma diferente da de um peixe mais moderno, sendo uma estrutura de tubo em linha reta. A caixa craniana de um celacanto é em 98,5% preenchida com gordura, apenas 1,5% é tecido cerebral. As bochechas dos celacantos são únicas, pois o osso opercular é muito pequeno e possui uma aba de tecidos moles. O celacanto também contém um órgão rostral dentro da região etmoidal da caixa craniana.
Descrição física
Latimeria chalumnae e Latimeria menadoensis são as únicas espécies vivas conhecidas de celacantos. A palavra celacanto significa literalmente, "coluna oca", por causa de suas barbatanas suportadas por tecido ósseo. Os celacantos são grandes, crescendo até 1,8 metros. São noturnos e piscívoros. O corpo é coberto de escamas cosmoides que atuam como uma armadura. Possuem oito barbatanas: duas dorsais, duas peitorais, duas pélvicas, uma anal, e uma caudal. A cauda é simétrica e termina por um tufo de lepidotríquias que compõem o lobo caudal. Os olhos do celacanto são muito grandes, enquanto a boca é muito pequena. Os olhos estão adaptados a ver na luz negra por terem bastonetes que absorvem comprimentos de onda baixos, na faixa do azul. Maxilas falsas substituem a maxila, uma estrutura que está ausente em celacantos. Têm duas narinas, juntamente com outras quatro aberturas externas que aparecem entre o pré-maxilar e os ossos laterais rostrais. Os sacos nasais são semelhantes aos de muitos outros peixes. O órgão rostral do celacanto está contido dentro da região etmoidal da caixa craniana, com três aberturas. O órgão rostral é usado como parte do sistema de laterosensorial. A recepção auditiva é mediada por sua orelha interna. A orelha interna de um celacanto é muito semelhante à dos tetrápodes, e é classificada como uma papila basilar.
A locomoção dos celacantos é exclusiva. Para se deslocar, eles aproveitam correntes verticais e usam suas barbatanas pares para estabilizar o seu movimento na água. Enquanto no fundo do oceano, as suas barbatanas pares não são utilizadas para qualquer tipo de movimento. Os celacantos podem criar impulso para partidas rápidas usando suas barbatanas caudais. Devido ao elevado número de barbatanas, o celacanto tem alta manobrabilidade. Os celacantos também podem orientar seus corpos em qualquer direção na água e já foram vistos a nadar verticalmente com a cabeça virada para o fundo do mar, ou de barriga para cima. Pensa-se que o órgão rostral os ajude com eletromagnetismo.
O genoma de Latimeria chalumnae foi descrito em 2013, indicando que os seus genes codificantes de proteínas evoluíram mais lentamente que os genes homólogos nos tetrápodes. Análise filogenética revelou que os peixes pulmonados são mais próximos dos tetrápodes que o celacanto.