terça-feira, junho 01, 2021
Israel enforcou Adolf Eichmann há 59 anos
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domingo, maio 30, 2021
Salvador Puig Antich, o último homem executado pelo garrote vil em Espanha, nasceu há 73 anos
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quinta-feira, maio 27, 2021
Há 44 anos houve uma tentativa de golpe de estado em Angola
(imagem daqui)
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quarta-feira, maio 19, 2021
Ana Bolena foi decapitada há 485 anos
Era filha de Sir Tomás Bolena e Isabel Howard. Foi educada na França, principalmente como dama de companhia da rainha Cláudia de França, esposa de Francisco I. Voltou para a Inglaterra em 1522.
Dois anos mais tarde, apaixonou-se por Henrique VIII. A princípio, Ana resistiu às tentativas do rei em seduzi-la e torná-la sua amante, como sua irmã, Maria Bolena havia sido. Henrique VIII anulou seu casamento com Catarina de Aragão para que se pudesse casar com Ana Bolena. Quando se tornou claro que o Papa Clemente VII não aprovaria o divórcio de Henrique VIII e Catarina de Aragão e, posteriormente, o casamento deste com Ana Bolena, iniciou-se a ruptura religiosa entre a Inglaterra e a Igreja Católica Romana, resultando na criação da Igreja Anglicana.
O arcebispo de Iorque, Tomás Wolsey, foi destituído de seu posto em 1529, por não ter sido bem sucedido na sua tentativa de conseguir o divórcio e anulação do casamento do rei Henrique VIII com Catarina de Aragão. O casamento de Ana Bolena com Henrique VIII ocorreu a 25 de janeiro de 1533, entretanto, demorou quatro meses para ser contemplado. Em 23 de maio daquele ano, foi anulado o casamento de Henrique VIII e Catarina de Aragão, sendo que cinco dias depois, o casamento de Bolena com o rei Henrique VIII foi validado. Logo após, Henrique VIII e o arcebispo foram excomungados da Igreja Católica pelo Papa.
(...)
Em 2 de maio de 1536, após cerca de 1 000 dias como rainha consorte da Inglaterra, Ana foi presa na Torre de Londres, acusada, juntamente ao seu irmão Jorge, de adultério, incesto e alta traição. Além de, no desespero para gerar um herdeiro ao trono, ser acusada de ter tido relações sexuais com seu irmão, Jorge Bolena, dando à luz um 'monstro'. Cinco homens, incluindo o seu irmão, foram também presos e interrogados sob tortura. Baseado nas confissões resultantes, o Parlamento condenou Ana Bolena por traição a 15 de maio. O casamento com Henrique VIII foi anulado dois dias depois, por razões desconhecidas, uma vez que os registos foram destruídos.
(...)
Na manhã de sexta-feira, 19 de maio, Ana Bolena foi executada, não na Torre Verde, mas sim num andaime erigido sobre o lado norte da Torre Branca, em frente do que são hoje as Casernas de Waterloo. Ela usava um saiote vermelho sob um avulso, um vestido de tordilha de damasco aparado na pele e um manto de arminho. Acompanhada por duas assistentes do sexo feminino, Ana fez seu último passeio da Casa da Rainha à Torre Verde e ela olhou "como se ela não fosse morrer". Ana subiu o cadafalso e fez um breve discurso para a multidão:
| “ | Bom povo cristão, vim aqui para morrer, de acordo com a lei, e pela lei fui julgada para morrer, e por isso não vou falar nada contra ela. Não vim aqui para acusar ninguém, nem para falar de algo de que sou acusada e condenada a morrer, mas rezo a Deus para que salve o rei e que ele tenha um longo reinado sobre vós, pois nunca um príncipe tão misericordioso esteve lá: e para mim ele será sempre um bom, gentil e soberano Senhor. E se qualquer pessoa ponha isso em causa, obrigá-la-ei a julgar os melhores. E assim deixo o mundo e todos vós, e sinceramente desejo que todos rezem por mim. Ó Senhor, tem misericórdia de mim, eu louvo a Deus a minha alma. | ” |
Ana obteve o que pedira, mostrando que até nos seus últimos momentos, ainda era capaz de impressionar o rei, pois foi decapitada por um carrasco francês, tal como pedira. Henrique não providenciou um sepulcro para Ana, e assim o seu corpo e a cabeça foram enterrados num túmulo não marcado na Capela Real de São Pedro ad Vincula. O seu esqueleto foi identificado durante a renovação da capela, durante o reinado da Rainha Vitória, e o local de repouso de Ana está marcado no chão em mármore.
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sábado, maio 08, 2021
A Revolução Francesa guilhotinou Lavoisier há 227 anos
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terça-feira, maio 04, 2021
A Revolta de Haymarket foi 135 anos
Nos processos que se seguiram, oito anarquistas foram acusados de conspiração, sob a acusação de que um deles teria fabricado a bomba lançada contra os polícias, embora não houvesse provas concretas contra os réus. Sete deles foram condenados à morte, e o outro foi condenado a 15 anos de prisão. A pena de morte de dois réus foi comutada em pena de prisão perpétua pelo governador de Illinois Richard J. Oglesby, e um deles suicidou-se na prisão. Os outros quatro acusados foram enforcados, em 11 de novembro de 1887. Em 1893, os réus sobreviventes foram perdoados pelo novo governador de Illinois, John Peter Altgeld, que também criticou duramente o julgamento dos réus.
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quarta-feira, abril 28, 2021
O ditador Saddam Hussein nasceu há 84 anos
Saddam Hussein Abd al-Majid al-Tikriti (Tikrit, 28 de abril de 1937 - Bagdad, 30 de dezembro de 2006) foi um político e estadista iraquiano; foi o quinto presidente do Iraque, de 16 de julho de 1979 a 9 de abril de 2003, e também acumulou o cargo de primeiro-ministro nos períodos de 1979–1991 e 1994–2003. Hussein foi uma das principais lideranças ditatoriais no mundo árabe e um dos principais membros do Partido Socialista Árabe Ba'ath, e mais tarde, do Partido Ba'ath de Bagdad e de uma organização regional Partido Ba'ath iraquiano, a qual era composta de uma mistura de nacionalismo árabe e do socialismo árabe; Saddam teve um papel chave no golpe de 1968 que levou o partido a um domínio a longo prazo no Iraque.
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sexta-feira, abril 16, 2021
Rudolf Hoss, comandante do campo de concentração de Auschwitz, foi executado há 74 anos
Rudolf Franz Ferdinand Höss (ou Höß, Hoeß e Hoess) (Baden-Baden, 25 de novembro de 1901 – Oświęcim, 16 de abril de 1947) foi um oficial alemão das SS nazis. Serviu, por quase dois anos, como comandante do campo de concentração de Auschwitz durante a Segunda Guerra Mundial e foi um dos responsáveis por testar, e depois implementar, vários métodos de matança para executar o plano de Adolf Hitler para exterminar a população judaica na Europa ocupada pela Alemanha Nazi, em um projeto denominado de "a Solução final".
A 2 de abril de 1947, foi sentenciado à morte por enforcamento. A sentença foi executada no dia 16 de abril do mesmo ano, na entrada do que outrora fora o crematório do campo de concentração Auschwitz I.
Na sua autobiografia publicada em 1958, Rudolf Höß: Kommandant in Auschwitz, descreveu-se como um homem de "grande virtude e obediência militar", tendo "um grande senso de dever". Höß era casado e tinha cinco filhos.
Durante o julgamento de Nuremberga, em 5 de abril de 1946, Höss afirmou:
Eu comandei Auschwitz até 1 de dezembro de 1943 e estimo que um total de 2,500,000 vítimas tenham sido executadas e exterminadas lá por gaseamento ou carbonização, e pelo menos outros meio milhão sucumbiram a fome e doença, totalizando 3,000,000 de mortos. Estes números representam um total de 70% a 80% de todas as pessoas envidas para Auschwitz como prisioneiras, o restante foi selecionado e usado como trabalho escravo nas indústrias do campo de concentração. Entre os executados e carbonizados, estão aproximadamente 20 000 prisioneiros de guerra russos que foram entregues a Auschwitz nos transportes da Wehrmacht por homens e oficiais do exército. O resto incluía pelo menos 100 000 judeus alemães e um grande número de cidadãos (maioria judeus) dos Países Baixos, França, Bélgica, Polónia, Hungria, Checoslováquia, Grécia e outros países. Nós executados cerca de 400.000 judeus húngaros em Auschwitz apenas no verão de 1944.
Embora inicialmente tenha se mostrado apático com as revelações a respeito da magnitude do que aconteceu em Auschwitz, Rudolf Höß não se eximiu da responsabilidade por seus crimes. Em suas memórias e conversas que teve com os carcereiros e com os juízes em seu julgamento, ele começou a expressar remorso por seus atos. Quatro dias antes de ser executado, ele confessou para o promotor: "Na solidão de minha cela, eu cheguei ao amargo reconhecimento de que pequei gravemente contra a humanidade. Como comandante de Auschwitz, eu fui responsável por executar os planos cruéis do Terceiro Reich para a destruição humana. Ao fazê-lo, infligi feridas terríveis à humanidade. Causei sofrimento indescritível ao povo polaco em particular. Eu pagarei por isso com minha vida. Que o Senhor Deus me perdoe um dia pelo que fiz."
Em 25 de maio de 1946, Höß foi entregue às autoridades polacas e ao Supremo Tribunal Nacional. O seu julgamento durou de 11 a 29 de março de 1947. Em 2 de abril, foi sentenciado à morte por enforcamento. A sentença foi executada no dia 16 de abril de 1947, na entrada do que outrora fora o crematório do campo de concentração Auschwitz I. Antes de sua execução, ele retornou ao catolicismo e recebeu os sacramentos finais.
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segunda-feira, abril 12, 2021
O Massacre de Quios foi há 199 anos...
Human skeletal remains of the massacre in Nea Moni of Chios
sexta-feira, abril 09, 2021
Wilhelm Canaris e Dietrich Bonhoeffer foram executados há 76 anos
| “ | É melhor fazer um mal do que ser mau. | ” |
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domingo, abril 04, 2021
Zulfikar Ali Bhutto foi executado há 42 anos
Zulfikar Ali Bhutto (Larkana, 5 de janeiro de 1928 - Rawalpindi, 4 de abril de 1979) foi um político paquistanês. Líder do Partido Popular do Paquistão (Pakistan People's Party - PPP), Bhutto foi presidente do Paquistão entre 1971 e 1973 e primeiro-ministro entre 1973 e 1977. Ele era pai da ex-primeira ministra paquistanesa Benazir Bhutto.
Vida
Ali Bhutto assumiu a presidência do Paquistão em 1971, logo após a derrota do país na Terceira Guerra Indo-Paquistanesa. Desde que assumiu o poder, Bhutto deu início a um vasto programa de nacionalizações, principalmente da indústria de base, e a um ambicioso projeto de reforma agrária. Todos os bancos foram nacionalizados em janeiro de 1974. Os militares foram alijados dos cargos de decisão política, mas a parcela do orçamento destinada à defesa nacional foi ampliada para 6% do PIB. Não obstante, as iniciativas de Bhutto geraram descontentamento, em especial entre os empresários, ressentidos com as nacionalizações, e entre os religiosos islâmicos, que rejeitavam a política de tendência socialista.
Em 1972, o serviço de informações paquistanês descobriu que a Índia estava perto de desenvolver uma bomba nuclear. Em reação, Bhutto formou um grupo de engenheiros com o propósito de fazer o mesmo. Em 1973, com a adoção de uma nova constituição, de corte federalista, os poderes do Estado foram transferidos para o primeiro-ministro, para cujo cargo a Assembleia Nacional elegeu Bhutto. Em 1974, após o bem sucedido teste nuclear indiano, Bhutto prometeu que o Paquistão teria a sua bomba.
Durante o governo Bhutto, uma séria revolta ocorrida no Baluchistão foi reprimida com o auxílio presumido do xá da Pérsia, temeroso de que a rebelião contaminasse a província iraniana de Sistão-Baluchistão.
Nas eleições gerais de 1977 - o segundo pleito geral da história do Paquistão - nove partidos de oposição aliaram-se contra o PPP. O resultado, porém, favoreceu o o partido de Bhutto, que elegeu 150 deputados numa assembleia de 200 assentos. A oposição contestou violentamente os resultados, que teriam sido marcados, alegava, pela fraude e coação. Estalaram então manifestações e distúrbios no país. Frente a esta situação, o general Muhammad Zia-ul-Haq decidiu impor a lei marcial no Paquistão, em 5 de julho de 1977, e destituiu Ali Bhutto do cargo de primeiro-ministro.
Ali Bhutto foi preso, julgado e condenado à morte na forca, pelo suposto assassinato do pai de um dissidente do PPP.
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sábado, abril 03, 2021
O general Masaharu Homma foi executado há 75 anos
Homma era conhecido como um militar moderado, não-fanático, escritor amador apelidado de General Poeta, com profundo respeito pela civilização ocidental, tendo morado na Inglaterra e estudado em Oxford no começo do século, a qual se opunha. Após a queda de Nanquim, China, na guerra sino-japonesa, declarou publicamente que “ao menos que a paz seja conseguida imediatamente, haverá um desastre”. Durante as batalhas, ele pintava e compunha poesias.
(...)
Prisioneiros americanos durante a Marcha da Morte
Após a rendição japonesa em 1945, Homma, que se encontrava desligado do exército e na obscuridade em Tóquio desde o episódio das Filipinas, foi preso e levado de volta ao país por ordem do general Douglas MacArthur e submetido a corte marcial perante a Comissão Aliada de Crimes de Guerra.
A sua responsabilidade direta na Marcha da Morte não ficou absolutamente clara, já que ele havia dado as ordens para o transporte de prisioneiros ainda durante as batalhas pela conquista de Corregedor, onde americanos e filipinos ainda lutavam e no qual ele estava focado, e ela foi levada cabo pelos seus oficiais, sem que ele tomasse conhecimento dos detalhes da operação, assim como das atrocidades cometidas pelos japoneses aos prisioneiros após a chegada ao campo de destino.
Mesmo assim, foi considerado culpado e condenado à morte por crimes de guerra pela Comissão, num veredicto criticado por juristas, que consideraram seu julgamento irregular e carregado de fatores emocionais. A mulher de Homma pediu clemência ao General MacArthur, mas teve o seu pedido negado.
Masaharu Homma foi executado por um pelotão de fuzilamento no dia 3 de abril de 1946, em Los Baños, nos arredores de Manila, a cidade que havia conquistado quatro anos antes.
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quinta-feira, abril 01, 2021
Poema alusivo à data...
(imagem daqui)
Meu irmão era aviador,
deram-lhe um dia passagem,
fez a mal - e lá partiu,
para o Sul foi a viagem.
Meu irmão é conquistador,
falta espaço ao nosso povo,
e foi sempre o nosso sonho
velho: - terreno novo.
O que ele conquistou com fama
fica lá no Guadarrama:
de comprido, um metro e oitenta;
de fundo, um metro e cinquenta.
in Poemas (2007) - Bertold Brecht (tradução de Paulo Quintela)
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sexta-feira, março 26, 2021
O médico que melhorou e deu nome à guilhotina morreu há 207 anos
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quinta-feira, março 25, 2021
Música para recordar um caso infame...
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Há noventa anos os Scottsboro Boys foram injustamente acusados
Os Scottsboro Boys com Samuel Leibowitz em 1932
Os Scottsboro Boys foi o nome dado a nove adolescentes negros acusados de estupro no estado do Alabama em 1931.
Em 25 de março de 1931, várias pessoas viajavam num comboio de carga entre Chattanooga e Memphis, Tennessee. Um grupo de rapazes brancos desceu do trem e relatou ao xerife da região que haviam sido atacados por um grupo de jovens negros. O xerife parou o comboio e revistou-o, prendendo os jovens negros e encontrando duas mulheres brancas, que acusavam o grupo de estupro. O caso foi ouvido pela primeira vez em Scottsboro, Alabama, em três julgamentos apressados, nos quais os réus receberam uma defesa insatisfatória. Todos os envolvidos, exceto um adolescente de doze anos de idade, Roy Wright, foram condenados por estupro e sentenciados à morte, o que era comum no Alabama para homens negros condenados por estuprar mulheres brancas. Todavia, com a ajuda do Partido Comunista dos Estados Unidos da América, houve recurso das decisões. O Supremo Tribunal do Estado do Alabama confirmou sete das oito condenações, e concedeu a Eugene Williams, com treze anos de idade, um novo julgamento. O então Presidente da Corte, John C. Anderson, discordou da decisão, afirmando que os réus foram privados de um júri imparcial, de um julgamento justo, de uma sentença justa e de defesa efetiva.
O caso acabou por ser devolvido à primeira instância, e o juiz responsável permitiu uma mudança de local, transferindo os novos julgamentos para Decatur, Alabama. James Edwin Horton foi nomeado como juiz no caso. Durante os novos julgamentos, uma das supostas vítimas admitiu ter inventado a história do estupro e afirmou que nenhum dos meninos de Scottsboro havia tocado em qualquer das mulheres brancas. O júri condenou os réus, mas o juiz anulou a decisão e concedeu um novo julgamento. Depois de uma nova série de julgamentos, o veredicto foi o mesmo: culpados. Os casos foram, enfim, julgados três vezes. Pela terceira vez, um júri, agora com um negro entre os participantes, proferiu um veredicto de condenação.
Por fim, as acusações de quatro dos nove envolvidos foram retiradas. Aos demais, as sentenças variaram entre 75 anos e a pena capital. Um deles foi baleado na prisão por um guarda. Dois deles escaparam, foram acusados de outros crimes e mandados de volta para a prisão. Clarence Norris, o réu mais velho e o único condenado à morte, escapou da liberdade condicional e viveu escondido a partir de 1946. Ele foi perdoado pelo Governador George Wallace em 1976, após ter sido encontrado pela polícia, e escreveu um livro sobre suas experiências. Foi o último dos réus sobreviventes, tendo morrido em 1989.
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