sexta-feira, maio 15, 2020
Elio de Angelis morreu há 34 anos
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terça-feira, novembro 19, 2019
Estamos mais pobres - morreu José Mário Branco...
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domingo, outubro 13, 2019
Este é um dia complicado para a Poesia e a Língua Portuguesa...
IN MEMORIAM
Todos os anos são anos de morte
Os anos morrem por partes dia a dia
O poeta pode ser fraco ou ser forte
por vezes vai dar uma volta e demora
A treze do mês de Outubro foram-se embora
manuel bandeira e cristovam pavia
Todas as mortes nos matam um pouco
seja a de um santo seja a de um louco
Na irmã morte vive a poesia:
Viva bandeira viva pavia
in Homem de Palavra(s) (1969) - Ruy Belo
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quarta-feira, maio 15, 2019
Elio de Angelis morreu há 33 anos
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segunda-feira, novembro 30, 2015
Fernando Pessoa morreu há 80 anos...
- Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
- Não há nada mais simples.
- Tem só duas datas - a da minha nascença e a da minha morte.
- Entre uma e outra todos os dias são meus.
- Fernando Pessoa/Alberto Caeiro; publicado em Atena nº 5 de fevereiro de 1925.
Primeiros anos em Lisboa
Pode-se dizer que a vida do poeta foi dedicada a criar e que, de tanto criar, criou outras vidas através dos seus heterónimos, o que foi a sua principal característica e motivo de interesse pela sua pessoa, aparentemente muito pacata. Alguns críticos questionam se Pessoa realmente teria transparecido o seu verdadeiro eu ou se tudo não teria passado de um produto, entre tantos, da sua vasta criação. Ao tratar de temas subjectivos e usar a heteronímia, torna-se enigmático ao extremo. Este fato é o que move grande parte das buscas para estudar a sua obra. O poeta e crítico brasileiro Frederico Barbosa declara que Fernando Pessoa foi "o enigma em pessoa". Escreveu sempre, desde o primeiro poema aos sete anos, até ao leito de morte. Importava-se com a intelectualidade do homem, e pode-se dizer que a sua vida foi uma constante divulgação da língua portuguesa: nas próprias palavras do heterónimo Bernardo Soares, "a minha pátria (sic) é a língua portuguesa". O mesmo empenho é patente no seguinte poema:
| Agora, tendo visto tudo e sentido tudo, tenho o dever de me fechar em casa no meu espírito e trabalhar, quanto possa e em tudo quanto possa, para o progresso da civilização e o alargamento da consciência da humanidade |
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- Fernando Pessoa, carta a Armando Côrtes-Rodrigues de 19 de janeiro de 1915.
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| O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. |
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- Fernando Pessoa, "Autopsicografia", 27 de novembro de 1930 (in Presença, nº 36, Coimbra: novembro 1932.)
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| Com uma tal falta de gente coexistível, como há hoje, que pode um homem de sensibilidade fazer senão inventar os seus amigos, ou quando menos, os seus companheiros de espírito? |
Heterónimos e Semi-heterónimos
Alberto Caeiro
Por sua vez, Caeiro, nascido em Lisboa, teria vivido quase toda a vida como camponês, quase sem estudos formais. Teve apenas a instrução primária, mas é considerado o mestre entre os heterónimos (pelo ortónimo). Depois da morte do pai e da mãe, permaneceu em casa com uma tia-avó, vivendo de modestos rendimentos e morreu de tuberculose. Também é conhecido como o poeta-filósofo, mas rejeitava este título e pregava uma "não-filosofia". Acreditava que os seres simplesmente são, e nada mais: irritava-se com a metafísica e qualquer tipo de simbologia para a vida.
Bernardo Soares
1893: Em janeiro, nasce o seu irmão Jorge. A 24 de julho, o pai morre, de tuberculose. A família é obrigada a leiloar parte dos bens.
1894: O irmão de Fernando, Jorge, morre em janeiro. Pessoa cria o seu primeiro heterónimo. O futuro padrasto, João Miguel Rosa, é nomeado cônsul interino em Durban, na África do Sul.
1895: Em julho, Fernando escreve o seu primeiro poema e João Miguel Rosa parte para Durban. Em dezembro, João Miguel Rosa casa-se com a mãe de Fernando, por procuração.
1896: Em 7 de janeiro, é concedido o passaporte à mãe, e a família parte para Durban. A 27 de novembro, nasce Henriqueta Madalena, irmã do poeta.
1897: Fernando faz o curso primário e a primeira comunhão em West Street.
1898: Nasce, a 22 de outubro, sua segunda irmã, Madalena Henriqueta.
1899: Ingressa na Durban High School em Abril. Cria o pseudónimo Alexander Search.
1900: Em janeiro, nasce o terceiro filho do casal, Luís Miguel. Em junho, Pessoa passa para a Form III e é premiado em francês.
1901: Em junho, é aprovado no exame da Cape School High Examination. Madalena Henriqueta falece e Fernando começa a escrever as primeiras poesias em inglês. Em agosto, parte com a família para uma visita a Portugal.
1902: Em janeiro, nasce, em Lisboa, o seu irmão João Maria. Fernando vai à ilha Terceira em maio. Em junho, a família retorna a Durban. Em setembro, Fernando volta sozinho para Durban.
1903: Submete-se ao exame de admissão à Universidade do Cabo, tirando a melhor nota no ensaio em inglês e ganhando assim o Prémio Rainha Vitória.
1904: Em agosto, nasce a sua irmã Maria Clara e em dezembro termina os estudos na África do Sul.
1905: Parte definitivamente para Lisboa, onde passa a viver com a avó Dionísia. Continua a escrever poemas em inglês.
1906: Matricula-se, em outubro, no Curso Superior de Letras. A mãe e o padrasto retornam a Lisboa e Pessoa volta a morar com eles. Falece, em Lisboa, a sua irmã Maria Clara.
1907: A família retorna uma vez mais a Durban. Pessoa passa a morar com a avó. Desiste do Curso Superior de Letras. Em agosto, a avó morre. Durante um curto período, Pessoa estabelece uma tipografia.
1908: Começa a trabalhar como correspondente estrangeiro em escritórios comerciais.
1910: Escreve poesia e prosa em português, inglês e francês.
1912: Publica na revista Águia o seu primeiro artigo de crítica literária. Idealiza Ricardo Reis.
1913: Intensa produção literária. Escreve O Marinheiro.
1914: Cria os heterónimos Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro. Escreve os poemas de O Guardador de Rebanhos e também o Livro do Desassossego.
1915: Sai em março o primeiro número de Orpheu. Pessoa "mata" Alberto Caeiro.
1916: O seu amigo Mário de Sá-Carneiro suicida-se.
1918: Publica poemas em inglês, resenhados com destaque no "Times".
1920: Conhece Ofélia Queiroz. A sua mãe e seus irmãos voltam para Portugal. Em outubro, atravessa uma grande depressão, que o leva a pensar em internar-se numa casa de saúde. Rompe com Ofélia.
1921: Funda a editora Olisipo, onde publica poemas em inglês.
1924: Aparece a revista "Atena", dirigida por Fernando Pessoa e Ruy Vaz.
1925: A 17 de março, morre, em Lisboa, a mãe do poeta.
1926: Dirige com o seu cunhado a "Revista de Comércio e Contabilidade". Requer patente de uma invenção sua.
1927: Passa a colaborar com a revista Presença.
1929: Volta a relacionar-se com Ofélia.
1931: Rompe novamente com Ofélia.
1934: Publica Mensagem.
1935: Em 29 de novembro, é internado com o diagnóstico de cólica hepática. Morre no dia 30 do mesmo mês.
Prece
Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.
Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.
Dá o sopro, a aragem - ou desgraça ou ânsia -
Com que a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistaremos a Distância -
Do mar ou outra, mas que seja nossa!
in Mensagem (1934) - Fernando Pessoa
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sábado, junho 13, 2015
Porque Eugénio de Andrade nos deixou há 10 anos...
No leito de morte de Eugénio de Andrade
Na mão de Ana o iogurte não
iluminava, escurecia,
comunhão ajoelhada
no fundo do coração do dia
dividido onde, desperto, ele dormia.
O movimento da colher embalava-o
como uma música que quase se ouvia
neste mundo ou um colo que o adormecia.
A tarde declinava, as sombras,
como sonhos, alongavam-se na almofada;
tudo fazia um sentido
literal e simples onde não alcança a poesia,
Se alguma coisa ficara
por dizer (onde ouvira ele isso?) já não iria ser dita;
as palavras haviam-se sumido, transidas,
no interior da casa, o próprio silêncio emudecera.
Senhor, permite que adormeçamos
antes que feches a luz,
que os rebanhos estejam recolhidos
e os credores se tenham afastado da nossa porta,
mas que tenhamos pago as dívidas aos que nos serviram
e aos que nos amaram e aos que nos esperaram;
as tuas grandes mãos sustentarão o telhado e as paredes
e moerão o grão e fermentarão o trigo,
apaga com as tuas mãos o nosso rasto
e que repousemos
sem motivo para nos culparmos
por não termos sido felizes
in Como se Desenha uma Casa (2011) - Manuel António Pina
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quinta-feira, maio 15, 2014
Elio de Angelis morreu há 28 anos
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sábado, fevereiro 01, 2014
Hope There's Someone - às vezes é preciso ouvir música triste...
Hope There's Someone - Antony And The Johnsons
Hope there's someone
Who'll take care of me
When I die, will I go
Hope there's someone
Who'll set my heart free
Nice to hold when I'm tired
There's a ghost on the horizon
When I go to bed
How can I fall asleep tonight
How will I rest my head
Oh I'm scared of the middle place
Between light and nowhere
I don't want to be the one
Left in there, left in there
There's a man on the horizon
Wish that I'd go to bed
If I fall to his feet tonight
Will allow rest my head
So here's hoping I will not drown
Or paralyze in light
And godsend I don't want to go
To the sea's watershed
Hope there's someone
Who'll take care of me
When I die, Will I go
Hope there's someone
Who'll set my heart free
Nice to hold when I'm tired
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quarta-feira, janeiro 01, 2014
Lhasa deixou-nos há quatro anos...
We have always heard something ancestral coming through her. She has always spoken from the threshold between the worlds, outside of time. She has always sung of human tragedy and triumph, estrangement and seeking with a Witness's wisdom. She has placed her life at the feet of the Unseen.
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Pedro Luna
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domingo, outubro 13, 2013
Porque, há 45 anos, este dia foi complicado para a Poesia escrita em Português...
IN MEMORIAM
Todos os anos são anos de morte
Os anos morrem por partes dia a dia
O poeta pode ser fraco ou ser forte
por vezes vai dar uma volta e demora
A treze do mês de Outubro foram-se embora
manuel bandeira e cristovam pavia
Todas as mortes nos matam um pouco
seja a de um santo seja a de um louco
Na irmã morte vive a poesia:
Viva bandeira viva pavia
in Homem de Palavra(s) (1969) - Ruy Belo
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quinta-feira, maio 23, 2013
Bonnie e Clyde morreram há 79 anos
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Fernando Oliveira Martins
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