Mostrar mensagens com a etiqueta filmes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta filmes. Mostrar todas as mensagens

domingo, novembro 26, 2017

Casablanca: amor e liberdade

casablanca-94[1].jpg

A retórica antinazi datou irremediavelmente muitos dos filmes americanos produzidos no tempo da guerra (1939-45). Até Chaplin, o mestre do mudo, caiu nesta armadilha na célebre cena final do seu O Grande Ditador (1940) – e foi quanto bastou para se perder uma obra-prima. Inversamente, o que faz a força perene de Casablanca (Michael Curtiz, 1942) é o facto de jamais ser um filme de propaganda óbvia ao esforço aliado no combate sem tréguas contra o III Reich. E no entanto não conheço outra película tão eficaz no apelo subliminar ao envolvimento de Washington no conflito.
Numa cena poucas vezes mencionada, Richard Blaine (Humphrey Bogart) pergunta ao pianista Sam (Dooley Wilson) que horas seriam em Nova Iorque. Pergunta aparentemente sem nexo, mas logo justificada pelo comentário adicional de Blaine: “Está toda a gente a dormir na América.”
casablanca[1].jpg
É uma frase emblemática. Corria o mês de Dezembro de 1941, eram as vésperas de Pearl Harbor, os americanos viviam ainda embalados pelo sonho da neutralidade que Philip Roth tão bem retrata no seu romance Conspiração Contra a América. Mas Blaine, o cínico Rick, dono do bar do mesmo nome em Casablanca, já se havia antecipado ao curso da História. Em 1935 fizera chegar armas aos abissínios que lutavam contra Mussolini, no ano seguinte ingressara nas Brigadas Internacionais em defesa da República espanhola. Ao contrário do que aparentava, era um homem de causas e capaz de se envolver até ao limite por elas. Esta dimensão política de Casablanca, que se me tem revelado em sucessivas revisões do filme, ultrapassa claramente as malhas do melodrama a que muitos gostariam de vê-lo confinado. E se algo sobrevive ao malogrado romance entre Rick e Ilsa Lund (deslumbrante Ingrid Bergman) é precisamente a batalha decisiva em que ambos apostam, também em nome do amor – neste caso, do amor à liberdade.
hitler_poster[1].jpg

“Agora só luto por mim. Sou a única causa que me interessa”, diz Bogart a Victor Laszlo (Paul Henreid), tentando aparentar cinismo por uma última vez. Nesta fase já ninguém acredita em tal fachada: há uma dimensão moral em Rick que de todo não existe no dúplice capitão Louis Renault (Claude Rains), sempre virado – nas suas próprias palavras – para “o lado de que sopra o vento”.
O “vento” daqueles tempos era o do cobarde colaboracionismo de Pétain – o velho marechal que se rendeu a Hitler e que surge em cartaz, no início do filme, contra o qual é assassinado um suposto membro da resistência francesa.
Bogart, o aventureiro de passado sombrio, e Bergman, a mulher dividida entre dois homens, não são figuras sem mácula, ao jeito dos “heróis exemplares” que o realismo socialista fornecia às massas. São gente de carne e osso, com os mesmos defeitos de qualquer de nós – e daí o facto de, tantos anos volvidos, continuarmos a identificar-nos com o destino deles. Rick, que jurava “não arriscar o pescoço por ninguém”, proclama afinal que o futuro do planeta importa bem mais do que “três pessoas insignificantes”. Ilsa, incapaz de voltar duas vezes costas à mesma paixão, segreda-lhe: “Terás de ser tu a pensar por nós.”
Rick assim faz. Entre o amor sem sombra de liberdade e a liberdade sem garantia de amor, optou por esta. Como se conhecesse os belíssimos versos de Sophia:   
Terror de te amar num sítio tão frágil como o Mundo.
Mal de te amar neste lugar de imperfeição
Onde tudo nos quebra e emudece
Onde tudo nos mente e separa.
Esta é talvez a maior lição que aprendemos em Casablanca: o verdadeiro amor é sinónimo absoluto de verdadeira liberdade.

Texto para o 75.º aniversário da estreia do filme, que hoje se assinala

in Delito de Opinião - post de Pedro Correia

terça-feira, junho 10, 2014

Judy Garland nasceu há 92 anos

Judy Garland, nome artístico de Frances Ethel Gumm (Grand Rapids, 10 de junho de 1922 - Londres, 22 de junho de 1969), foi uma atriz americana, considerada por muitos uma das maiores estrelas cantoras da "Era de Ouro" de Hollywood dos filmes musicais.
Respeitada pela sua versatilidade, ela recebeu o Óscar Juvenil, um prémio especial de reconhecimento pela sua atuação em O Feiticeiro de Oz e Babes in Arms, na 12ª Edição dos Óscares, que aconteceu em 1940, ganhou um Golden Globe em 1954 por A Star Is Born, foi a primeira mulher a receber o Prémio Cecil B. DeMille, em 1962, pelo conjunto da obra na indústria cinematográfica, bem como um prêmio Grammy Lifetime Achievement Award, em 1997, e um Tony Award Especial, em 1952.
Apesar de seus triunfos profissionais, Judy lutou com vários problemas pessoais ao longo de sua vida. Insegura com sua aparência, seus sentimentos foram agravados por executivos de cinema que disseram que ela era feia e com sobrepeso. Tratada com medicamentos para controlar o seu peso e aumentar a sua produtividade, Judy suportou décadas de uma longa luta contra alguns vícios. Ela era atormentada por uma instabilidade financeira, muitas vezes devendo centenas de milhares de dólares em impostos atrasados, e os seus primeiros quatro de cinco casamentos terminaram em divórcio. Ela tentou o suicídio por várias ocasiões. morrendo de uma overdose acidental aos 47 anos, deixando duas filhas, Liza Minnelli e Lorna Luft, e o filho, Joey Luft.


quinta-feira, maio 31, 2012

Clint Eastwood - 82 anos

Clinton "Clint" Eastwood, Jr. (São Francisco, 31 de maio de 1930) é um ator, cineasta e produtor dos Estados Unidos famoso pelos seus papéis típicos em filmes de ação como um duro e anti-herói, principalmente no papel do Homem sem nome da Trilogia dos Dólares nos filmes western spaghetti de Sergio Leone dos anos 60, e interpretando o Inspetor 'Dirty' Harry Callahan na série de filmes Dirty Harry, das décadas de 1970 e 1980.
Como diretor, seus filmes têm sido criticados positivamente. Ganhou quatro vezes o Óscar - duas como Melhor Diretor e outras duas de Melhor Filme, sendo homenageado em 1995, recebendo o Prémio Memorial Irving G. Thalberg como reconhecimento pela sua longa carreira no cinema. Por duas vezes foi eleito o ator favorito dos norteamericanos, e é o único artista da história do cinema a ser ator principal em filmes considerados de "grande sucesso" em cinco décadas consecutivas.


quarta-feira, maio 16, 2012

Sammy Davis Jr morreu há 22 anos

Samuel George "Sammy" Davis, Jr. (Harlem, Nova Iorque, 8 de dezembro de 1925 - Beverly Hills, 16 de maio de 1990) foi um cantor, ator e dançarino norteamericano.
Essencialmente Dançarino e cantor, Davis passou sua infância no vaudeville e se tornou conhecido por suas performances na Broadway e em Las Vegas, estrelando programas de televisão, e filmes. Fez parte do grupo de atores liderado por Frank Sinatra, conhecido como Rat Pack, sendo o único membro não branco.
Davis começou sua carreira no vaudeville com três anos de idade, com seu pai e Will Mastin. Com os dois trabalhou por todo o país, e após o serviço militar, retornou ao trio. Davis se tornou uma sensação da noite para o dia depois de um show na discoteca Ciro em 1951. Em 1954, ele perdeu seu olho esquerdo em um acidente automobilístico. Em 1960, ele apareceu no primeiro filme do grupo Rat Pack, Ocean Eleven. Depois de um papel de protagonista na Broadway em Mr Wonderful em 1956, Davis voltou ao palco em 1964 no show Golden Boy, e em 1966 teve seu próprio programa de variedades na TV, The Sammy Davis Jr. Show. A carreira de Davis, diminuiu no final dos anos sessenta, mas ele fez sucesso com o disco "The Candy Man", em 1972, e tornou-se uma estrela em Las Vegas.
Como um afro-americano, Davis foi vítima de racismo durante toda sua vida, e foi um grande financiador da causa dos direitos civis. Também teve um relacionamento complexo com a comunidade de afro-americanos, e atraiu críticas após abraçar Richard Nixon em 1970. Um dia, em um jogo de ténis com Jack Benny, lhe perguntaram sobre seu handicap no golf. "Handicap?" respondeu ele . "Falar sobre handicap - eu sou um negro judeu zarolho....!" Este comentário transformou-se em sua assinatura, recontada em sua biografia e em incontáveis artigos.
Depois de se reunir com Sinatra e Dean Martin, em 1987, Davis viajou com eles e Liza Minnelli numa turnê internacional, antes de morrer de cancro na garganta, em 1990. Ele morreu devendo impostos ao IRS federal norteamericano e seus bens foram alvo de batalhas judiciais.
Davis foi premiado com a Medalha Spingarn pela NAACP, e foi indicado para um globo de ouro e um Emmy por suas atuações na televisão, ganhando o Prémio Kennedy em 1987 e, em 2001, ele recebeu postumamente o Prémio Grammy pelo conjunto da obra.


quinta-feira, abril 05, 2012

O multimilionário Howard Hughes morreu há 36 anos

Howard Robard Hughes, Jr. (24 de dezembro de 19055 de abril de 1976) foi um aviador, engenheiro, industrial, produtor de cinema, diretor cinematográfico e um dos homens mais ricos do mundo. Ficou famoso ao quebrar o recorde mundial de velocidade em um avião, construir aviões, produzir o filme Hell's Angels e por se tornar dono de uma das maiores empresas aéreas norte-americana, a TWA.