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quinta-feira, outubro 10, 2019

Solomon Burke morreu há nove anos...

Solomon Vincent McDonald Burke (Filadélfia, 21 de março de 1940 - Amesterdão, 10 de outubro de 2010), sendo mundialmente referido como Rei do Rock 'N Soul e Bispo do Soul, foi um cantor e compositor de música soul, gospel e rock americano, reconhecido como um dos músicos mais influentes do século XX, responsável pela introdução de ritmo gospel nas músicas de soul e rock & roll
   
  

segunda-feira, setembro 23, 2019

Ray Charles nasceu há 89 anos

Ray Charles (Albany, 23 de setembro de 1930 - Los Angeles, 10 de junho de 2004) foi um pianista pioneiro e cantor de música soul que ajudou a definir o seu formato ainda no fim dos anos 50, além de um inovador intérprete de R&B.
O seu nome de batismo, Ray Charles Robinson, foi encurtado para Ray Charles quando entrou na indústria do entretenimento, para evitar confusão com o famoso boxer Sugar Ray Robinson. Considerado um dos maiores génios da música negra americana, Ray Charles também foi um dos responsáveis pela introdução de ritmo gospel nas músicas de R&B.
Foi eleito pela Rolling Stone o 2º maior cantor de todos os tempos e 10º maior artista da música de todos os tempos.
   
   

quarta-feira, setembro 18, 2019

Jimi Hendrix morreu há 49 anos

James Marshall "Jimi" Hendrix (nascido Johnny Allen Hendrix; Seattle, 27 de novembro de 1942Londres, 18 de setembro de 1970) foi um guitarrista, cantor e compositor norte-americano. Frequentemente é citado por críticos e outros músicos como o melhor guitarrista da história do rock e um dos mais importantes e influentes músicos de sua era, em diferentes diversos géneros musicais. Depois de obter sucesso inicial na Europa, conquistou fama nos Estados Unidos depois de sua performance em 1967 no Festival Pop de Monterey. Hendrix foi a principal atração, dois anos mais tarde, do icónico Festival de Woodstock e do Festival da Ilha de Wight, em 1970. Hendrix dava preferência a amplificadores distorcidos e crus, dando ênfase ao ganho e aos agudos, e ajudou a desenvolver a técnica, até então indesejada, da microfonia. Hendrix foi um dos músicos que popularizou o pedal wah-wah no rock popular, que ele utilizava frequentemente para dar um timbre exagerado aos seus solos, particularmente com o uso de bends e legato baseados na escala pentatónica. Foi influenciado por artistas de blues como T-Bone Walker, B.B. King, Muddy Waters, Howlin' Wolf, Albert King e Elmore James, guitarristas de rhythm and blues e soul como Curtis Mayfield, Steve Cropper, assim como de alguns artistas do jazz moderno. Em 1966, Hendrix, que tocou e gravou com a banda de Little Richard de 1964 a 1965, foi citado como tendo dito: "Quero fazer com minha guitarra o que Little Richard faz com sua voz."
O guitarrista mexicano Carlos Santana sugeriu que a música de Hendrix poderia ter sido influenciada pela sua herança parcialmente indígena (tinha ancestrais índios). Como produtor musical, Hendrix também inovou ao usar o estúdio de gravação como uma extensão das suas ideias musicais. Foi um dos primeiros a experimentar com a estereofonia e phasing em gravações de rock.
Hendrix conquistou diversos dos mais prestigiosos prémios concedidos a artistas de rock durante a sua curta vida, e recebeu diversos outros postumamente, incluindo a sua confirmação no Hall da Fama do Rock and Roll americano, em 1992, e no Hall da Fama da Música do Reino Unido, em 2005. Uma blue plaque (placa azul) foi erguida, com seu nome, diante de sua antiga residência, na Brook Street, de Londres, em setembro de 1997. Uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood (Hollywood Boulevard, 6627) foi-lhe dedicada em 1994. Em 2006 o seu álbum de estreia nos Estados Unidos, Are You Experienced, foi inserido no Registo Nacional de Gravações, e a revista Rolling Stone classificou-o como o melhor guitarrista na sua lista de 100 maiores guitarristas de todos os tempos, em 2003. Hendrix também foi a primeira pessoa a fazer parte do Hall da Fama da Música Nativo-Americana.
 
(...)
 
Jimi Hendrix morreu em Londres, às primeiras horas de 18 de setembro de 1970, em circunstâncias que nunca foram completamente explicadas. Jimi havia passado parte da noite anterior numa festa, de onde seguiu juntamente com a sua namorada, Monika Dannemannpara, para o Hotel Samarkand, no número 22 de Lansdowne Crescent, em Notting Hill. Estimativas indicam que ele teria morrido pouco tempo depois.
Dannemann alegou no seu depoimento original que Hendrix teria tomado, sem que ela soubesse, na noite anterior, nove comprimidos de um remédio para dormir que ela utilizava. De acordo com o médico que o observou inicialmente, Hendrix tinha-se asfixiado (literalmente afogado) no seu próprio vómito, composto principalmente de vinho tinto. Durante anos Dannemann alegou publicamente que Hendrix ainda estava vivo quando o colocaram na ambulância; os seus comentários sobre aquela manhã, no entanto, foram frequentemente contraditórios, e variaram de entrevista para entrevista. Declarações da polícia e paramédicos revelam que não havia ninguém além de Hendrix no apartamento, e que não apenas ele estava morto quando chegaram ao quarto, mas também estava totalmente vestido, e já estava morto há algum tempo.
 
    

terça-feira, setembro 03, 2019

Freddie King nasceu há 85 anos

Freddie King (Chicago, 3 de setembro de 1934 – Dallas, 28 de dezembro de 1976) foi um músico, cantor e guitarrista de blues, mais conhecido por suas músicas "Hide Away", "Have You Ever Loved a Woman" e "Going Down". Foi considerado o 15º melhor guitarrista do mundo pela revista norte-americana Rolling Stone.
King nasceu como Frederick Christian em Gilmer, Texas. A sua mãe foi Ella May King, seu pai J.T. Christian. A sua mãe e o seu tio começaram a ensiná-lo a tocar guitarra aos seis anos. Ele gostou e imitou a música de Lightnin' Hopkins e do saxofonista Louis Jordan.
Em 1950, Freddie foi, com a sua família, para o sul de Chicago. Lá, aos 16 anos, costumava frequentar bares locais e ouvia músicos como Muddy Waters, Howlin' Wolf, T-Bone Walker, Elmore James, e Sonny Boy Williamson.
King tocava com uma palheta plástica de polegar e uma palheta de metal para o indicador. Ele atribuiu a Eddie Taylor os ensinamentos sobre o uso das palhetas. A maneira de King usar a alça da guitarra no ombro direito, sendo dextro, era única para sua época. Freddie King era um dos artistas principais da cena do chamado Chicago blues dos anos 50 e 60, que era o local e época principal no desenvolvimento do chamado blues elétrico.
 
   

quinta-feira, agosto 22, 2019

John Lee Hooker nasceu há 102 anos

John Lee Hooker (Coahoma County, Mississippi, 22 de agosto de 1917 - Los Altos, California, 21 de junho de 2001) foi um influente cantor e guitarrista de blues norte-americano, nascido no condado de Coahoma, próximo de Clarksdale, Mississipi. Foi considerado o 35º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone.
A carreira de Hooker começou em 1948 quando ele alcançou sucesso com o compacto "Boogie Chillen", apresentando um estilo meio falado que se tornaria a sua marca registada. Ritmicamente, a sua música era bastante livre, uma característica que ele tinha em comum com os primeiros músicos de delta blues. A sua entoação vocal era menos associada à música de bar, comparativamente com outros cantores de blues. O seu estilo casual e falado, com erros, iria diminuído com o advento dos blues elétricos das bandas de Chicago mas, mesmo quando não estava tocando sozinho, Hooker mantinha as características primordiais do seu som.
Isto fê-lo, entretanto, levar uma carreira a solo, ainda mais popular devido ao surgimento de aficionados por blues e música folk no começo dos anos 60 - ele inclusive passou a ser mais conhecido entre o público branco, e deu uma oportunidade ao iniciante Bob Dylan. Outro destaque de sua carreira aconteceu em 1989, quando se juntou à diversos astros convidados, incluindo Keith Richards e Carlos Santana, para a gravação de The Healer, que acabaria ganhando um Grammy.
Em 1994 Hooker passou por uma operação para a retirada de uma hérnia, o que acabou o afastando dos palcos por um tempo, depois das gravações de "Chill Out" (1995) parou de fazer shows regulares continuando apenas com aparições ocasionais.
Hooker gravou mais de 500 músicas e aproximadamente 100 álbuns, morreu de causas naturais enquanto dormia, a 21 de junho de 2001, na sua casa em Los Altos, California. Foi casado e divorciou-se 4 vezes, teve oito filhos e era dono de um clube noturno em São Francisco, chamado "Boom Boom Room", nome este inspirado num dos seus sucessos.
   
  

sexta-feira, julho 26, 2019

Mick Jagger - 76 anos

Sir Mick Jagger, nascido Michael Philip Jagger, (Dartford, 26 de julho de 1943) é o vocalista dos The Rolling Stones, uma das bandas inglesas de rock mais famosas do século XX.
  
  

quarta-feira, julho 17, 2019

Billie Holiday morreu há sessenta anos

Eleanora Fagan Gough (Filadélfia, 7 de abril de 1915 - Nova Iorque, 17 de julho de 1959), conhecida pelo nome artístico de Billie Holiday ou Lady Day, foi uma cantora e compositora de jazz dos Estados Unidos da América, considerada a maior de todas as cantoras do jazz.
Nascida Eleanora Fagan Gough, em 7 de abril de 1915, em Filadélfia, Pensilvânia, foi criada em Baltimore por pais adolescentes. Quando nasceu, o seu pai, Clarence Holiday, tinha quinze anos de idade e sua mãe, Sarah Fagan, apenas treze. O seu pai, tocador de guitarra e banjo, abandonou a família enquanto Billie ainda era bebé, seguindo viagem com uma banda de jazz. A sua mãe, também inexperiente, frequentemente a deixava com familiares e teve uma infância difícil.
Menina americana negra e pobre, Billie passou por todos os sofrimentos possíveis. Aos dez anos foi violentada por um vizinho, e internada numa casa de correção para meninas vítimas de abuso. Aos doze, trabalhava lavando o chão de prostíbulos. Aos catorze anos, morando com sua mãe em Nova York, caiu na prostituição.

A sua vida como cantora começou em 1930. Estando a mãe e a filha ameaçadas de despejo por falta de pagamento de sua moradia, Billie sai para a rua em desespero, na busca de algum dinheiro. Entrando em um bar do Harlem, ofereceu-se como dançarina, mostrando-se um desastre. Penalizado, o pianista perguntou-lhe se sabia cantar. Billie cantou e saiu com um emprego fixo.
Billie nunca teve educação formal de música e a sua aprendizagem deu-se ouvindo Bessie Smith e Louis Armstrong.
Após três anos cantando em diversas casas, atraiu a atenção do crítico John Hammond, através de quem ela gravou seu primeiro disco, com a big band de Benny Goodman. Era o real início de sua carreira. Começou a cantar em casas noturnas do Harlem (Nova York), onde adotou o seu nome artístico.
Cantou com as big bands de Artie Shaw e Count Basie. E foi uma das primeiras negras a cantar com uma banda de brancos, em uma época de segregação racial nos Estados Unidos (anos 1930). Consagrou-se apresentando-se com as orquestras de Duke Ellington, Teddy Wilson, Count Basie e Artie Shaw, e ao lado de Louis Armstrong. Billie Holiday foi uma das mais comoventes cantoras de jazz da sua época. Com uma voz etérea, flexível e levemente rouca, a sua dicção, seu fraseado, a sensualidade à flor da voz, expressando incrível profundidade de emoção, a aproximaram do estilo de Lester Young, com quem, em quatro anos, gravou cerca de cinquenta canções, repletas de swing e cumplicidade. Lester Young foi quem lhe chamou "Lady Day".
A partir de 1940, apesar do sucesso, Billie Holiday, sucumbiu ao álcool e às drogas, passando por momentos de depressão, o que se refletia na sua voz.
Pouco antes de sua morte, em parte por overdose de drogas, Billie Holiday publicou sua autobiografia em 1956, Lady Sings the Blues, a partir da qual foi feito um filme, em 1972, tendo Diana Ross no papel principal.

No início de 1959, Billie soube que tinha cirrose hepática. O médico disse-lhe para parar de beber, o que fez por pouco tempo, mas logo voltou a beber bastante. Em maio, havia perdido quase dez quilos. Os seus amigos Leonard Feather, Joe Glaser e Allan Morrison tentaram levá-la para um hospital, mas ela recusou.
Em 31 de maio de 1959, Billie foi levada para o Hospital Metropolitano, em Nova York, com problemas hepáticos e cardíacos. Recebeu voz de prisão, por posse de drogas, enquanto estava no hospital, até morrer, sendo então o seu quarto invadido pelas autoridades, com polícias a ficaram de guarda na porta do seu quarto. Billie Holiday permaneceu sob guarda da polícia no hospital até que morreu de edema pulmonar e insuficiência cardíaca causada por cirrose hepática, em 17 de julho de 1959.
Nos últimos anos de vida, havia sido progressivamente enganada nos seus ganhos e morreu com 70 centavos de dólar no banco e 750 dólares (pagos por um tablóide) por um artigo sobre a sua pessoa. A cerimónia fúnebre foi realizado na Igreja de São Paulo Apóstolo, em Nova York.
Gilbert Millstein, do jornal The New York Times, que tinha sido o narrador dos shows de Billie Holiday no Carnegie Hall, em 1956, e escrito parte da contracapa do álbum O Essencial de Billie Holiday, descreveu a morte dela na contracapa do mesmo álbum, relançado em 1961:
"Billie Holiday morreu no Hospital Metropolitano, em Nova York, na sexta-feira, dia 17 de julho de 1959, na cama em que estava presa há pouco mais de um mês antes, já mortalmente doente, por posse ilegal de narcóticos; no quarto de onde um polícia se tinha retirado - por ordem judicial - apenas algumas horas antes de sua morte, que, como sua vida, foi desordenada e lamentável. Havia sido belíssima, mas desgastou-se fisicamente, reduzindo-se a uma reduzida e grotesca caricatura de si mesma. Os vermes de todos os tipos de excesso - drogas eram apenas um - tinham-na devorado... A probabilidade existe de que - entre os últimos pensamentos desta mulher cínica, sentimental, profana, generosa e muito talentosa de 44 anos - estava a crença de que seria acusada na manhã seguinte. Ela teria sido, eventualmente, embora talvez não tão rapidamente. Em qualquer caso, ela retirou-se, finalmente, da jurisdição de qualquer tribunal terreno."
Encontra-se sepultada no Saint Raymonds Cemetery New, Bronx, Nova Iorque nos Estados Unidos.
 
  

domingo, julho 14, 2019

Woody Guthrie nasceu há 107 anos

Woodrow Wilson "Woody" Guthrie (Okemah, 14 de julho de 1912 - Nova Iorque, 3 de outubro de 1967) foi um cantor e compositoramericano de folk music. O seu legado musical é composto por centenas de músicas, baladas e obras improvisadas que abrangem desde temas políticos, músicas tradicionais até canções infantis. Guthrie tocava frequentemente com sua guitarra que possui o slogan "This machine kills fascists" ("Esta máquina mata fascistas"). É talvez mais bem conhecido por sua canção "This Land Is Your Land", regularmente cantada nas escolas americanas. Muitas de suas músicas gravadas estão arquivadas na Biblioteca do Congresso, nos Estados Unidos.
Guthrie viajou com trabalhadores migrantes de Oklahoma para a Califórnia e aprendeu canções de folk e blues tradicionais. Suas canções contam suas experiências na Dust Bowl durante a Grande Depressão, fazendo com que ele ganhasse o apelido de "O trovador do Dust Bowl." Guthrie foi associado a grupos comunistas nos Estados Unidos, mas nunca foi membro do partido comunista.
Foi casado três vezes e teve oito filhos, incluindo o músico de folk Arlo Guthrie. É avô da cantora Sarah Lee Guthrie. Guthrie morreu de uma complicação neurológica degenerativa conhecida como Doença de Huntington. Apesar de sua doença, durante os seus últimos anos Guthrie serviu como uma figura a ser seguida na música folclórica, proporcionando inspiração para uma nova geração de músicos folk, incluindo as relações com o mentor Ramblin 'Jack Elliott e, em menor grau, Bob Dylan.
   
 

quinta-feira, julho 04, 2019

Bill Withers - 81 anos!

Bill Withers (Slab Fork, West Virginia, 4 de julho de 1938 ) é um cantor e compositor norte-americano muito popular, que esteve no seu auge de popularidade no início da década de 60 e até a metade da década de 80. As suas mais conhecidas músicas incluem "Ain't No Sunshine," "Use Me," "Lovely Day," "Lean on Me", "Grandma's Hands" and "Just the Two of Us".

 

sexta-feira, junho 21, 2019

John Lee Hooker morreu há dezoito anos


John Lee Hooker (Coahoma County, Mississippi, 22 de agosto de 1917 - Los Altos, California, 21 de junho de 2001) foi um influente cantor e guitarrista de blues norte-americano, nascido no condado de Coahoma próximo de Clarksdale, no Mississipi. Foi considerado o 35º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone.
A carreira de Hooker começou em 1948 quando ele alcançou sucesso com o compacto "Boogie Chillen", apresentando um estilo meio falado que tornaria-se sua marca registada. Ritmicamente, a sua música era bastante livre, uma característica que ele tinha em comum com os primeiros músicos de delta blues. A sua entoação vocal era menos associada à música de bar, comparativamente com outros cantores de blues. O seu estilo casual e falado, com erros, iria diminuído com o advento dos blues elétricos das bandas de Chicago mas, mesmo quando não estava tocando sozinho, Hooker mantinha as características primordiais do seu som.
Isto fê-lo, entretanto, levar uma carreira a solo, ainda mais popular devido ao surgimento de aficionados por blues e música folk no começo dos anos 60 - ele inclusive passou a ser mais conhecido entre o público branco, e deu uma oportunidade ao iniciante Bob Dylan. Outro destaque da sua carreira aconteceu em 1989, quando se juntou a diversos astros convidados, incluindo Keith Richards e Carlos Santana, para a gravação de The Healer, que acabaria por ganhar um Grammy.
Em 1994 Hooker passou por uma operação para a retirada de uma hérnia, o que acabou o afastando dos palcos por um tempo, depois das gravações de "Chill Out" (1995) parou de fazer shows regulares continuando apenas com aparições ocasionais.
Hooker gravou mais de 500 músicas e aproximadamente 100 álbuns, morreu de causas naturais enquanto dormia, em 21 de junho de 2001, na sua casa em Los Altos, California. Foi casado e divorciou-se 4 vezes, teve oito filhos e era dono de um clube noturno em São Francisco chamado "Boom Boom Room", nome este inspirado num de seus sucessos.
    
  

quinta-feira, junho 13, 2019

António Variações morreu há 35 anos...

 

Busto de António Variações em Fiscal, Amares da autoria do escultor Arlindo Fagundes
  
António Joaquim Rodrigues Ribeiro, conhecido por António Variações (Lugar de Pilar, Amares, 3 de dezembro de 1944 - Lisboa, 13 de junho de 1984), foi um cantor e compositor português do início dos anos 1980. A sua curta discografia continuou a influenciar a música portuguesa nas décadas posteriores ao seu precoce desaparecimento, com 39 anos.
António Variações nasceu em Braga, radicando-se nos primeiros anos da sua vida no Lugar de Pilar, uma pequena aldeia da freguesia de Fiscal, no município de Amares, distrito de Braga. Filho dos camponeses Deolinda de Jesus e Jaime Ribeiro, Tonito (como a mãe lhe chamava) tinha onze irmãos, embora dois deles tenham falecido muito cedo. A sua infância foi dividida entre os estudos e o trabalho no campo, para ajudar os pais. Jaime tocava cavaquinho e acordeão e foi a primeira inspiração de Variações, que desde cedo revelou a sua paixão pela música nas romarias e no folclore locais.
Aos onze anos, teve o seu primeiro emprego, em Caldelas, e, um ano depois, partiu para Lisboa. Aí, trabalhou como aprendiz de escritório, barbeiro, balconista e caixeiro. Seguiu-se o serviço militar em Angola e a aventura pelo estrangeiro: Londres em 1975 e Amsterdão meses depois, onde descobriu um novo mundo, querendo trazer para Portugal uma nova maneira de viver. Foi nesta última cidade que aprendeu profissão de barbeiro que, mais tarde, exerceu em Lisboa, quando voltou.
Com a ajuda do amigo e colega Fernando Ataíde, Variações foi admitido no Ayer, o primeiro cabeleireiro unissexo a funcionar em Portugal. Ataíde era igualmente seu amante e Variações assumiu dessa forma a sua orientação sexual. Depois do Ayer, passou ainda por um salão no Centro Comercial Alvalade e só mais tarde abriu uma barbearia na baixa lisboeta.
Entretanto, deu igualmente início aos espectáculos com o grupo Variações, atraindo rapidamente as atenções. Por um lado, o seu visual excêntrico não passava despercebido e, por outro, o seu estilo musical combinava vários géneros, como o rock, o pop, os blues ou o fado. Em 1978, apresentou-se à editora Valentim de Carvalho e assinou contrato.
A discoteca Trumps ou o Rock Rendez-Vous foram os locais onde Variações se apresentou ao público. Em 1981, sem ter até aí editado qualquer música, participou no programa de televisão de Júlio Isidro, O Passeio dos Alegres. A sua música e o seu estilo próprio e inconfundível fizeram com que depressa alcançasse uma fama razoável.
Editou o primeiro single com os temas Povo que Lavas no Rio de Amália Rodrigues (a sua maior referência), e Estou Além. De seguida, gravou o seu primeiro LP, Anjo da Guarda com dez faixas, todas de sua autoria, onde se destacaram os êxitos É p´ra Amanhã e O Corpo É que Paga.
Em 1984 lançou o seu segundo trabalho, intitulado Dar e Receber. Era fevereiro e, dois meses depois, a 22 de abril, Variações daria um concerto, na aldeia de Viatodos, concelho de Barcelos, durante as festas da "Isabelinha". Depois disso, aparece pela última vez em público no programa televisivo "A Festa Continua" de Júlio Isidro. Será a única interpretação no pequeno ecrã das faixas do novo disco, usando o mesmo pijama com ursinhos e coelhinhos que usou na sua primeira aparição televisiva. António Variações cantou na Queima das Fitas de Coimbra de 1984, no dia 17 de maio, na Noite da Psicologia, já gravemente doente, sendo que os seus amigos e familiares deixaram de receber notícias do cantor, que ficou hospedado por alguns dias em casa de um amigo, até ter sido levado para o Hospital Pulido Valente, no dia 18 de maio, devido a um problema brônquico-asmático.
Quando a Canção de Engate invadiu as rádios, já António Variações se encontrava internado no hospital. Transferido para a Clínica da Cruz Vermelha, morreu a 13 de junho, vítima de uma broncopneumonia, provavelmente causada pela SIDA. O actor holandês Jelle Balder, com quem também manteve um relacionamento amoroso, foi o seu companheiro até à morte. Especula-se que terá sido a primeira figura pública portuguesa a morrer vítima de SIDA.
Vinte anos após a sua morte, em dezembro de 2004, foi lançado um álbum em sua homenagem, com canções da sua autoria que nunca tinham sido editadas; sete conhecidos músicos portugueses formaram a banda Humanos e gravaram 12 músicas seleccionadas de um conjunto de cassetes "perdidas" no património de Variações administrado pelo irmão, Jaime Ribeiro.
Em entrevista, António Variações explicou o nome escolhido: "Variações é uma palavra que sugere elasticidade, liberdade. E é exactamente isso que eu sou e que faço no campo da música. Aquilo que canto é heterogéneo. Não quero enveredar por um estilo. Não sou limitado. Tenho a preocupação de fazer coisas de vários estilos."
    
 

segunda-feira, junho 10, 2019

Ray Charles morreu há quinze anos...

Ray Charles (Albany, 23 de setembro de 1930Los Angeles, 10 de junho de 2004) foi um pianista, pioneiro e cantor de música soul que ajudou a definir o seu formato, ainda no final dos anos 50, além de um inovador intérprete de R&B.
O seu nome de batismo, Ray Charles Robinson, foi encurtado para Ray Charles quando entrou na indústria do entretenimento, para evitar confusão com o famoso boxer Sugar Ray Robinson. Considerado um dos maiores génios da música negra americana, Ray Charles também foi um dos responsáveis pela introdução de ritmo gospel nas músicas de R&B.
Foi eleito pela Rolling Stone o 2º maior cantor de todos os tempos e 10º maior artista da música de todos os tempos.
  
Biografia
Era filho de Aretha Williams, que trabalhava numa serração, e Bailey Robinson, um reparador de ferrovias, mecânico e biscateiro. Os dois nunca casaram. A família mudou-se para Greenville, Flórida, quando Ray era um bebé. Bailey teve mais três famílias e Aretha cuidava da família sozinha.
Ray Charles não nasceu cego mas ficou assim (totalmente cego) aos sete anos de idade. Charles nunca soube exatamente por que perdeu a visão, apesar de existirem fontes que sugerem que sua cegueira era devido a glaucoma, enquanto outras fontes sugerem que Ray começou a perder a sua visão devido a uma infecção provocada por água com sabão nos seus olhos, que foi deixado sem tratamento. Frequentou a Escola para Cegos e Surdos de Santo Agostinho, em St. Augustine, Flórida. Aprendeu também a escrever música e tocar vários instrumentos musicais, mas o melhor e mais conhecido era o piano. Enquanto estava lá, a mãe morreu, seguido pelo seu pai, dois anos depois.
Órfão na adolescência, Ray Charles iniciou a sua carreira tocando piano e cantando em grupos de gospel, no final dos anos 40. A princípio influenciado por Nat King Cole, trocou o gospel por baladas profanas e, após assinar com a Atlantic Records em 1952, enveredou pelo R&B. Quando o rock & roll estourou com Elvis Presley em 1955, e cantores negros como Chuck Berry e Little Richard foram promovidos, Ray Charles aproveitou o espaço aberto nos media e lançou sucessos como "I Got a Woman" (gravada depois por Elvis), "Talkin about You", "What I'd Say", "Litle girl of Mine", "Hit the Road Jack", entre outros, reunindo elementos de R&B e gospel nas suas músicas de uma forma que abriram caminho para a soul music dos anos 60, e tornando-o um astro reverenciado do pop negro.
A partir de então, embora sempre ligado ao soul, não se ateve a nenhum género musical negro específico: conviveu com o jazz, gravou baladas românticas chorosas e standards da canção americana. Entre seus sucessos históricos desta fase estão canções como "Unchain My Heart", "Ruby", "Cry Me a River", "Georgia On My Mind" e baladas country tais como "Sweet Memories", e seu maior sucesso comercial, "I Can't Stop Loving You", de 1962. Apesar de ter problemas com drogas que lhe prejudicaram a carreira, as interpretações de Ray Charles sempre foram apreciadas, não importando as músicas que cantasse. Uma "aura" de genialidade reconhecida acompanhou-o até o fim da vida e mais do que nos últimos álbuns que gravou, era nas suas apresentações ao vivo que o seu talento único podia ser apreciado.
Um notório mulherengo, Ray Charles casou-se duas vezes e foi pai de doze filhos com sete diferentes mulheres. A sua primeira esposa foi Eileen Williams (casado em 1951, divorciado em 1952) deu-lhe um filho. Outros três filhos foram do seu segundo casamento, em 1955, com Della Beatrice Howard (divorciaram-se em 1977). A sua namorada longo prazo e parceira no momento da sua morte era Norma Pinella. Charles deu, a cada um dos seus 12 filhos, um milhão de dólares, sem impostos, em 2004, pouco antes de morrer.
Faleceu aos 73 anos, às 11.35 horas, no dia 10 de junho de 2004, na sua casa de Beverly Hills, onde estava com os seus familiares, vítima de uma doença no fígado. Foi enterrado no Cemitério Inglewood Park, localizado em Los Angeles na Califórnia.
    
  




domingo, junho 02, 2019

Charlie Watts - 78 anos

Charles Robert "Charlie" Watts (Londres, 2 de junho de 1941) é um baterista britânico. Entrou para os The Rolling Stones como baterista em 1963, posição que ocupa até os dias de hoje e participou de todos os discos da banda, estando ao lado de Mick Jagger, Keith Richards e Ronnie Wood como seu mais antigo membro. Além do rock & roll, tem forte influência no jazz, inclusive pelo estilo dos discos a solo da sua carreira, tido como um dos maiores bateristas dos últimos 40 anos.
 

sexta-feira, maio 24, 2019

Bob Dylan - 78 anos

Bob Dylan (nome artístico de Robert Allen Zimmerman; Duluth, 24 de maio de 1941), é um compositor, cantor, pintor, ator e escritor norte-americano.
Nascido no estado de Minnesota, neto de imigrantes judeus russos, aos dez anos de idade Dylan escreveu os seus primeiros poemas e, ainda adolescente, aprendeu piano e guitarra sozinho. Começou cantando em grupos de rock, imitando Little Richard e Buddy Holly, mas quando foi para a Universidade de Minnesota em 1959, voltou-se para a folk music, impressionado com a obra musical do lendário cantor folk Woody Guthrie, a quem foi visitar em Nova York em 1961.
Em 2004, foi eleito pela famosa revista Rolling Stone o 7º maior cantor de todos os tempos e, pela mesma revista, o 2º melhor artista de música de todos os tempos, ficando atrás somente dos Beatles, e uma de suas principais canções, "Like a Rolling Stone", foi escolhida como a melhor de todos os tempos. Influenciou diretamente grandes nomes do rock americano e britânico dos anos de 60 e 70. Em 2012, Dylan foi condecorado com a Medalha Presidencial da Liberdade pelo presidente dos Estados UnidosBarack Obama.
Foi laureado com o Nobel da Literatura de 2016, por "ter criado novos modos de expressão poética no quadro da tradição da música americana" e, assim, tornou-se o primeiro e único artista na história a ganhar, além do Prémio Nobel, o Óscar, o Grammy e o Globo de Ouro.

 

terça-feira, maio 14, 2019

Sinatra morreu há 31 anos

Francis Albert "Frank" Sinatra (Hoboken, 12 de dezembro de 1915 - Los Angeles, 14 de maio de 1998) foi um cantor e ator norte-americano.
    
   

domingo, abril 21, 2019

Nina Simone morreu há dezasseis anos

Eunice Kathleen Waymon mais conhecida pelo seu nome artístico, Nina Simone (Tryon, 21 de fevereiro de 1933Carry-le-Rouet, 21 de abril de 2003) foi uma grande pianista, cantora e compositora americana. O nome artístico foi adotado aos 20 anos, para que pudesse cantar blues, nos cabarés de Nova Iorque, Filadélfia e Atlantic City, escondida dos seus pais (a mãe, ministra metodista e o pai barbeiro). "Nina" veio de pequena ("little one") e "Simone" foi uma homenagem à grande atriz do cinema francês Simone Signoret, sua preferida.
Nina Simone, quando jovem foi impedida a ingressar em um conservatório de música na Filadélfia, mesmo tendo afrontado o racismo e cursado piano clássico na severa Juilliard School, em Nova York. Também se destacou e foi perseguida por abraçar publicamente todo tipo de combate ao racismo. O seu envolvimento era tal, que chegou a cantar no enterro do pacifista Martin Luther King. Casada com um polícia nova-iorquino, Nina também sofreu com a violência do marido, que a espancava. E tudo isso, dizia ela, que tinha acontecido, as portas tinham-se fechado, por ser negra.
Depois de fracassar na tentativa de ser uma grande pianista através do conservatório, Nina ficou algum tempo em Nova Yorque até ir para Atlantic City, e lá, trabalhando como pianista num bar, foi obrigada a cantar, para não perder o emprego, e tocar piano era o que ela fazia. Foi então que se tornou a Nina Simone, como se batizou naquela ocasião. Cantou músicas clássicas e imortalizou hits como "Feeling Good", "Aint Got No - I Got Life", "I Wish I Know How It Would Feel To Be Free", e "Here Comes The Sun", além de "My Baby Just Cares For Me" que gravou e apareceu numa propaganda de perfume frances.
Num breve contato com a sua obra, aqueles que não a conhecem percebem logo a diversidade de estilos pelos quais Nina Simone se aventurou, desde o gospel, passando pelo soul, blues, folk e jazz. Foi uma das primeiras artistas negras a ingressar na famosa Juilliard School of Music, em Nova Iorque. A sua canção “Mississippi Goddamn” tornou-se um hino ativista da causa negra, e fala sobre o assassinato de quatro crianças negras numa igreja de Birmingham, em 1963. Ao apresentar-se num evento militar em Forte Dix, New Jersey, em 1971, em plena Guerra do Vietname, Nina Simone deu voz àqueles que eram contrários ao conflito ao soltar a portentosa voz, após 18 minutos poderosos de My Sweet Lord, de George Harrrison. Nina esteve duas vezes no Brasil, gravou com Maria Bethânia e o seu último show ocorreu em 1997 no Metropolitan. Era uma intérprete visceral, compositora inspirada e tocava piano com energia e perfeição. Morreu, enquanto dormia, em Carry-le-Rouet, em 2003.
 
  

segunda-feira, abril 15, 2019

Bessie Smith nasceu há 125 anos!

Bessie Smith (Chattanooga, Tennessee, 15 de abril de 1894 - Clarksdale, Mississippi, 26 de setembro de 1937) foi uma cantora de blues norte-americana.
Às vezes referida como "A Imperatriz dos Blues", Smith foi a mais popular cantora de blues das décadas de 20 e 30 do século XX,. Ela é frequentemente considerado como uma das maiores cantoras de sua época, e em conjunto com Louis Armstrong, uma grande influência sobre os vocalistas de jazz posteriores.
  
Vida
No censo americano de 1900, a mãe de Bessie Smith, Laura Smith, reportou que Bessie nasceu em Chattanooga, Tennessee em julho de 1892. No entanto, para o censo seguinte de 1910, feito em 16 de abril, a sua irmã, Viola Smith, e o fiscal do censo concordaram em registar seu nascimento como sendo a 15 de abril de 1894, o dia precedente ao censo; aquela data aparece em todos os seus documentos seguintes, e foi a data confirmada por toda a família Smith. Também há uma discussão remanescente relacionada aos registos do censo sobre o tamanho da família de Bessie Smith. Os censos de 1870 e 1880 relatam três meio-irmãos mais velhos, más esses relatórios estão em desacordo com as entrevistas que a sua família e contemporâneos fariam posteriormente.
Ela era filha de Laura (Owens) Smith e William Smith. William Smith era um trabalhador e também era um sacerdote Batista (ele foi registrdo no censo de 1870 como um ministro do evangelho, em Moulton, Alabama), que morreu antes de que Bessie pudesse se lembrar dele. Quando ela tinha 9 anos, ela perde a sua mãe também, e sua irmã mais velha Viola ficou encarregado de cuidar dos seus irmãos e irmãs.
Como uma forma de ganhar dinheiro para sua família empobrecida, Smith e seu irmão Andrew começam a apresentar-se nas ruas de Chattanooga como um dueto, ela cantando e dançando, ele acompanhando no violão; sua localização preferencial era na frente do White Elephant Saloon entre as ruas Elm Thirteenth e Elm Street, no coração da comunidade Afro-americana da cidade.
Em 1904, o mais velho de seus irmãos, Clarence, deixou a casa secretamente para se juntar a uma pequena trupe viajante de propriedade de Moisés Stokes. "Se Bessie tivesse idade suficiente, ela teria ido com ele" disse a viúva de Clarence, Maud. "Por isso ele partiu sem avisa-la, mas Clarence disse que ela estava pronta, mesmo assim. É claro, ela era somente uma criança."
Em 1912, Clarence regressou para Chattanooga com a trupe de Stokes e arranjou uma audição para Bessie com os seus empresários, Lonnie e Cora Fisher. Ela foi contratada como dançarina ao invés de cantora, porque a companhia já incluía Ma Rainey.
No começo da década de 1920, Smith estrelou com Sidney Bechet em "How Come?", uma peça musical que chegou até a Broadway, e passou vários anos trabalhando fora do Teatro 81 em Atlanta, Geórgia, se apresentando em teatros negros pela costa leste americana. Após um desentendimento com o produtor de "How Come?", ela foi substituída por Alberta Hunter e retornou para Filadélfia, onde residia. Lá, ela conheceu e apaixonou-se por Jack Gee, um guarda de segurança com o qual ela se casou em 7 de junho de 1923, exatamente quando as suas primeiras gravações eram lançadas pela Columbia Records. O casamento foi tumultuoso, com infidelidades dos dois lados. Durante o casamento, Smith se transformou a atração principal no circuito de teatros negros, apresentando um espetáculo que às vezes contava com mais de 40 artistas e fez dela a mais bem paga artista negra da sua época. Gee estava impressionado com o dinheiro, mas nunca se ajustou à vida de fama, e especialmente à bissexualidade de Smith. Em 1929, quando Smith soube sobre o affair de Gee com outra artista, Gertrude Saunders, ela acabou com o casamento, mas nunca realizou legalmente um divórcio. Smith eventualmente encontrou uma lei de direito comum em um velho amigo, Richard Morgan, que era o tio de Lionel Hampton e era contrário ao seu marido. Bessie continuou com ele até morrer. 
  
Carreira  
Todos os relatos da época indicam que Ma Rainey não ensinou Smith a cantar, mas provavelmente ajudou-a a desenvolver a sua presença de palco. Smith começou a criar o seu próprio show em torno de 1913 , no teatro "81" em Atlanta. Cerca de 1920 ela estabeleceu uma boa reputação na região sul americana e ao longo da costa leste americana.
Em 1920, os números de vendas da música "Crazy Blues," de Mamie Smith (sem relação), uma gravação da Okeh, apontava para um novo mercado. A indústria fonográfica nunca havia se direcionado ao público afro-americano, mas agora havia uma procura por cantores de blues. Smith foi contratada pela Columbia Records em 1923 quando a gravadora decidiu estabelecer uma série "gravações raciais".
Ela alcançou um grande sucesso com seu primeiro lançamento, uma mistura de "Gulf Coast Blues" e "Downhearted Blues", no qual a sua compositora, Alberta Hunter já havia transformado em um sucesso na Paramount Records. Smith transformou-se na atração principal no circuito de teatros negros e se acabou se tornando sua atração mais popular nos anos 20. Trabalhando sobre a agenda apertada do teatro durante os meses de inverno e fazendo turnês pelo resto do ano (eventualmente viajando no seu próprio vagão de comboio), Smith transformou-se na artista negra mais bem paga da sua época. A Columbia apelidou-a de "Rainha do Blues", mas mais tarde mudaram o título dela para "Imperatriz".
Ela fez cerca de 160 gravações para Columbia, muitas vezes acompanhada pelos melhores músicos de sua época, como Louis Armstrong, James P. Johnson, Joe Smith, Charlie Green, e Fletcher Henderson.
  
Broadway 
A carreira de Bessie foi interrompida por a combinação da Grande Depressão e com a chegada do cinema sonoro, o que significou o fim do Vaudeville. Ela nunca parou de se apresentar, no entanto. Enquanto os dias do Vaudeville estavam acabados, Smith continuou fazendo turnês e ocasionalmente cantando em clubes. Em 1929, ela aparece em um fracasso da Broadway chamado "Pansy".
 
Filmes 
Em 1929, Smith fez a sua única aparição no cinema, estrelando a curta metragem chamada "St. Louis Blues", baseado na música de W. C. Handy do mesmo nome. No filme, dirigido por Dudley Murphy e filmado no bairro Astoria em Nova Iorque, ela canta a música título acompanhada pela orquestra de Fletcher Henderson, Hall Johnson Choir, o pianista James P. Johnson, e uma seção de cordas; uma atmosfera musical radicalmente diferente de qualquer outro encontrado nas suas gravações.
A Era do Swing 
Em 1933, John H. Hammond pediu a Smith para que gravasse quatro faixa pela gravadora Okeh, a qual tinha sido adquirida pela Columbia Records. Ele afirma ter encontrado ela na semi-obscuridade, trabalhando como hostess em um "speakeasy" (local que vendia bebidas alcoólicas ilegalmente durante a lei seca no Estado Unidos)na Avenida Ridge na Filadélfia. Bessie Smith realmente trabalhou nessa rua, no Art's Café, más não como hostess e não antes do verão de 1936. Em 1933, quando ela fez as faixas para Okeh, Bessie ainda estava em turnê, mas Hammond era conhecido pela sua memória seletiva e ornamentos musicais.
Bessie Smith foi recebeu US$ 37,50 (sem royalties) por cada for cada seleção e cada umas das faixa gravadas para Okeh, as quais são suas últimas gravações. Feitas em 24 de novembro de 1933, elas servem como um exemplo da transformações que suas performances passariam em seus últimos anos, quando ela estava determinada a mudar seu estilo blues para algo mais apropriado a Era do Swing e são notáveis palo acompanhamento relativamente moderno. A banda era formada por grandes músico da "Era do Swing" como o trombonista Jack Teagarden, o trompetista Frankie Newton, saxofonista tenor Chu Berry, o pianista Buck Washington, guitarrista Bobby Johnson e o baixista Billy Taylor. Benny Goodman, que estava gravando com Ethel Waters em um estúdio próximo, fez uma pequena participação, más é quase inaudível em uma seleção. Hammond não ficou totalmente satisfeito com o resultado das gravações, preferindo que Smith voltasse ao seu velho estilo blues, mas "Take Me For A Buggy Ride" e "Gimme a Pigfoot" continuam entre as suas gravações mais populares.
  
Morte 
A 26 de setembro de 1937, Smith ficou seriamente ferida num acidente de carro enquanto viajava pela auto-estrada U.S. Route 61 entre Memphis, Tennessee, e Clarksdale, Mississippi. O seu amante, Richard Morgan, estava dirigindo; pensa-se que ele pode ter adormecido ao volante ou que ele calculou mal a velocidade de um camião lento que vinha à sua frente. Marcas de pneu encontradas no local sugerem que Morgan tentou evitar o caminhão dirigindo pelo seu lado esquerdo, mas atingiu a traseira do camião a alta velocidade. A porta traseira do caminhão arrancou o telhado de madeira do carro de Smith. Ela, que estava no banco do passageiro provavelmente com o braço ou cotovelo para fora da janela, sofreu todo o peso do impacto. Morgan escapou sem ferimentos sérios.
Uma das primeiras pessoas a chegarem no local foi um cirurgião de Memphis, Dr. Hugh Smith, e seu companheiro de pescaria Henry Broughton. No começo dos anos 70, Dr. Smith apresentou um relato detalhado da sua experiência ao biógrafo de Bessie, Chris Albertson.
Após parar no local do acidente, Dr. Smith examinou Bessie Smith, que estava deitada no meio da estrada com ferimentos graves óbvios; ele estimou que ela perdeu algo em torno de um litro de sangue, e imediatamente notou um sério ferimento em seu braço direito que tinha sido quase completamente cortada na altura do cotovelo. No entanto Dr. Smith enfatizou que o dano no braço dela sozinho não causou a sua morte, e mesmo com a luz fraca do local, ele observou apenas pequenos ferimentos na cabeça. Ele atribuiu sua morte a lesões extensas e graves que esmagaram todo o lado direito de seu corpo, que era consistente com uma colisão lateral do automóvel.
Broughton e Dr. Smith moveram Bessie para o acostamento. Dr. Smith cobriu o ferimento do braço com um lenço limpo e então pediu a Broughton caminhar até uma casa que ficava a aproximadamente 500 metros fora da estrada para chamar uma ambulância. Significativamente, nem o motorista do camião, que imediatamente saiu do local, nem o Dr. Smith fizeram qualquer tentativa de transporte de Bessie Smith para Clarksdale por eles mesmos.
Quando Broughton retornou, havia passado algo em torno de 25 minutos desde do acidente e Bessie estava em choque. Após algum tempo sem sinal da ambulância, Dr. Smith sugeriu que eles retirassem o equipamento do banco de trás de seu carro e e levassem Bessie para Clarksdale no seu carro. Ele e Broughton estavam quase terminando de limpar o assento quando ouviram o som de um carro se aproximando em alta velocidade. Dr. Smith piscou os faróis de advertência, mas o carro que se aproximava não conseguiu parar e chocou com o carro do médico a grande velocidade.
O jovem casal no carro não se tinha ferido gravemente e a ambulância chegou enquanto Dr. Smith os examinava. Quase simultaneamente, outra ambulância chega ao local; essa, verificou-se, ter sido chamada pelo motorista do camião que (de acordo com Dr. Smith) teria dirigido até Clarkesdale para relatar o acidente.
Bessie Smith foi levada para o hospital Afro-americano em Clarksdale, onde seu braço direito foi amputado. Ela não recuperou a consciência, e morreu naquela manhã. Após a morte de Smith, surgiu um boato dizendo que ela teria morrido por não ter sido admitida no hospital exclusivo para "brancos" em Clarksdale, o mito começou quando o compositor e produtor de jazz John Hammond num artigo impreciso que apareceu na edição de novembro de 1937 da revista Down Beat. As circunstâncias da morte de Bessie e o rumor promovido por Hammond serviram de tema para uma peça de teatro de um ato feita por Edward Albee chamada The Death of Bessie Smith (A Morte de Bessie Smith).
Quando questionado sobre o assunto por Albertson, no entanto, Dr. Smith declarou que ele não acredita que Bessie foi levada a um hospital para brancos.
O velório de Bessie foi feito na Filadélfia, a 4 de outubro de 1937. O seu corpo foi originalmente velado na casa funerária Upshur, Mas como a notícia de sua morte se espalhou pela comunidade negra da Filadélfia, o corpo teve que ser movido para o O.V. Catto Elks Lodge para acomodar o público, estimado em 10.000 pessoas, que passou em frente de seu caixão em 3 de outubro. Estiveram presentes cerca de sete mil pessoas, de acordo com os jornais da época. Bem menos pessoas assistiram ao enterro no cemitério Mount Lawn, nas proximidades de Sharon Hill, Pensilvânia. Todos os esforços de Gee para comprar uma lápide foram em vão, uma ou duas vezes até embolsando o dinheiro arrecadado para esse propósito. A tumba continua sem lápide até 7 de agosto de 1970, quando uma nova lápide foi colocada, que foi paga pela cantora Janis Joplin e Juanita Green, que, quando criança, trabalhou como empregada doméstica para a cantora.