domingo, junho 30, 2019

António Sousa Freitas morreu há quinze anos...


António Sousa Freitas (Buarcos, 1 de janeiro de 1921 - Lisboa, 30 de junho de 2004), poeta e letrista português, distinguido com o Prémio Antero de Quental, em 1951, e com o Prémio Camilo Pessanha, em 1958, e agraciado com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique, em 1985, pelo então Presidente da República Ramalho Eanes.

Nascido em Buarcos, concelho da Figueira da Foz, a 1 de janeiro de 1921 (embora no bilhete de identidade constasse sempre 5 de janeiro, devido a um atraso no registo), António de Sousa Freitas iniciou o seu percurso literário durante os tempos de estudante em Coimbra (1939-1942).
A sua passagem por Coimbra, onde deixou incompleto o curso de Direito, ficou marcada pelas colaborações no jornal universitário "Via Latina", pela fundação do jornal humorístico "Poney" e pelas diversas tertúlias literárias na companhia de figuras como Fernando Namora, João José Cochofel, Joaquim Namorado, José Brandão, Pina Martins, Carlos Oliveira e Álvaro Feijó.
Foi ainda colaborador pontual da revista "Flama" e dos jornais "Diário Popular", "Diário de Lisboa", "Século Ilustrado", "Diário do Norte" e "Diário Ilustrado", entre outros.
Em 1940, António Sousa Freitas fez a sua estreia poética com "Anita", uma colectânea de poemas de amor dedicados à primeira namorada. Este primeiro livro viria a ser considerado pelo autor como tendo pouco significado na sua vida literária.
Em 1945 mudou-se para Lisboa, passou depois um ano em Leiria, após o que regressou à capital, onde se tornou Director de Serviços de Informação Médica num laboratório de especialidades farmacêuticas, cargo que manteve entre 1951 e 1983.
No âmbito dessa experiência, colaborou no jornal "Semana Médica" e - em parceria com Jorge Ferreira da Silva - fundou o jornal "Saúde", pertencente à Sociedade Semana Médica, do qual foi editor.
Entre 1952 e 1963 colaborou nos programas da Emissora Nacional, Ouvindo as Estrelas e "Canções de Portugal", ambos com textos de sua autoria, e nas rubricas "Poetas de Ontem e de Hoje" e "Escaparate - Novidades Literárias", com texto e locução a seu cargo, no Rádio Clube Português.
Além da presença na rádio, colaborou com a RTP, tendo ainda participado em programas publicitários da Robbialac e sido júri de vários concursos literários, caso dos Jogos Florais da CUF.
Entretanto, a 30 de junho de 1954, tornara-se membro da Sociedade Portuguesa de Autores com o nome de António de Freitas, passando a cooperante a 16 de maio de 1979.
Enquanto letrista, escreveu canções musicadas pelos maestros Joaquim Luís Gomes e Nóbrega e Sousa e interpretadas por artistas como Simone de Oliveira, Maria de Lourdes Resende, Maria Clara, João Maria Tudela, António Calvário, Paulo Alexandre, Carlos do Carmo, Amália Rodrigues, João Braga, Ada de Castro, Maria da Fé, Sérgio Borges ou Marina Neves.
Na mesma área, integrou vários júris de Festivais da Canção, com David Mourão-Ferreira, Pedro Homem de Mello e outros nomes ligados à poesia e à música.
Em 1969, fundou o Gabinete Português de Medalhística, onde trabalhou com o escultor Cabral Antunes, tendo sido grande impulsionador do colecionismo nesta área em Portugal, o que foi reconhecido tanto por coleccionadores como pelo próprio Estado.
Em 1990, António Sousa Freitas foi homenageado pela Câmara Municipal da Figueira da Foz por ser o autor da "Canção da Figueira", tendo sido colocada uma placa com o seu nome no Casino Peninsular daquela cidade e recebido a Medalha de Mérito, em ouro.
Na sua terra natal, Buarcos, existe também uma rua com o seu nome.
António Sousa Freitas (que assinou obras literárias também como A. Sousa Freitas e António de Sousa Freitas), faleceu a 30 de junho de 2004, no Hospital Pulido Valente. O seu corpo foi cremado e as cinzas lançadas ao mar que tanto cantara na poesia.
  
  


Figueira da Foz - Maria Clara
Letra de António Sousa Freitas e música de Nóbrega e Sousa

Figueira, Figueira da Foz
Das finas areias
Berço de sereias
Procurando abrigo.

Estrelas, doiradas estrelas
Enfeitam o Mar
Que pede a chorar
Para casar contigo.

Figueira, e à noite o luar,
Deita-se a teu lado
A fazer ciúmes
Ao teu namorado.

E a Serra, que te adora e deseja,
Também sofre com a luz do Sol
Que te abraça e te beija.

O poeta Reinaldo Ferreira morreu há sessenta anos

(imagem daqui)

Reinaldo Edgar de Azevedo e Silva Ferreira (Barcelona, 20 de março de 1922 - Lourenço Marques - atualmente Maputo, 30 de junho de 1959) foi um poeta português que realizou toda a sua obra em Moçambique.
Filho do célebre Repórter X, Reinaldo Ferreira chega a Lourenço Marques em 1941, finaliza o 7º ano do liceu e ingressa como aspirante no Quadro Administrativo da Colónia, tendo subido até Chefe de Posto.
Os primeiros poemas começam a ser publicados nos jornais locais ou em revistas de artes e letras. Adapta para a rádio peças de teatro e, mais tarde, colabora no teatro de revista. Autor da letra de canções ligeiras, entre as quais Kanimambo, Uma Casa Portuguesa e Piripiri.
Em 1959 é-lhe detectado cancro do pulmão e morre em junho desse ano. Não editou nenhum livro em vida.
A coletânea dos seus poemas surgiu em 1960.
António José Saraiva e Óscar Lopes compararam-no ao poeta Fernando Pessoa, realçando «o mesmo sentir pensado, a mesma disponibilidade imensamente céptica e fingidora de crenças, recordações ou afectos, o mesmo gosto amargo de assumir todas as formas de negatividade ou avesso lógico».
  
  
Feliz do que é levado a enterrar
 
Feliz do que é levado a enterrar, 
Tão indiferente como quem nasceu! 
Feliz do que não soube desejar, 
Feliz, bem mais feliz do que sou eu! 
 
Feliz do que não riu para não chorar, 
Feliz do que não teve e não perdeu! 
Feliz do que não sofre se ficar, 
Feliz do que partiu e não sofreu! 
 
Feliz do que acha bela e vasta a terra! 
Feliz do que acredita a fome, a guerra, 
Terrores imaginários de crianças! 
 
Feliz do que não ouve o mundo aos gritos, 
Feliz! Felizes todos e benditos 
Os que Deus fez iguais às pombas mansas
 
 
in Poemas (1960) - Reinaldo Ferreira

O Evento de Tunguska foi há 111 anos

Árvores caídas após a explosão (foto tirada durante a expedição de Kulik, em 1927)
 
O Evento de Tunguska foi uma queda de um objeto celeste que aconteceu em uma região da Sibéria próxima ao rio Podkamennaya Tunguska, em 30 de junho de 1908. A queda provocou uma grande explosão, devastando uma área de milhares de quilómetros quadrados. A ausência de uma cratera e de evidências diretas do objeto que teria causado a explosão levou a uma grande quantidade de teorias especulativas sobre a causa do evento. Apesar de ainda ser assunto de debate, segundo os estudos mais recentes a destruição provavelmente foi causada pelo deslocamento de ar subsequente a uma explosão de um meteoroide ou fragmento de cometa, a uma altitude de 5 a 10 km na atmosfera, devido ao atrito da reentrada. Diferentes estudos resultaram em estimativas para o tamanho do objeto variando em torno de algumas dezenas de metros.
Estima-se que a energia da explosão está entre 5 megatoneladas e 30 megatoneladas de TNT, com 10 a 15 megatoneladas sendo o valor mais provável. Isso é aproximadamente igual a mil vezes a bomba lançada em Hiroshima, na segunda guerra mundial, e aproximadamente um terço da Bomba Czar, a mais poderosa arma nuclear já detonada. A explosão tinha energia suficiente para destruir uma grande área metropolitana e derrubou cerca de 80 milhões de árvores numa área de 2.150 quilómetros quadrados, estimando-se que tenha provocado um terramoto de aproximadamente magnitude 5 na escala Richter.
Apesar de ser considerado o maior impacto terrestre na história recente da Terra, impactos de intensidade similar em regiões remotas teriam passado despercebidos antes do advento do controle global por satélite, nas décadas de 60 e 70.
Localização aproximada do evento de Tunguska, na Sibéria
 

sábado, junho 29, 2019

Colin Hay, dos Men at Work, faz hoje 66 anos

Colin James Hay (Kilwinning, North Ayrshire, 29 de junho de 1953) é um músico, compositor, multiinstrumentista e ator escoto-australiano. Ficou conhecido como vocalista da banda de rock Men at Work e depois também por sua carreira solo. As canções de Hay são frequentemente usadas pelo ator e diretor Zach Braff em seus trabalhos, o que ajudou a reerguer a carreira nos anos 2000.

A família foi para a Austrália quando tinha 14 anos. Nessa época, Colin começou a interessar-se por guitarras e em cantar. Em 1978, juntamente com Ron Strykert (guitarra), Greg Ham (sax, flauta, teclado e gaita), John Rees (baixo) e Jerry Speiser (bateria), formaram os Men at Work, que se tornaram um sucesso e ícones de surf-rock.
Colin Hay esteve à frente da banda como vocalista, guitarrista e principal compositor até metade dos anos 80, quando a banda se separou. Depois, seguiu uma carreira a solo.

 

Nicole Scherzinger faz hoje 41 anos

Nicole Scherzinger (nascida Nicole Prescovia Elikolani Valiente; Honolulu, 29 de junho de 1978) é uma cantora, compositora e atriz norte-americana. Nascida em Honolulu, no estado do Havaí, e criada em Louisville, Kentucky, inicialmente apresentou-se em peças no ensino secundário e estudou na Wright State University antes de dedicar-se a uma carreira musical. Em 1999, saiu em turnê ao lado da banda de rock Days of the New. Em 2001, através da versão norte-americana do talent show Popstars, passou a integrar o girl group de curta duração Eden's Crush. Scherzinger alcançou a fama como vocalista principal do grupo feminino The Pussycat Dolls, que lançou os álbuns PCD (2005) e Doll Domination (2008) e se tornou uma das girl groups que mais venderam no mundo.
Após a dissolução do grupo, Scherzinger aventurou-se na televisão vencendo a décima temporada do Dancing with the Stars e tornaou-se jurada do The Sing-Off e nas versões norte-americana e britânica do The X Factor. O seu primeiro álbum de estúdio, Killer Love (2011) experimentou um sucesso moderado e foi precedido pelo single número um "Don't Hold Your Breath". Em 2014, Scherzinger lançou o seu segundo álbum, Big Fat Lie, e estrelou a releitura do musical Cats, pelo qual recebeu uma indicação para Melhor Atriz Secundária no Laurence Olivier Award. Desde então voltou o seu foco para a televisão, vencendo o I Can Do That (2015), co-protagonizando o Best Time Ever with Neil Patrick Harris (2015), aparecendo como palestrante em Bring the Noise (2015) e fazendo o remake do filme Dirty Dancing (2017).
Ao longo de sua carreira vendeu mais de 54 milhões de álbuns e singles, levando em conta o grupo The Pussycat Dolls e a sua carreira a solo. Os seus outros empreendimentos incluem linhas de roupas, uma fragrância, além de atuar como embaixadora da UNICEF no Reino Unido e das Olimpíadas Especiais.
   

Saint-Exupéry nasceu há 119 anos

Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry (Lyon, 29 de junho de 1900 - Mar Mediterrâneo, 31 de julho de 1944) foi um escritor, ilustrador e piloto, terceiro filho do conde Jean Saint-Exupéry e da condessa Marie Foscolombe.
 
 A perfeição não é alcançada quando não há mais nada a ser incluído, mas sim quando não há mais nada a ser retirado.
 
O essencial é invisível aos olhos.
 
Aqueles que passam por nós não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós. 




Livros
  • L'Aviateur (O aviador) - 1926
  • Courrier sud (Correio do Sul) - 1929
  • Vol de nuit (Voo Noturno) - 1931
  • Terre des hommes (Terra dos Homens) - 1939
  • Pilote de guerre (Piloto de Guerra) - 1942
  • Le Petit Prince (O Principezinho) - 1943
  • Lettre à un otage (Carta a um refém) - 1943/1944
  • Citadelle (Cidadela) - 1948

Hoje é o dia de Pedro e de Paulo

Graffiti do século IV em uma catacumba romana
 
A Festa de São Pedro e São Paulo, também chamada de Solenidade dos Santos Pedro e Paulo, é uma festa cristã em honra ao martírio em Roma dos apóstolos São Pedro e São Paulo, que é observada em 29 de junho ou no domingo seguinte. A celebração tem origem muito antiga, sendo a data escolhida sendo ou o aniversário da morte ou do translado das relíquias dos santos.
A sua liturgia convida-nos a reflectir sobre estas duas figuras e a considerar o seu exemplo de fidelidade a Jesus Cristo e de testemunho do projecto libertador de Deus
 

 
São Pedro de Grão Vasco, 1506
 
Pedro (século I a.C., Betsaida, Galileia - cerca de 67 d.C., Roma) foi um dos doze apóstolos de Jesus Cristo, segundo o Novo Testamento e, mais especificamente, os quatro Evangelhos. Os católicos consideram Pedro como o primeiro Bispo de Roma, sendo por isso o primeiro Papa da Igreja Católica.
 
Conversão de São Paulo (1542-1545), Michelangelo
   
Paulo de Tarso, também chamado de Apóstolo Paulo, Saulo de Tarso e São Paulo foi um dos mais influentes escritores do cristianismo primitivo, cujas obras compõem parte significativa do Novo Testamento. A influência que exerceu no pensamento cristão, chamada de "paulinismo", foi fundamental por causa do seu papel como proeminente apóstolo do Cristianismo durante a propagação inicial do Evangelho pelo Império Romano.
Conhecido como Saulo antes de sua conversão, ele se dedicava à perseguição dos primeiros discípulos de Jesus na região de Jerusalém. De acordo com o relato na Bíblia, durante uma viagem entre Jerusalém e Damasco, numa missão para que, encontrando fiéis por lá, "os levasse presos a Jerusalém", Saulo teve uma visão de Jesus envolto numa grande luz. Ficou cego, mas recuperou a visão após três dias e começou então a pregar o Cristianismo.
Juntamente com Simão Pedro e Tiago, o Justo, ele foi um dos mais proeminentes líderes do nascente cristianismo. Era também cidadão romano, o que lhe conferia uma situação legal privilegiada.
   
A conversão de Paulo mudou radicalmente o curso de sua vida. Através de suas atividades missionárias e obras, Paulo eventualmente transformou as crenças religiosas e a filosofia na região da bacia do Mediterrâneo. Sua liderança, influência e legado levaram à formação de comunidades dominadas por grupos gentios que adoravam o Deus de Israel, aderiam ao código moral judaico, mas que abandonaram o ritual e as obrigações alimentares da Lei Mosaica por causa dos ensinamentos de Paulo sobre a vida e obra de Jesus e seu "Novo Testamento", fundamentados na morte de Jesus e na sua ressurreição.
  

sexta-feira, junho 28, 2019

Rubens nasceu há 442 anos

Auto-retrato de 1639, Kunsthistorisches Museum
  
Peter Paul Rubens (Siegen, 28 de junho de 1577 - Antuérpia, 30 de maio de 1640) foi um pintor flamengo inserido no contexto do Barroco.
Além de manter um grande estúdio em Antuérpia que produziu muitas pinturas populares entre a nobreza e os colecionadores de toda a Europa, Rubens foi um humanista de educação clássica, um colecionador e um diplomata, e foi elevado ao título de cavaleiro por Filipe IV da Espanha e Carlos I de Inglaterra.
A Assunção da Virgem Maria
Retrato de Susanna Fourment, 1625, National Gallery, Londres
 

A Alemanha assinou o Tratado de Versalhes há um século...

O Tratado de Versalhes (1919) foi um tratado de paz assinado pelas potências europeias que encerrou oficialmente a Primeira Guerra Mundial. Após seis meses de negociações, em Paris, o tratado foi assinado como uma continuação do armistício de Novembro de 1918, em Compiègne, que tinha posto um fim aos confrontos. O principal ponto do tratado determinava que a Alemanha aceitasse todas as responsabilidades por causar a guerra e que, sob os termos dos artigos 231-247, fizesse reparações a um certo número de nações da Tríplice Entente.
Os termos impostos à Alemanha incluíam a perda de uma parte de seu território para um número de nações fronteiriças, de todas as colónias sobre os oceanos e sobre o continente africano, uma restrição ao tamanho do exército e uma indemnização pelos prejuízos causados durante a guerra. A República de Weimar também aceitou reconhecer a independência da Áustria. O ministro alemão do exterior, Hermann Müller, assinou o tratado em 28 de junho de 1919. O tratado foi ratificado pela Liga das Nações em 10 de janeiro de 1920. Na Alemanha o tratado causou choque e humilhação na população, o que contribuiu para a queda da República de Weimar em 1933 e a ascensão dos Nazis.
No tratado foi criada uma comissão para determinar a dimensão precisa das reparações que a Alemanha tinha de pagar. Em 1921, este valor foi oficialmente fixado em 33 milhões de dólares. Os encargos a comportar com este pagamento são frequentemente citados como a principal causa do fim da República de Weimar e a subida ao poder de Adolf Hitler, o que inevitavelmente levou à eclosão da Segunda Guerra Mundial, 20 anos depois da assinatura do Tratado de Versalhes.

O Assassinato de Sarajevo, que deu origem à I Grande Guerra, foi há 105 anos

O Assassinato de Sarajevo foi o nome dado ao incidente que, em 28 de junho de 1914, vitimou o Arquiduque Francisco Fernando, herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, e a sua esposa, a Duquesa Sofia de Hohenberg, em Sarajevo, capital da Bósnia. O atentado foi executado por Gavrilo Princip, membro da fação terrorista denominada Mão Negra - organização que tinha como objetivo o rompimento das províncias eslavas do sul com a Áustria-Hungria e a criação da Grande Sérvia – que teria contado com o apoio de militares sérvios. A motivação política para o assassinato era compatível com a ideologia do movimento que, mais tarde, ficaria conhecido como a Jovem Bósnia.
No comando dos conspiradores militares estava Dragutin Dimitrijević, chefe da espionagem sérvia, o seu braço direito, o major Vojislav Tankosić e o espião Rade Malobabić. Tankosić armou e treinou os executores do atentado e Malobabić deu-lhes acesso aos túneis secretos utilizados pelos agentes sérvios para infiltrar espiões e armamento na Áustria-Hungria.
Todos os envolvidos no atentado que ainda estavam vivos foram presos, julgados, condenados e punidos. Aqueles que foram presos na Bósnia foram julgados em Sarajevo, em outubro de 1914. Os demais conspiradores foram submetidos a um julgamento sérvio no front de Salónica – à época sob controle francês – entre 1916 e 1917, culminando com a execução dos três principais oficiais envolvidos. Muito do que se conhece sobre os assassinatos do arquiduque e de sua esposa teve origem nas informações obtidas nesses dois julgamentos.
A verdadeira responsabilidade sobre o atentado tornou-se fruto de grande controvérsia, porque o ataque levou à deflagração da Primeira Guerra Mundial, um mês depois.
  

quinta-feira, junho 27, 2019

Salazar morreu há 49 anos


António de Oliveira Salazar  (Vimieiro, Santa Comba Dão, 28 de abril de 1889 - Lisboa, 27 de julho de 1970) foi um político português e professor catedrático da Universidade de Coimbra.
O seu percurso político iniciou-se quando foi Ministro das Finanças por breves meses em 1926. Depois disso, foi também ministro das Finanças entre 1928 e 1932, procedendo ao saneamento das finanças públicas portuguesas.
Instituidor do Estado Novo (1933-1974) e da sua organização política de suporte, a União Nacional, Salazar dirigiu os destinos de Portugal, como Presidente do Conselho de Ministros, entre 1932 e 1968. Os autoritarismos que surgiam na Europa foram amplamente experienciados por Salazar em duas frentes complementares: a propaganda e a repressão. Com a criação da Censura, da organização de tempos livres dos trabalhadores FNAT, da Mocidade Portuguesa, masculina e feminina, o Estado Novo procurava assegurar a doutrinação de largas massas da população portuguesa, enquanto que a polícia política (PVDE, posteriormente PIDE, a partir de 1945), em conjunto com a Legião Portuguesa, combatiam os opositores, que, quando objecto de julgamento, eram-no em tribunais especiais (Tribunais Militares Especiais e, posteriormente, Tribunais Plenários).
Apoiando-se na doutrina social da Igreja Católica, Salazar orientou-se para um corporativismo de Estado, com uma linha de acção económica nacionalista assente no ideal da autarcia. Esse seu nacionalismo económico levou-o a tomar medidas de proteccionismo e isolacionismo de natureza fiscal, tarifária, alfandegária, para Portugal e suas colónias, que tiveram grande impacto, sobretudo até aos anos sessenta.

(...)
  
No programa da RTP Os Grandes Portugueses, realizado em março de 2007, Salazar foi a mais votada das personalidades em jogo, com 42% dos votos expressos, seguido de Álvaro Cunhal, com 19%, e de Aristides de Sousa Mendes, com 13%.
 

Jack Lemmon morreu há dezoito anos

John Uhler Lemmon III (Newton, 8 de fevereiro de 1925 - Los Angeles, 27 de junho de 2001), mais conhecido como Jack Lemmon, foi um premiado actor norte-americano.

Zezé Motta - 75 anos!

Maria José Motta de Oliveira, conhecida como Zezé Motta (Campos dos Goytacazes, 27 de junho de 1944) é uma atriz e cantora brasileira.
   
Biografia
Mudou-se com a família para o Rio de Janeiro quando tinha dois anos de idade. Frequentou a escola do teatro Tablado. Começou a carreira de atriz em 1967, estrelando a peça Roda-viva, de Chico Buarque. Em 1969, atuou em Fígaro, fígaro, Arena canta Zumbi e A vida escrachada de Joana Martini e Baby Stompanato. Em 1974, atuou em Godspell, e em 1999, participou de Orfeu (filme).
A carreira de cantora teve início em 1971, em casas noturnas paulistas. De 1975 a 1979, lançou três LPs. Nos anos 1980, lançou mais três discos.
É mãe de três meninas e um menino: Luciana, Carla, Cíntia e Robson . Ela é avó de Luíz Antônio, filho de Nadine, de Heron e Loma, filhos de Sirlene, e de Isadora, filha de Luciana. Foi casada algumas vezes.
Foi homenageada na Sapucaí nos carnavais de 1989 e 2017, pelas escolas Arrastão de Cascadura e Acadêmicos do Sossego, respectivamente.
  
Carreira  
   
Filmes
Participou de filmes como Vai trabalhar, vagabundo (1973), Ouro Sangrento, Anjos da Noite, Tieta do Agreste, Xica da Silva (1976) e que a consagrou internacionalmente, e Orfeu. Atuou na telenovela Xica da Silva em 1996, vinte anos depois de protagonizar o filme, e onde fez a mãe de Xica, no início, e Xica na maturidade.
TelevisãoNa televisão, participou também das telenovelas Corpo a Corpo e A Próxima Vítima, Porto dos Milagres, Renascer, Xica da Silva, nas minisséries Memorial de Maria Moura e Chiquinha Gonzaga, ambas na Rede Globo. É considerada uma das mais importantes atrizes do Brasil. Em 2007 fez a telenovela Luz do Sol na Rede Record e também atuou na telenovela Rebelde, como Dadá.
   
Outras participações 
Desde a década de 1960, quando surgiram os especiais do Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), até o fim da década de 80, a televisão brasileira foi marcada pelo sucesso dos espetáculos transmitidos que apresentavam os novos talentos, registando índices recordes de audiência. O especial Mulher 80 (Rede Globo), foi um destes marcantes momentos da televisão; o programa exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade de então abordando esta temática no contexto da música nacional e a inegável preponderância das vozes femininas, com Elis Regina, Maria Bethânia, Fafá de Belém, Marina Lima, Simone, Rita Lee, Joanna, Zezé Motta, Gal Costa e as participações especiais das atrizes Regina Duarte e Narjara Turetta, que protagonizaram o seriado Malu Mulher. Também fez parte do elenco do Telecurso 2000, programa educativo da Rede Globo. Além disso, participa esporadicamente de discussões sobre o papel dos negros na teledramaturgia. Dobrou a bruxa Úrsula no filme A Pequena Sereia, clássico da Disney de 1989. Zezé Motta fez dueto com Taiguara no seu último álbum de estúdio, Brasil Afri, de 1994, na faixa "África Mãe". 
  
   

quarta-feira, junho 26, 2019

Veronica Guerin foi assassinada há 23 anos

Veronica Guerin (Artane, 5 de julho de 1958 - Dublin, 26 de junho de 1996) foi uma jornalista irlandesa.
Começou tardiamente na profissão, depois dos 30 anos, e gostava do jornalismo de investigação. Exemplo de determinação e coragem, a sua vontade incessante por justiça fez com que pagasse com a vida a investigação a fundo sobre a máfia e o tráfico de drogas em Dublin, capital da Irlanda, durante a década de 90. Denunciou também a ligação que alguns dos mais importantes gângsteres tinham com o IRA. Sofreu um atentado e chegou a ser espancada por um dos maiores mafiosos da cidade.
Depois do seu assassinato, a população da Irlanda revoltou-se e foi para as ruas protestar, e os barões do tráfico tiveram os seus bens confiscados e foram presos. Um ano depois do acontecido, os crimes caíram em mais de 50% na Irlanda.
Veronica Guerin é considerada uma heroína na Irlanda.
Dois filmes, baseados na história de Veronica Guerin, foram realizados:
A banda de metal progressivo Savatage incluiu uma canção baseada na história da jornalista no álbum The Wake of Magellan, de 1998.
O músico irlandês Christy Moore também escreveu uma canção em sua homenagem, chamada Veronica.
 

O oceanógrafo e Príncipe do Mónaco, Alberto I, morreu há 97 anos

Alberto I (Albert Honoré Charles Grimaldi) (Paris, 13 de novembro de 1848Paris, 26 de junho de 1922), também conhecido por Albert do Mónaco, foi príncipe reinante do Mónaco de 10 de setembro de 1889 a 26 de junho de 1922). Alberto I, notabilizou-se pelas pesquisas oceanográficas que empreendeu no Mediterrâneo, no Atlântico e no Árctico, tendo fundado o Museu Oceanográfico do Mónaco, uma instituição de referência em oceanografia, e diversas instituições ligadas à exploração dos oceanos. Foi um pioneiro na investigação científica do oceano profundo, de cujo labor resultaram diversos trabalhos de grande valor científico sobre a biologia e sistemática da fauna das zonas abissais. Realizou diversas campanhas nos Açores, a ele se devendo a descoberta do grande Banco Princesa Alice, a sul da ilha do Pico e da Fossa do Hirondelle, ambos nos Açores.
(...)
No decurso das suas expedições oceanográficas, Alberto I tornou-se um visitante assíduo dos Açores, estabelecendo relações estreitas com as comunidades piscatórias das ilhas. Desta relação resultou que o príncipe Alberto tivesse sido padrinho de baptismo de várias crianças nas ilhas.
Algumas das mais antigas fotografias conhecidas da ilha do Corvo e dos seus habitantes foram feitas pelo príncipe e por membros das suas expedições. O mesmo acontece em relação à baleação açoriana, estudada e descrita pela primeira vez pelo príncipe.
Quando, no decurso de uma das suas expedições, o príncipe descobriu um grande banco a sul da ilha do Pico, que ele denominou Banco Princesse Alice, o nome do navio de investigação (e da esposa), Alberto I mandou publicar o facto nos jornais açorianos, ajudando depois na organização de expedições de reconhecimento por parte dos pescadores açorianos.
Em sinal de reconhecimento, quase todas as cidades e vilas piscatórias açorianas dedicaram uma rua ao príncipe monegasco. Em Ponta Delgada a grande alameda que liga o aeroporto à cidade denomina-se Avenida Príncipe do Mónaco e existe um busto do príncipe na Avenida Infante D. Henrique (marginal); em Angra do Heroísmo, uma das ruas do litoral citadino é a Rua Príncipe do Mónaco; na Horta, o importante observatório meteorológico, construído a instâncias de Aberto I, denomina-se Observatório Príncipe do Mónaco.
Na obra auto-biográfica de Alberto I, La Carrière d'un Navigateur, são múltiplas as referências aos Açores.
Esta relação com os Açores também se traduziu numa íntima amizade com D. Carlos I de Portugal, o monarca português de então, o qual também visitou os Açores em 1901. Ambos partilhavam a paixão pelo mar e pela oceanografia.

Israel "IZ" Kaʻanoʻi Kamakawiwoʻole morreu há 22 anos

  
Israel "IZ" Kaʻanoʻi Kamakawiwoʻole (May 20, 1959 – June 26, 1997) was a Hawaiian musician.
He became famous outside Hawaii when his album Facing Future was released in 1993. His medley of "Over the Rainbow" and "What a Wonderful World" was subsequently featured in several films, television programs, and commercials.
Through his ukulele playing and incorporation of other genres (such as jazz and reggae), Kamakawiwoʻole remains one of the major influences in Hawaiian music over the course of 15 years.
   
   

Alfredo Marceneiro morreu há 37 anos

(imagem daqui)

Alfredo Rodrigo Duarte (Lisboa, 25 de fevereiro de 1891 - Lisboa, 26 de junho de 1982) mais conhecido como Alfredo Marceneiro devido à sua profissão original, foi um fadista português que marcou uma época, detentor de uma voz inconfundível, tornando-se um marco deste género da canção em Portugal
Alfredo Marceneiro nasceu na freguesia de Santa Isabel em Lisboa, e foi-lhe posto o nome de baptismo de Alfredo Rodrigo Duarte.
Era filho de uma família muito humilde, oriunda do Cadaval. Com a morte do pai teve que deixar a escola primária. Começou então a trabalhar como aprendiz de encadernador para ajudar o sustento da sua mãe e irmãos.
Desde pequeno sentia grande atracção para a arte de representar e para a música. Junto com amigos começou a dar os primeiros passos, cantando o fado em locais populares, começando a ser solicitado pela facilidade que cantava e improvisava a letra das canções.
Um dia, conheceu Júlio Janota, fadista improvisador, de profissão marceneiro que o convenceu a seguir esse ofício que lhe daria mais salário e mais tempo disponível para se dedicar à sua paixão.
Alfredo Marceneiro era um rapaz vaidoso. Andava sempre tão bem vestido que ganhou a alcunha de Alfredo Lulu. Era, também, muito namoradeiro. Apaixonou-se por várias raparigas, chegando a ter filhos com duas delas. As aventuras terminaram quando conheceu Judite, amor que durou até à sua morte e da qual teve três filhos.
Em 1924, participa no Teatro São Luiz, em Lisboa, na sua primeira Festa do Fado e ganha a medalha de prata num concurso de fados.
Nos anos 30, Alfredo Marceneiro trabalhou nos estaleiros da CUF, onde fazia móveis para navios. Dividia o seu tempo entre as canções e o trabalho. A sua presença nas festas organizadas pelos operários era sempre motivo de alegria.
Em 3 de janeiro de 1948, foi consagrado o Rei do Fado no Café Luso.
Reformou-se em 1963, após uma carreira recheada de sucessos, numa grande festa de despedida no Teatro São Luiz.
Dos muitos temas que Alfredo Marceneiro cantou destaca-se a Casa da Mariquinha, de autoria do jornalista e poeta Silva Tavares.
Faleceu no dia 26 de junho de 1982, com 91 anos, na mesma freguesia que o viu nascer.
No dia 30 de julho de 1984, foi condecorado, a título póstumo, com o grau de Oficial da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República Portuguesa, General Ramalho Eanes.

  

terça-feira, junho 25, 2019

Música adequada à data...



Carly Simon - 74 anos

Carly Elisabeth Simon (Nova Iorque, 25 de junho de 1945) é uma cantora e compositora norte-americana, também autora de livros infantis e de uma autobiografia. Nasceu numa família milionária: o seu pai, Richard Simon, era um dos fundadores da grande editora Simon & Schuster e a família convivia com os ricos e famosos de Manhattan. Iniciando a carreira no final da década de 60, numa parceria com a irmã Lucy, contudo alcançou o estrelato com a carreira a solo na década seguinte, com uma série de sucessos que a fizeram vencedora do Grammy como artista revelação em 1971 e ter o seu hit "You're So Vain" listado como uma das 100 maiores canções de todos os tempos, além de fazê-la figurar no Grammy Hall of Fame, em 1994.
Com o seu sucesso de 1988 "Let the River Run", do filme Working Girl, Simon tornou-se a primeira artista na história a vencer um Grammy, um Óscar e um Globo de Ouro por uma canção inteiramente composta, escrita e executada por uma só pessoa.
Teve relacionamentos com diversos artistas famosos, como Cat Stevens, James Taylor (com quem foi casada por uma década e teve dois filhos), Kris Kristofferson ou Warren Beatty; o seu último casamento, apesar de durar vinte anos, terminou quando descobriu que o marido era gay; por fim ela juntou-se com o cirurgião Richard Koehler, com quem vivia, em 2015.
Simon venceu um cancro e, apesar de com a idade estar perdendo a voz, continuava a realizar apresentações juntamente com o filho Ben. Em 2015 publicou uma autobiografia parcial, intitulada Boys in the Trees. Um empresário certa vez declarou: "Cada momento de sua carreira foi um drama".