terça-feira, janeiro 08, 2019

Giotto morreu há 682 anos

Retrato anónimo, Museu do Louvre
  
Giotto di Bondone mais conhecido simplesmente por Giotto, (Colle Vespignano, 1266 - Florença, 8 de janeiro de 1337) foi um pintor e arquiteto italiano.
Nasceu perto de Florença, foi discípulo de Cinni di Pepo, mais conhecido na história da arte pela introdução da perspectiva na pintura, durante o Renascimento.
Devido ao alto grau de inovação de seu trabalho (ele é considerado o introdutor da perspectiva na pintura da época), Giotto é considerado por Bocaccio o precursor da pintura renascentista. Ele é considerado o elo entre o renascimento e a pintura medieval e a bizantina.
A característica principal do seu trabalho é a identificação da figura dos santos como seres humanos de aparência comum. Esses santos com ar humanizado eram os mais importantes das cenas que pintava, ocupando sempre posição de destaque na pintura. Assim, a pintura de Giotto vem ao encontro de uma visão humanista do mundo, que vai cada vez mais se firmando até o Renascimento.
Giotto, forma diminutiva de Ambrogio ou Angiolo, não se sabe ao certo, adotou a linguagem visual dos escultores, procurando obter volume e altura realista nas figuras em suas obras. Comparando as suas obras com as do seu mestre, elas são muito mais naturalistas, sendo Giotto o pioneiro na introdução do espaço tridimensional na pintura europeia. Nos seus trabalhos pela península itálica, Giotto fez amizades com o rei de Nápoles e Bocaccio, que o menciona em seu livro, Decameron.
O Papa Benedito XI decidiu empregar Giotto, que passaria então dez anos em Roma. Posteriormente, trabalharia para o Rei de Nápoles. Em 1320, ele regressou a Florença, onde chefiaria a construção da Catedral de Florença. Giotto morreu enquanto pintava "O Juízo Final" para a capela de Bargello, em Florença. Durante uma escavação na Igreja de Santa Reparata, em Florença, foram descobertos ossos na mesma área que Vasari tinha relatado como o túmulo de Giotto. Um exame forense parece ter confirmado que a ossada era mesmo de Giotto.
Os ossos eram de um homem baixo, que pode ter sofrido de uma forma de nanismo, o que apoia uma tradição da Basílica de Santa Cruz de que um anão, que aparece em um dos afrescos, é um auto-retrato de Giotto.
Dormitio Virginis (detalhe)

A adoração dos Reis Magos
 

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