sexta-feira, junho 15, 2018

O saudoso Kaiser Frederico III morreu há 130 anos

Frederico III (Potsdam, 18 de outubro de 1831 – Potsdam, 15 de junho de 1888) foi o Imperador Alemão e Rei da Prússia durante 99 dias em 1888, o Ano dos Três Imperadores. Era o único filho do imperador Guilherme I e foi criado na tradição familiar de serviço militar. Apesar de celebrado quando jovem pela sua liderança e sucesso durante as guerras dos Ducados de Elba, a Austro-Prussiana e a Franco-Prussiana, declarou o seu ódio ao conflito armado e foi elogiado por tanto amigos quanto inimigos pela sua conduta humana. Depois da Unificação Alemã em 1871, o seu pai, então Rei da Prússia, tornou-se o Imperador Alemão. O trono passou para Frederico quando Guilherme morreu aos noventa anos, em 9 de março de 1888. Ele sofria de cancro da laringe e morreu a 15 de junho, aos 56 anos, depois de vários tratamentos médicos para a sua condição.
Frederico casou em 1858 com Vitória, Princesa Real, a filha mais velha da rainha Vitória do Reino Unido. Os dois eram adequados ao outro; partilhavam uma ideologia liberal que os levou a procurar uma maior representação aos comuns no governo. Mesmo com o passado conservador militarista da família, desenvolveu tendências liberais por causa da influência da sua mãe, Augusta de Saxe-Weimar-Eisenach, os seus laços com o Reino Unido e os seus estudos na Universidade de Bona. Como príncipe herdeiro, Frederico frequentemente se opôs ao conservador chanceler Otto von Bismarck, particularmente discursando contra a política de Bismarck de unir a Alemanha através da força e pedindo para o poder da chancelaria ser diminuído. Liberais tanto na Alemanha quanto no Reino Unido esperavam que ele, como imperador, transformasse o Império Alemão num estado mais liberal.
Ele e a esposa eram grandes admiradores do príncipe Alberto de Saxe-Coburgo-Gota, o pai de Vitória. Planeavam governar como consortes, assim como Alberto e a rainha Vitória, e reformar aquilo que viam como falhas no poder executivo que Bismarck havia criado para si mesmo. O cargo de chanceler, responsável pelo imperador, seria substituído por um gabinete ao estilo britânico, com ministros responsabilizados pelo Reichstag. A política do governo seria baseada no consenso do gabinete. Frederico "descreveu a Constituição Imperial como caos engenhosamente artificial".
Entretanto, a sua doença o impediu de estabelecer políticas e medidas para alcançar os seus objetivos, com as poucas ações que conseguiu tomar sendo depois revertidas pelo seu filho e sucessor, Guilherme II. A época da morte de Frederico e a duração de seu reinado são importantes tópicos entre os historiadores. A sua morte prematura é considerada como um grande ponto de viragem na história alemã. Ainda é muito discutido se Frederico teria sido capaz de deixar o seu império mais liberal caso tivesse vivido mais.

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