terça-feira, dezembro 05, 2017

Egberto Gismonti - 70 anos

Egberto Gismonti Amin (Carmo, 5 de dezembro de 1947) é um compositor, multi-instrumentista, cantor e arranjador brasileiro de música instrumental.

Egberto Gismonti nasceu numa família de músicos em Carmo, pequena cidade do interior do estado do Rio de Janeiro, a 5 de dezembro de 1947, filho de pai libanês, Camilo Amim, e mãe italiana, Ruth Gismonti Amim. Começou a estudar piano aos cinco anos. Ainda na infância e adolescência, os seus estudos no Conservatório Brasileiro de Música já incluíam flauta, clarinete, viola e piano. Interessou-se pela pesquisa de música popular e folclórica brasileira, chegando a passar uma temporada vivendo com índios Xingu.
Em 1968, participou de um festival da TV Globo com a canção "O Sonho", defendida pelos Três Morais. Partiu nesse mesmo ano para a França, onde estudou música dodecafónica com Jean Barraqué e análise musical com Nadia Boulanger. Em 1969, lançou o seu primeiro disco, Egberto Gismonti.
Nos anos 1970, Gismonti dedicar-se-ia a pesquisas musicais e voltaria-se-ia quase exclusivamente para a música instrumental. No V Festival Internacional da Canção, em 1970, concorreu com "Mercador de serpentes". A hesitação das gravadoras brasileiras com o seu estilo levou-o a procurar refúgio em selos europeus, pelos quais lançou vários álbuns nas décadas seguintes.
O choro levou-o a estudar o violão de oito cordas e a flauta, a curiosidade com a tecnologia e a influência da Europa levaram-no aos sintetizadores, a curiosidade com o folclore e as raízes do Brasil levaram-no a estudar a música indígena do Brasil, tendo mesmo morado por um breve período com os índios Iaualapitis, do Alto Xingu.
Entre os músicos com os quais colaborou ou colaboraram com ele, estão Naná Vasconcelos ("Dança das Cabeças", de 1976), Marlui Miranda, Charlie Haden, Jan Garbarek, André Geraissati, Jaques Morelenbaum, Hermeto Paschoal, Airto Moreira e Flora Purim.
Gravou quinze discos entre 1977 e 1993 para o selo alemão ECM, dez dos quais lançados no Brasil pela BMG em 1995. Por meio do seu selo Carmo, recomprou o seu repertório inicial e é um dos raros compositores brasileiros dono de seu próprio acervo.
Recentemente a sua obra passou a ser gravada por outros instrumentistas como Pedro Aznar, Delia Fischer, Esperanza Spalding, Hamilton de Holanda e André Mehmari.
 
 

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