terça-feira, junho 21, 2016

John Lee Hooker morreu há 15 anos...

John Lee Hooker (22 de agosto de 1917 - 21 de junho de 2001) foi um influente cantor e guitarrista de blues norte-americano, nascido no condado de Coahoma, próximo de Clarksdale, Mississipi, considerado o 35º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista Rolling Stone.
A carreira de Hooker começou em 1948 quando ele alcançou sucesso com o compacto "Boogie Chillen", apresentando um estilo meio falado que tornaria-se a sua marca registada. Ritmicamente, a sua música era bastante livre, uma característica que ele tinha em comum com os primeiros músicos de delta blues. A sua entoação vocal era menos associada à música de bar do que a de outros cantores de blues. O seu estilo casual e falado, com aparentes erros, seria diminuído com o advento do blues elétrico das bandas de Chicago mas, mesmo quando não tocava sozinho, Hooker mantinha as características primordiais do seu som.
Ele o fez, entretanto, levando adiante uma carreira a solo, ainda mais popular devido ao surgimento de aficionados de blues e folk no começo dos anos 60 - ele inclusive passou a ser mais conhecido entre o público branco, e deu uma oportunidade ao iniciante Bob Dylan. Outro destaque da sua carreira aconteceu em 1989, quando se juntou a diversos astros convidados, incluindo Keith Richards e Carlos Santana, para a gravação de The Healer, que acabaria por ganhar um Grammy.
Em 1994 Hooker fez uma operação para retirar uma hérnia, o que acabou o afastando dos palcos durante algum tempo e, depois das gravações de "Chill Out" (1995), parou de fazer shows regulares, continuando apenas com aparições ocasionais.
Hooker gravou mais de 500 músicas e aproximadamente 100 álbuns, morreu de causas naturais, enquanto dormia, em 21 de junho de 2001, na sua casa em Los Altos, Califórnia. Casado e divorciado 4 vezes, teve oito filhos e era dono de um clube noturno em São Francisco chamado "Boom Boom Room", nome este inspirado num dos seus maiores sucessos.

Brenda Holloway - 70 anos!

Brenda Holloway (Atascadero, June 26, 1946) is an American singer and songwriter, who was a recording artist for Motown Records during the 1960s. Her best-known recordings are the soul hits, "Every Little Bit Hurts", "When I'm Gone", and "You've Made Me So Very Happy." The latter, which she co-wrote, was later widely popularized when it became a Top Ten hit for Blood, Sweat & Tears. She left Motown after four years, at the age of 22, and largely retired from the music industry until the 1990s, after her recordings had become popular on the British "Northern soul" scene.


quarta-feira, junho 08, 2016

Tomaso Albinoni nasceu há 345 anos

Tomaso Giovanni Albinoni (Veneza, 8 de junho de 1671 – Veneza, 17 de janeiro de 1751) foi um compositor barroco italiano, nascido na República de Veneza, famoso na sua época como compositor de óperas, atualmente é mais conhecido pela sua música instrumental, parte da qual é regularmente regravada. Massificou a sua música, mas graças ao seu talento melódico e estilo pessoal foi tão popular na época quanto Arcangelo Corelli e Antonio Vivaldi.
Filho de um rico fabricante de papel, não pensava em seguir a carreira artística e muito menos em ganhar dinheiro com ela. Recusou-se a gerir a herança do pai e dedicou-se a compor para violino, passando a responsabilidade da fábrica para os seus dois irmãos mais novos. Estreou em Munique, em 1722, com muito sucesso.

Música e influência
Albinoni foi um dos primeiros compositores a escrever concertos para violino solo. A sua música instrumental atraiu a atenção de Johann Sebastian Bach, que escreveu pelo menos duas fugas sobre temas de Albinoni (Fuga sobre um tema de Albinoni em lá, BWV950, Fuga sobre um tema de Albinoni em si menor, BWV951) e constantemente usava os seus baixos como exercícios de harmonia para seus pupilos.
Grande parte do trabalho de Albinoni foi perdido na Segunda Guerra Mundial, com a destruição da Biblioteca Estadual da Saxónia, durante o bombardeamento de Dresden, em fevereiro de 1945. Por isso, pouco se sabe sobre o seu trabalho a partir de meados da década de 1720.
Quanto ao famoso "Adágio de Albinoni" (Adágio em sol menor para violino, cordas e órgão, T. Mi 26), que tornou Albinoni conhecido do grande público, aparentemente não foi escrito por ele. Trata-se de uma "reconstrução" de 1945, feita por Remo Giazotto, musicólogo e autor de uma biografia do compositor. Pouco depois da Segunda Guerra, Giazotto alegou ter recebido da Biblioteca Estadual da Saxônia, em Dresden, um fragmento manuscrito, que fora encontrado entre as ruínas do prédio, e que, segundo o musicólogo, seria parte do movimento adagio de uma sonata da chiesa (possivelmente a Op.4), composta por Albinoni por volta de 1708. Giazotto, que afirmava ter reconstituído a obra, registou-a posteriormente, no seu nome, para efeito de direitos de autor, publicando-a em 1958. Porém, ele nunca publicou o tal fragmento de Albinoni. A composição integra a banda sonora do premiado filme Gallipoli, de 1981, sobre a campanha de mesmo nome, empreendida na Turquia, durante a Primeira Guerra Mundial.

Obras
Albinoni compôs cerca de oitenta óperas, das quais 28 foram produzidas em Veneza entre 1723 e 1740, das quais não resta quase nada. Aproximadamente setenta dessas partituras foram destruídas durante o bombardeamento a Dresden. Sabe-se entretanto que, no decénio de 1720, as suas óperas eram frequentemente representadas fora da Itália, principalmente em Munique. Além de trinta cantatas, das quais só uma foi publicada (Amesterdão, c. 1701), o que chegou até a nossa época foi a sua obra instrumental, que havia sido impressa, e na qual se destacam os seus concertos para oboé.
  • Opus 1: 12 Suonate a tre, publicadas em Veneza, 1694 ;
  • Opus  2: 6 Sinfonias & 6 concertos a cinque, opus 2, publicadas em Veneza, 1700 ;
  • Opus  3: 12 Baletti a tre, publicadas em Veneza, 1701 ;
  • Opus  4: 6 Sonate da chiesa para violino e baixo contínuo, publicadas por Roger, Amesterdão c. 1709 ;
  • Opus  5: 12 Concerti a cinque (e baixo contínuo), publicadas em Veneza, 1707 ;
  • Opus  6: 12 Trattenimenti armonici per camera para violino, violone e cravo, publicados em Amesterdão, c. 1712 ;
  • Opus  7: 12 Concerti a cinque para violino solo (n° 1, 4, 7, 10), dois oboés (n° 2, 5, 8, 11) ou oboé solo (n° 3, 6, 9, 12) e cordas, publicados em Amesterdão, 1715 ;
  • Opus  8: 6 Balletti e 6 Sonate a tre, publicados em Amesterdão, 1722 ;
  • Opus  9: 12 Concerti a cinque, opus 9 para violino solo (nº 1, 4, 7, 10), oboé solo (nº 2, 5, 8, 11) ou dois oboés (nº 3, 6, 9, 12) e cordas, publicados em Amesterdão, 1722 ;
  • Opus  10: 12 Concerti a cinque para três violinos, alto, violoncelo e contínuo, publicados em Amesterdão, 1735-36 (?).
Há também cerca de vinte outras composições, sem número de opus, a maior parte ainda na forma de manuscritos.


domingo, junho 05, 2016

Erasmo Carlos - 75 anos!

Erasmo Esteves (Rio de Janeiro, 5 de junho de 1941), mais conhecido como Erasmo Carlos, é um cantor, compositor, músico multi-instrumentista e escritor brasileiro, famoso pelas suas parcerias com o cantor Roberto Carlos.


sexta-feira, junho 03, 2016

Harry Glicken morreu há 25 anos...

Harry Glicken (March 7, 1958 – June 3, 1991) was an American volcanologist. He researched Mount St. Helens in the United States before and after its famous 1980 eruption, and blamed himself for the death of fellow volcanologist David A. Johnston, who had switched shifts with Glicken so that the latter could attend an interview. In 1991, while conducting avalanche research on Mount Unzen in Japan, Glicken and fellow volcanologists Katia and Maurice Krafft were killed by a pyroclastic flow. His remains were found four days later, and were cremated in accordance with his parents' request. Glicken and Johnston remain the only American volcanologists known to have died in volcanic eruptions.
Despite a long-term interest in working for the United States Geological Survey, Glicken never received a permanent post there because employees found him eccentric. Conducting independent research from sponsorships granted by the National Science Foundation and other organizations, Glicken accrued expertise in the field of volcanic debris avalanches. He also wrote several major publications on the topic, including his doctoral dissertation based on his research at St. Helens titled "Rockslide-debris Avalanche of May 18, 1980, Mount St. Helens Volcano, Washington" that initiated widespread interest in the phenomenon. Since being published posthumously by Glicken's colleagues in 1996, the report has been acknowledged by many other publications on debris avalanches. Following his death, Glicken was praised by associates for his love of volcanoes and commitment to his field.

Os Krafft morreram há 25 anos...

Katia et Maurice Krafft sur le Kīlauea en 1990

Maurice Krafft, né le à Mulhouse et mort accidentellement le au Mont Unzen, Japon, est un volcanologue français. Avec Katia Conrad, son épouse, il a beaucoup œuvré pour la démocratisation de la connaissance des volcans.
Enfant, il est témoin en 1951 d'une éruption au Stromboli lors d'un voyage en famille, ce qui est à l'origine de sa vocation. À 14 ans, il est membre de la Société géologique de France. Après des études à Besançon et à l'Université de Strasbourg, il obtient une maîtrise de géologie. Il rencontre lors d'un voyage d'étude sur l'Etna en 1966 Haroun Tazieff qui l'intègre dans son équipe mais les deux hommes aux caractères forts se séparent. En 1968, il crée avec Roland Haas l'Équipe Vulcain, puis le Centre de volcanologie de Cernay.
Il rencontre Katia Conrad à la faculté de Besançon qui devient sa compagne de vie et de travail.
Durant 25 ans, ils parcourent ensemble le monde, lui privilégiant la caméra, elle l'appareil photo ; ils sont surnommés volcano devils (diables des volcans) par les volcanologues américains et se rendent auprès de tous les volcans en éruption (au maximum 8 par an, 175 sur toute leur carrière). Ils donnent de très nombreuses conférences en France et à l'étranger, notamment avec Connaissance du Monde. Maurice Kraft réalise de nombreux films dont Vivre Sous la Menace des Volcans réalisé à la demande de l’IAVCEI et diffusé avec l'aide de l’UNESCO en sept langues à la suite de l’éruption du Nevado del Ruiz en 1985. Cette vidéo a sensibilisé les gouvernements sur les sept grands risques volcaniques et les mesures d'évacuation à entreprendre en cas d'alerte.
Maurice et Katia Krafft meurent, emportés par une coulée pyroclastique sur les flancs du mont Unzen au Japon, qui tue également Harry Glicken, spécialiste américain des nuées ardentes ainsi que 41 autres personnes. Leurs corps ne furent jamais retrouvés. Une stèle est visible au pied du mont Unzen, où sont également inscrits en alphabets japonais et latin les noms des autres victimes.




Katia Krafft, née Catherine Joséphine Conrad le à Soultz-Haut-Rhin (Alsace), morte accidentellement le au Mont Unzen, Japon, était une volcanologue française.
Elle fait des études de physique et de géochimie à l'Université de Strasbourg. En 1962, elle obtient le prix de la Fondation de la Vocation, pour ses travaux de volcanologie.
Elle épouse Maurice Krafft en 1970.
Elle meurt aux côtés de son mari, tous deux emportés par une nuée ardente sur les flancs du mont Unzen au Japon le , ainsi que Harry Glicken, spécialiste américain des nuées ardentes. Cette éruption fait également 41 autres victimes.



Livros

Maurice Krafft
  • Guide des volcans d’Europe: généralités, France, Islande, Italie, Grèce, Allemagne..., Neuchâtel: Delachaux et Niestlé, 1974, 412 pp.
  • Questions à un vulcanologue: Maurice Krafft répond, Paris: Hachette-Jeunesse, 1981, 231 pp.
  • Les Volcans et leurs secrets, Paris: Nathan, 1984, 63 pp.
  • Le Monde merveilleux des volcans, Paris: Hachette-Jeunesse, 1981, 58 pp.
  • Les Feux de la Terre, Histoire de volcans, Paris: Découvertes Gallimard, 208 pp.
Maurice e Katia Krafft
  • À l’assaut des volcans, Islande, Indonésie, Paris: Presses de la Cité, 1975, 112 pp.
  • Preface by Eugène Ionesco, Les Volcans, Paris: Draeger-Vilo, 1975, 174 pp.
  • La Fournaise, volcan actif de l’île de la Réunion, Saint-Denis: Éditions Roland Benard, 1977, 121 pp.
  • Volcans, le réveil de la Terre, Paris: Hachette-Réalités, 1979, 158 pp.
  • Dans l’antre du Diable: volcans d’Afrique, Canaries et Réunion, Paris: Presses de la Cité, 1981, 124 pp.
  • Volcans et tremblements de terre, Paris: Les Deux Coqs d’Or, 1982, 78 pp.
  • Volcans et dérives des continents, Paris: Hachette, 1984, 157 pp.
  • Les plus beaux volcans, d’Alaska en Antarctique et Hawaï, Paris: Solar, 1985, 88 pp.
  • Volcans et éruptions, Paris: Hachette-Jeunesse, 1985, 90 pp.
  • Les Volcans du monde, Vevey-Lausanne: Éditions Mondo, 1986, 152 pp.
  • Objectif volcans, Paris: Nathan Image, 1986, 154 pp.
  • Führer zu den Virunga Vulkanen, Stuttgart: F. Enke, 1990, 187 pp.
Maurice Krafft e Roland Benard
  • Au cœur de la Fournaise, Orléans: Éditions Nourault-Bénard, 1986, 220 pp.
Maurice Krafft, Katia Krafft e François-Dominique de Larouzière
  • Guide des volcans d'Europe et des Canaries, Neuchâtel: Delachaux et Niestlé, 1991, 455 pp.