domingo, janeiro 17, 2016

Tomaso Albinoni morreu há 265 anos

Tomaso Giovanni Albinoni (Veneza, 8 de junho de 1671 – Veneza, 17 de janeiro de 1751) foi um compositor barroco italiano, nascido na República de Veneza, famoso na sua época como compositor de óperas, atualmente é mais conhecido pela sua música instrumental, parte da qual é regularmente regravada. Massificou a sua música, mas graças ao seu talento melódico e estilo pessoal foi tão popular na época quanto Arcangelo Corelli e Antonio Vivaldi.
Filho de um rico fabricante de papel, não pensava em seguir a carreira artística e muito menos em ganhar dinheiro com ela. Recusou-se a gerir a herança do pai e dedicou-se a compor para violino, passando a responsabilidade da fábrica para os seus dois irmãos mais novos. Estreou em Munique, em 1722, com muito sucesso.

Música e influência
Albinoni foi um dos primeiros compositores a escrever concertos para violino solo. A sua música instrumental atraiu a atenção de Johann Sebastian Bach, que escreveu pelo menos duas fugas sobre temas de Albinoni (Fuga sobre um tema de Albinoni em lá, BWV950, Fuga sobre um tema de Albinoni em si menor, BWV951) e constantemente usava os seus baixos como exercícios de harmonia para seus pupilos.
Grande parte do trabalho de Albinoni foi perdido na Segunda Guerra Mundial, com a destruição da Biblioteca Estadual da Saxónia, durante o bombardeamento de Dresden, em fevereiro de 1945. Por isso, pouco se sabe sobre o seu trabalho a partir de meados da década de 1720.
Quanto ao famoso "Adágio de Albinoni" (Adágio em sol menor para violino, cordas e órgão, T. Mi 26), que tornou Albinoni conhecido do grande público, aparentemente não foi escrito por ele. Trata-se de uma "reconstrução" de 1945, feita por Remo Giazotto, musicólogo e autor de uma biografia do compositor. Pouco depois da Segunda Guerra, Giazotto alegou ter recebido da Biblioteca Estadual da Saxônia, em Dresden, um fragmento manuscrito, que fora encontrado entre as ruínas do prédio, e que, segundo o musicólogo, seria parte do movimento adagio de uma sonata da chiesa (possivelmente a Op.4), composta por Albinoni por volta de 1708. Giazotto, que afirmava ter reconstituído a obra, registou-a posteriormente, no seu nome, para efeito de direitos de autor, publicando-a em 1958. Porém, ele nunca publicou o tal fragmento de Albinoni. A composição integra a banda sonora do premiado filme Gallipoli, de 1981, sobre a campanha de mesmo nome, empreendida na Turquia, durante a Primeira Guerra Mundial.

Obras
Albinoni compôs cerca de oitenta óperas, das quais 28 foram produzidas em Veneza entre 1723 e 1740, das quais não resta quase nada. Aproximadamente setenta dessas partituras foram destruídas durante o bombardeamento a Dresden. Sabe-se entretanto que, no decénio de 1720, as suas óperas eram frequentemente representadas fora da Itália, principalmente em Munique. Além de trinta cantatas, das quais só uma foi publicada (Amesterdão, c. 1701), o que chegou até a nossa época foi a sua obra instrumental, que havia sido impressa, e na qual se destacam os seus concertos para oboé.
  • Opus 1: 12 Suonate a tre, publicadas em Veneza, 1694 ;
  • Opus  2: 6 Sinfonias & 6 concertos a cinque, opus 2, publicadas em Veneza, 1700 ;
  • Opus  3: 12 Baletti a tre, publicadas em Veneza, 1701 ;
  • Opus  4: 6 Sonate da chiesa para violino e baixo contínuo, publicadas por Roger, Amesterdão c. 1709 ;
  • Opus  5: 12 Concerti a cinque (e baixo contínuo), publicadas em Veneza, 1707 ;
  • Opus  6: 12 Trattenimenti armonici per camera para violino, violone e cravo, publicados em Amesterdão, c. 1712 ;
  • Opus  7: 12 Concerti a cinque para violino solo (n° 1, 4, 7, 10), dois oboés (n° 2, 5, 8, 11) ou oboé solo (n° 3, 6, 9, 12) e cordas, publicados em Amesterdão, 1715 ;
  • Opus  8: 6 Balletti e 6 Sonate a tre, publicados em Amesterdão, 1722 ;
  • Opus  9: 12 Concerti a cinque, opus 9 para violino solo (nº 1, 4, 7, 10), oboé solo (nº 2, 5, 8, 11) ou dois oboés (nº 3, 6, 9, 12) e cordas, publicados em Amesterdão, 1722 ;
  • Opus  10: 12 Concerti a cinque para três violinos, alto, violoncelo e contínuo, publicados em Amesterdão, 1735-36 (?).
Há também cerca de vinte outras composições, sem número de opus, a maior parte ainda na forma de manuscritos.



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