quarta-feira, novembro 11, 2015

O general Patton nasceu há 130 anos

George Smith Patton, Jr. (São Gabriel, 11 de novembro de 1885Heidelberg, 21 de dezembro de 1945) foi o general do 3º Exército dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial. Conhecido como "Old Blood and Guts", era amado e odiado pelos seus soldados. Amado por ser considerado um guerreiro nato e odiado pelo facto de ser rígido ao ponto de não admitir que os seus soldados sofressem fadiga: "este é um santuário para guerreiros, tirem estes covardes daqui, eles fedem" declarou certa vez sobre internados por fadiga de batalha na tomada de Palermo, ao visitar um dos hospitais de campanha montados para receber os feridos.
Foi nomeado para ser o líder da operação Overlord, mas perdeu o cargo para o seu então vice-comandante, Omar Bradley. Patton, então, comandou o avanço do 3º Exército dos EUA (Operação Cobra) durante os anos de 1944 e 1945, quando seus homens cruzaram a Europa numa velocidade espantosa, libertando cerca de 12 mil cidades e povoados.
Num curto intervalo de tempo percorreram 2 mil quilómetros e reconquistaram 200 mil quilómetros quadrados de território. Patton e a sua tropa fizeram 1,2 milhões de prisioneiros, deixando igualmente para trás 386 mil feridos e mais de 144 mil soldados mortos. Em resumo, retiraram de combate mais de 1,8 milhão de soldados inimigos. Estes números tão impressionantes muito se devem a dois dos principais traços da sua personalidade: a capacidade de liderança e a extrema ousadia para ignorar ordens superiores.
Por trás do general sisudo escondia-se um homem de contrastes. De um lado, um herói americano: patriota, casado, pai de duas filhas e dono de um bull terrier chamado Willie. De outro, um homem cheio de extravagâncias: falava francês, fazia poesias e gostava de desenhar os seus uniformes, usava uma pistola Colt 45 com cabo revestido de marfim, com as suas iniciais gravadas a preto, mas praguejava "como um camionista". Acreditava na reencarnaçã e jurava ter lutado em Troia, tomado parte das legiões romanas de Júlio César contra Vercingetórix, ter sido o comandante cartaginês Aníbal Barca e ter participado das guerras napoleónicas. Orava de joelhos; como prova da sua religiosidade, pode-se ler-se no seu livro autobiográfico, escrito durante as batalhas, intitulado "A guerra que eu vi", que certa vez pediu a um capelão que fizesse uma oração pedindo a Deus que melhorasse o clima, para que assim a operação prevista continuasse em andamento. Como tal oração de facto surtiu o efeito esperado, Patton condecorou o capelão alegando que este tinha "boas relações com Ele lá em cima". Era um dos generais mais ricos do exército dos Estados Unidos e foi graduado pela Academia Militar de West Point. Patton mais tarde seria acusado (após a sua morte) de acumular despojos da guerra, tais como um canhão, na sua residência.
Patton, pouco antes do final da Segunda Grande Guerra Mundial, disse que era preciso atacar os bolcheviques, pois esses iriam "armar" algo (filme "Patton: Rebelde ou Herói?"). Esse "algo" acabou por se transformar na Guerra Fria. Patton pagou por ter uma personalidade que não lhe permitia ficar calado sob quaisquer circunstância. Certa vez disse, referindo-se à guerra, "Deus que me perdoe, mas eu amo isto" enquanto observava juntamente com os seus subordinados um recente campo de batalha. Destacava-se dos demais generais, da época e da atualidade, pois frequentemente era visto na frente das batalhas. Um dos seus maiores feitos foi libertar a 101ª divisão Aerotransportada na floresta de Ardenas, no que ficou conhecido como Cerco de Bastogne, embora os militares desta divisão tenham alegado nunca terem precisado ou pedido sua ajuda para sair de lá.
 

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