domingo, março 01, 2015

Rosa Casaco, o PIDE assassino do General Humberto Delgado, nasceu há um século

(imagem daqui)

António Rosa Casaco (Abrantes, Rossio ao Sul do Tejo, 1 de março de 1915 - Cascais, 5 de julho de 2006) foi o agente da PIDE (Polícia Internacional de Defesa do Estado), que chefiou a brigada que assassinou o General Humberto Delgado.

Origens
De origens humildes, era filho natural de Joana Rosa. O apelido Casaco foi escolhido pela mãe, que o terá ido buscar a familiares longínquos. Oficialmente, era filho de pai incógnito. Um pai que, no entanto, está bem identificado e conheceu perfeitamente: António Augusto da Silva Martins, ex-campeão de tiro e participante nos Jogos Olímpicos de Verão de 1924, em Paris. O mesmo pai de dois conhecidos clínicos - António Gentil da Silva Martins e Francisco Gentil da Silva Martins, o primeiro o cirurgião plástico e cirurgião pediatra que chegou a ser 8.º Bastonário da Ordem dos Médicos, de 1977 a 1986, e este último oncologista.

Carreira
Esteve alegadamente envolvido em negócios de contrabando que lhe davam alguns rendimentos, mas nunca sendo instaurado nenhum processo ou investigação sobre o assunto.
Meramente por curiosidade, refira-se que Rosa Casaco era conhecido como "o Pide, menino bonito de Salazar". Este último, segundo é relatado, detinha grande confiança no primeiro e foi o autor das suas fotografias mais íntimas.
Chegou a estar exilado em Espanha e no Brasil. Foi julgado à revelia por ter comprido as leis de estado anteriores a 1974 na década de 1980 e condenado a oito anos de cadeia por crimes de falsificação, destruição de documentos e por ter pertencido à polícia política do Estado Novo.
Vivia em Cascais, Cascais, desde 2002, quando os mandados internacionais que pendiam sobre si foram cancelados, e apesar de a Constituição Portuguesa de 1976 afirmar expressamente a não-prescrição dos crimes cometidos durante o Estado Novo.

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