sexta-feira, fevereiro 20, 2015

O poema António Correia de Oliveira morreu há 55 anos

(imagem daqui)

António Correia de Oliveira (São Pedro do Sul, 30 de julho de 1878 - Belinho, Antas, Esposende, 20 de fevereiro de 1960) foi um poeta português.

Biografia
António Correia de Oliveira nasceu em São Pedro do Sul, no distrito de Viseu, em 1879.
Estudou no Seminário de Viseu, indo depois para Lisboa, onde trabalhou brevemente como jornalista no Diário Ilustrado. Tendo publicado a sua primeira obra aos 16 anos, Ladainha em 1897, foi companheiro de Raul Brandão e mostrou influências de Antero de Quental e de Guerra Junqueiro. Em 1912, tendo casado com uma rica proprietária minhota, fixa-se na freguesia de Antas, concelho de Esposende, indo viver para a Quinta do Belinho, também chamada Casa de Belinho.
Poeta neogarrettista, foi um dos cantores do saudosismo, juntamente com Teixeira de Pascoaes e outros. Ligado aos movimentos culturais do Integralismo Lusitano e das revistas Águia, Atlântida (1915-1920), Ave Azul (1899-1900) e Seara Nova, de Correia de Oliveira também se encontram colaborações nas revistas O Occidente (1877-1915), Serões (1901-1911) e Contemporânea (1915-1926), e ainda na Mocidade Portuguesa Feminina: boletim mensal (1939-1947).
Convictamente monárquico, transforma-se num dos poetas oficiosos do Estado Novo, com inúmeros textos escolhidos para os livros únicos de língua portuguesa do sistema de ensino primário e secundário.


A DESPEDIDA

Três modos de despedida
Tem o meu bem para mim:
- «Até logo»; «até à vista»:
Ou «adeus» – É sempre assim.

«Adeus», é lindo, mas triste;
«Adeus» … A Deus entregamos
Nossos destinos: partimos,
Mal sabendo se voltamos.

«Até logo», é já mais doce;
Tem distancia e ausência, é certo;
Mas não é nem ano e dia,
Nem tão-pouco algum deserto.

Vale mais «até à vista»,
Do que «até logo» ou «adeus»;
«À vista», lembra, voltando,
Meus olhos fitos nos teus.

Três modos de despedida
Tem, assim, o meu Amor;
Antes não tivesse tantos!
Nem um só… Fora melhor.


António Correia de Oliveira

Sem comentários: